Seleções brasileiras de basquete jogarão Pré-Olímpicos Mundiais na Croácia e na França
Sorteio foi realizado nesta quarta-feira (27) e mostrou os caminhos para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020

As seleções brasileiras conheceram nesta quarta-feira, 27 de novembro, os
caminhos para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020. As meninas jogarão o torneio
classificatório em Bourges, na França, ao lado das francesas, da Austrália e de
Porto Rico. Três seleções se classificam para os Jogos Olímpicos. No masculino,
a seleção brasileira jogará em Split, na Croácia, diante dos croatas e
tunisianos na primeira fase. Caso avance para a semifinal da sede, o Brasil
pode cruzar com México, Alemanha ou Rússia. Apenas o campeão vai para Tóquio
2020.
O sorteio da FIBA aconteceu na sede da entidade, em Genebra, na Suíça, e a CBB
foi representada pelo diretor executivo Marcelo Sousa. O Pré-Olímpico Mundial
será jogado entre 6 e 9 de fevereiro. E o masculino acontece entre 23 a 28 de
junho. No feminino, serão 16 seleções, em quatro grupos, com três vagas em cada
um para a Olimpíada. Como Japão e EUA jogam e já estão classificados para
Tóquio, nos seus grupos teremos apenas dois classificados. Já no masculino, são
24 países, em quatro grupos com seis seleções em cada. As chaves são divididas
em Grupo A e B, com cruzamento e formato de mata-mata, somando quatro vagas
para os Jogos Olímpicos.
Petrovic deixou claro que não
queria enfrentar a Sérvia em Belgrado. E o sorteio o ajudou. O Brasil caiu com
Tunísia e pegou a Croácia como sede. Na primeira fase, o país precisa vencer um
desses dois jogos para avançar à semifinal do Pré-Olímpico. Do outro lado,
México, Alemanha e Rússia vão brigar pelos outros dois postos nas semifinais. Os
vencedores das semifinais decidem o campeão do Pré-Olímpico e o classificado
para Tóquio 2020.
“Não entramos no grupo da Sérvia e essa era a minha preocupação inicial. Jogar contra a Sérvia, em Belgrado, é uma missão quase impossível. É uma coisa boa não jogarmos lá. Eu tenho muita experiência de jogar esses torneios pré-olímpicos. Não é tão importante olhar quem vamos enfrentar, mas sim focar na nossa equipe. É um torneio muito curto, de uma preparação muito curta e não podemos nos equivocar na forma de jogar. Brasil tem a chance de ganhar esse torneio em Split”, garantiu o treinador Aleksandar Petrovic. Ele passou duas semanas no Brasil e em dezembro irá na Espanha falar com os atletas que atuam na Europa. No ano que vem, irá até os Estados Unidos se encontrar com os jogadores da NBA. O planejamento terá treinos no Brasil antes do Pré-Olímpico e amistosos na Europa.
Já no feminino, o Brasil caiu no mesmo grupo de Austrália e França, que
estiveram entre as quatro melhores seleções do mundo no último Mundial. Porto
Rico completa a chave. São três vagas na Olimpíada e basicamente o Brasil
precisa de uma vitória para se garantir nos Jogos Olímpicos. Este ano, a
seleção feminina enfrentou as portorriquenhas em duas oportunidades, no Pan de
Lima e na AmeriCup, e venceu em ambas: 64 a 58 e 95 a 66.
“Temos de aguardar a confirmação dos confrontos após o sorteio. Teoricamente, pela colocação ali, o nosso primeiro jogo seria contra Porto Rico, mas a FIBA permite que a sede decida pela sequência, o que considero justo, e então vamos aguardar essa definição. Mas eu sempre vou preparar as minhas equipes para vencer todos os jogos, independentemente do adversário. Nós vamos estudar cada adversário e entrar para ganhar. Essa nossa equipe surpreende, tem um brilho diferente. Elas têm um comprometimento muito grande”, analisou o técnico José Neto.
A seleção
feminina vive um ano de 2019 iluminado. Venceu o Pan de Lima, acabando com um
jejum que vinha de 1991, foi bronze na AmeriCup e venceu a Argentina em Bahía
Blanca para se classificar para o Pré-Olímpico Mundial. As meninas se
apresentam em janeiro, treinam no Brasil e também farão amistosos na Europa
antes da estreia.












