Scheidt perto da vaga olímpica no Mundial de Laser
Competição no Japão tem mais duas regatas na madrugada desta terça-feira, com Robert Scheidt dentro da zona de seleção para Tóquio 2020

Com três velejadores brasileiros na flotilha ouro, o Campeonato Mundial da
classe Laser chega ao fim nesta terça-feira, dia 9, em Sakaiminato, no Japão.
Com mais duas regatas previstas, Robert Scheidt está à frente na disputa para
ser o representante do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Ele aparece
na 12ª posição na classificação geral, com 71 pontos perdidos, 28 pontos de
vantagem em relação ao 18º lugar, linha de corte estabelecida no critério de
seleção. As provas decisivas têm início previsto para as 23h (de Brasília) da
noite desta segunda-feira, dia 8.
“Faltam duas regatas para conquistar o objetivo, que é a vaga em Tóquio. Não
tem que fazer muita conta. Agora é lutar muito para velejar bem para fazer as
duas regatas de forma consistente. Vou com tudo, mas sabendo que o importante é
manter a concentração e a calma nessa etapa final. Tem muita coisa em jogo para
muita gente em Sakaiminato e todo cuidado é pouco. Agora é evitar os grandes
erros e tentar fazer duas regatas consistentes para me manter entre os 18
melhores”, disse Scheidt.
Nesta segunda-feira, Robert conseguiu um 15º e um 25º lugares nas duas regatas
do dia. Em Sakaiminato, Scheidt luta para garantir sua sétima participação em
Jogos Olímpicos de Verão, o que seria um recorde para um atleta brasileiro. O
velejador já é dono de cinco medalhas olímpicas: dois ouros na Laser
(Atlanta-1996 e Atenas-2004); duas pratas, sendo uma na Laser (Sydney-2000) e
uma na Star (Pequim-2008); e um bronze na classe Star (Londres-2012)
Correndo por fora na disputa pela vaga, Bruno Fontes (40º lugar, com 149 p.p.)
e João Pedro Souto de Oliveira (41º, 151 p.p.) também estão na flotilha ouro do
Mundial. Philipp Grochtmann completa a delegação brasileira no Mundial e ocupa
a 87ª colocação no geral, com 203 pontos perdidos, na flotilha prata.
De acordo com o critério estabelecido pelo Conselho Técnico da Vela (CTV) e
ratificado pela Confederação, o velejador brasileiro mais bem colocado neste
Mundial, contanto que esteja dentro do top 18 da competição, estará elegível
para defender o país em Tóquio 2020. Ele só perderá essa vaga se outro atleta
do Brasil for medalhista no Evento-Teste Enoshima 2019 ou subir no pódio do
Mundial da Laser em 2020.
A classe Laser é tradicionalmente uma das mais concorridas, e o Mundial 2019
conta com um total de 156 competidores inscritos.












