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Surpreendente Mateus Hiroshi avança mais uma fase, e Brasil domina classificatória para as finais do Mundial de Skate Park

Além dele, Pedro Barros, líder da semifinal, Luiz Francisco e Pedro Quintas vão disputar o título da competição neste domingo, em São Paulo, com três americanos e um australiano

Por Comitê Olímpico do Brasil

14 de set, 2019 às 14:20 | 4 min de leitura

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O Brasil tem nada menos que 50% dos atletas na grande final masculina do Mundial de Skate Park, que termina neste domingo (15), no Parque Cândido Portinari, em São Paulo. Pedro Barros, Luiz Francisco, Pedro Quintas e Mateus Hiroshi passaram pelas semifinais neste sábado (14) e seguem na busca pelo título. Os adversários serão três americanos e um australiano.

Pedro Barros foi o grande destaque brasileiro, terminando a semifinal na primeira colocação com 86 de pontuação, meio ponto à frente do australiano Keegan Palmer e um ponto do americano Thomas Schaar, segundo e terceiro respectivamente.

“O importante é amanhã, mas hoje foi um parâmetro. Nível realmente muito alto. Estou muito satisfeito, consegui fazer até mais do que eu queria. Vamos com tudo para amanhã”, disse Pedro, que já está pensando em uma manobra arriscada para a grande decisão. “Aprendi o 540 (manobra em que o skatista dá uma volta e meia no ar) durante essa semana e espero fazer ela amanhã. Foi um bom treino ter colocado ela na volta, foi por pouco que não saiu já na semifinal, mas amanhã espero conseguir”, completou.

Os outros brasileiros, Luiz Francisco, Pedro Quintas e Mateus Hiroshi, passaram na quinta, sexta e sétima colocações. A grande surpresa foi mesmo Mateus, que avançou todas as fases desde a primeira qualificatória. Ele foi o 9º no Open - primeira fase -, 4º nas quartas-de-final e, agora, 7º na semifinal. O atleta de 18 anos de Carapicuíba, na grande São Paulo, começou a andar de skate por causa da professora da creche, que levava a turma pra brincar na praça.

“Quando eu era criança, com uns cinco anos, eu estudava numa creche do lado de casa e na pracinha em frente tinha umas minirampas que a professora sempre levava a gente para brincar. Um dia voltei para casa e falei com meu pai que eu queria começar a andar de skate porque vi a galera andando. Ele gostou, começou a andar também e vimos que era um esporte legal. Fui crescendo nos campeonatos e consegui me ranquear para entrar nesse”, contou Hiroshi.

“Esse Mundial é a competição da minha vida, não tem como não ser. Minha primeira competição desse nível e estou na final! Não sei nem o que falar, estou muito feliz”, comentou Mateus.

A expectativa para a final é andar bem e sentir, como nunca, a energia que a torcida está passando para ver até onde dá para ir. Afinal, estar entre os oito melhores do mundo, ao lado de atletas que o inspiraram e que são amigos, era algo inimaginável até alguns dia atrás.

“O resultado é importante, mas a energia que essa torcida está passando é muito importante também. Muito bom ver a galera curtindo o evento. A cabeça está trabalhando, muita gente dando apoio, muita gente acreditando”, contou. “Comecei a andar com uma galera, conheci muita gente, fiz amigos me incentivaram muito. Agradeço muito ao meu pai, que não desistiu de mim, me levou pro esporte, e aos meus amigos que me incentivaram, que treinam comigo, me fizeram estar aqui e seguir nesse esporte maravilhoso”, completou.

A grande final terá quatro voltas de 45 segundos – ou até a primeira queda – para cada um dos atletas. As três piores notas são descartadas. O Esporte Espetacular transmite a competição, ao vivo, a partir das 10h15 da manhã deste domingo (15).

Classificados para a final:
Pedro Barros (BRA) – 86
Keegan Palmer (AUS) – 85,5
Thomas Schaar (EUA) – 85
Heimana Reynolds (EUA) – 84,7
Luiz Franciso (BRA) – 84,6
Pedro Quintas (BRA) – 84,5
Mateus Hiroshi (BRA) – 84
Tate Carew (EUA) – 83,5

Brasil nos Jogos de Tóquio 2020 
Pelos critérios estabelecidos, o Brasil poderá contar com até 12 atletas nos Jogos Olímpicos: três no Park Feminino, três no Park Masculino, três no Street Feminino e três no Street Masculino.

O número de vagas conquistadas dependerá do desempenho dos atletas brasileiros ao longo das duas janelas classificatórias estabelecidas pela World Skate para a corrida olímpica. A primeira delas vai até setembro de 2019 e o segundo ciclo acontece de outubro de 2019 a maio de 2020.


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