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“Quero levar o handebol brasileiro ao pódio olímpico”, projeta Bruna de Paula, eleita melhor central do mundo

Destaque da seleção brasileira, Bruna de Paula também foi indicada ao prêmio de Melhor Jogadora do Mundo pela Federação Internacional de Handebol (IHF). Durante férias no Brasil, a jogadora falou sobre a trajetória de sucesso na Europa e os sonhos com a camisa verde e amarela

Por Comitê Olímpico do Brasil

9 de jul, 2026 às 11:00 | 3 min de leitura

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Foto: Anze Malovrh / kolektiff

Descanso merecido após uma temporada impecável na Europa. Bruna de Paula aproveitou o intervalo entre as temporadas do handebol europeu para dias de descanso no Brasil. Eleita pela Federação Internacional de Handebol (IHF) como a melhor central do mundo e indicada ao prêmio de melhor jogadora do planeta, a atleta vive o auge da carreira e conta sobre objetivos com a seleção brasileira. Durante as férias, ela escolheu o Rio de Janeiro para aproveitar alguns dias ao lado da esposa, a atleta húngara Csenge Fodor.

“Não tem como não curtir o Rio de Janeiro. Sempre que posso, dou uma fugida por aqui. Eu e a Csenge casamos aqui e também é um dos lugares favoritos dela”, conta Bruna, que atua no Győri, clube de handebol na Hungria. 

Bruna de Paula aproveita férias no Rio de Janeiro
Bruna de Paula aproveita férias no Rio de Janeiro. Foto Rafael Bello/COB

A paixão pelo handebol começou desde cedo. A atleta nasceu no interior de Minas Gerais, e começou a atuar no handebol escolar de Campestre, cidade onde nasceu. Depois, defendeu o São José dos Campos e foi para a Europa, onde atua há mais de 10 anos. Desde 2023, a mineira atua pelo Győri, clube onde a campeã mundial brasileira Duda Amorim também jogou.

“Às vezes não cai a ficha de ver de onde eu saí e onde cheguei, porque é bem mais longe do que poderia imaginar. É uma honra saber que estou no caminho certo e que todo esforço valeu a pena. Tenho certeza que ainda tem muito mais por vir”, disse Bruna aos 29 anos.

A mudança para a Hungria em 2023 foi decisiva para seu crescimento dentro e fora das quadras. Além de encontrar um ambiente que favoreceu sua evolução técnica, foi no país europeu que Bruna construiu uma importante história pessoal.

“Eu tive muita ajuda assim que cheguei na Hungria. Lá é especial para mim, até porque eu encontrei o amor da minha vida, que joga comigo hoje no Győri”, conta a atleta.

Neste ano, Bruna foi eleita pela IHF como a melhor central do mundo. A atleta ainda concorreu ao prêmio de melhor jogadora do planeta. As indicações vieram após o desempenho no Mundial de Handebol da IHF, quando Bruna anotou 33 gols em sete partidas. 

Bruna comandou o time na conquista do heptacampeonato dos Jogos Pan-Americanos, em Santiago 2023. Também participou das duas últimas edições de Jogos Olímpicos: Tóquio 2020 e Paris 2024. Com o currículo já repleto de títulos continentais e destaque no mais alto nível do handebol mundial, Bruna agora sonha em ajudar a levar o Brasil a um novo patamar. O desejo é transformar o reconhecimento individual em conquistas históricas para a seleção.

“Eu sempre deixei muito claro que quero fazer mais pela seleção brasileira. Quero levar o handebol brasileiro para o pódio olímpico ou retomá-lo ao pódio mundial. É um sonho meu. Já ganhamos Sul-Americano e Pan-Americano, agora é querer mais”, contou a atleta.

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