Performance para o atleta e estilo para os torcedores. COB e adidas debatem parceria de sucesso

Comitê Olímpico do Brasil e fornecedora discutem como a associação entre as marcas gerou resultados expressivos dentro e fora das competições

Por Comitê Olímpico do Brasil

2 de out, 2026 às 14:42 | 3 minutos de leitura

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Wander Roberto/COB

“Para o atleta, é importantíssimo o que ele está vestindo. É como uma máquina que te leva para a frente, que te impulsiona. É fundamental.” A frase foi ouvida durante o painel Líderes Forbes 2026: Inovações e Estratégias dos CMOs que Impulsionam o Esporte Brasileiro, na COB Expo, que reuniu Manoela Penna, diretora de Comunicação, Marketing e Valores Olímpicos do COB, e André Svartman, diretor de Marketing da adidas Brasil. A mediação foi de Fernanda Romano, especialista em marketing e negócios.

A declaração, porém, não partiu de nenhum dos participantes do painel, mas de alguém da plateia: Jackie Silva, primeira brasileira campeã olímpica, medalhista de ouro no vôlei de praia nos Jogos Olímpicos Atlanta 1996, ao lado de Sandra Pires, após uma final histórica contra as também brasileiras Adriana Samuel e Mônica Rodrigues.

Naquele momento, Jackie resumiu com precisão a essência da conversa que acontecia na manhã desta sexta-feira, 2 de outubro: como a parceria entre o Comitê Olímpico do Brasil e a adidas foi construída a partir de valores compartilhados e se transformou em uma relação sólida, capaz de gerar resultados relevantes para ambos os lados.

“A força combinada de grandes marcas amplia o alcance que conseguimos ter juntos. Isso gera legitimidade”, afirmou Manoela Penna.

A diretora relembrou que, logo no início da atual gestão do COB, em janeiro de 2025, a busca por uma grande fornecedora de material esportivo era uma das prioridades estratégicas. Segundo ela, a entidade encontrou na adidas um parceiro capaz de compreender a dimensão do Movimento Olímpico brasileiro e enxergar o potencial da parceria.

“Uma demonstração da relevância desse acordo é que a adidas não tinha um comitê olímpico na América Latina há bastante tempo. No Brasil, então, isso não acontecia há cerca de 40 anos. Essa parceria nos permitiu desenvolver uma ampla linha de produtos oficiais para o mercado brasileiro”, explicou André Svartman.

Ao longo do debate, ambos destacaram que a construção conjunta da parceria foi determinante para elevar o projeto a outro patamar.

“O COB é a maior organização esportiva do Brasil. Por isso, precisamos estar ao lado dos maiores. Também buscamos ativações permanentes, porque quando falamos em Nação Esportiva não estamos falando apenas de praticar esporte. Estamos falando de assistir, consumir, incentivar e viver o esporte. E a adidas compartilha dessa mesma visão”, destacou Manoela.

Um exemplo dessa construção conjunta foi a coleção Originals do Time Brasil, inspirada nos uniformes utilizados nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1984. Segundo Svartman, o lançamento representou uma mudança de paradigma dentro da própria adidas.

“Nós, na adidas, tradicionalmente buscamos estar no in-field, ou seja, dentro da quadra, do campo de jogo, por meio dos uniformes de competição. Desta vez, avançamos para uma linha com forte apelo lifestyle, o que representou uma quebra de paradigma para a marca”, explicou.

A iniciativa foi algo incomum dentro dos acordos da adidas com outros comitês olímpicos nacionais e superou todas as expectativas comerciais.

“Planejávamos produzir apenas um lote dessa coleção. No entanto, tivemos que repor o estoque mais duas vezes. No nosso plano de negócios, havíamos projetado alcançar determinado resultado apenas em 2028. Mas esse número já foi atingido”, revelou Svartman.

A parceria segue fortalecida e demonstra, na prática, como a associação entre grandes marcas pode gerar valor para todos os envolvidos. No caso de COB e adidas, trata-se de uma construção contínua ao longo de todo o ciclo olímpico, com atenção especial ao principal protagonista desse processo: o atleta.

“Na adidas, temos um lema: só fazemos o melhor para o atleta”, afirmou André Svartman.

Objetivo que encontra total sintonia com a missão do Comitê Olímpico do Brasil.

“No COB, costumamos dizer que o atleta vestido de adidas já chega grande à competição. Chega empoderado”, concluiu Manoela.

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