Robert Scheidt atinge índice para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020
Bicampeão olímpico termina Mundial de Laser em 12º, cumpre critério de classificação e fica muito próximo de carimbar passaporte olímpico pela 7ª vez

O bicampeão olímpico Robert Scheidt atingiu nesta terça-feira, dia 9, o índice
técnico para integrar a equipe brasileira nos Jogos de Tóquio 2020. O velejador
brasileiro terminou sua participação no Campeonato Mundial da classe Laser em
12º lugar, em Sakaiminato, no Japão. Assim, cumpriu o critério de seleção,
ficando dentro do top 18 da competição e tornando-se elegível para defender o
país em mais uma edição dos Jogos.
“Saio do Japão com a sensação de missão cumprida. Consegui terminar em 12º, com
muitos altos e baixos. O lado positivo é que eu consegui fazer o índice
proposto pela CBVela, que era o top 18 no Mundial, Não que me garanta o posto
nos Jogos Olímpicos, mas já é um bom passo, já fico elegível. Tem muitos
detalhes da minha velejada para aprimorar a fim de atingir o objetivo de andar
no top 5, no top 3. Esse vai ser o objetivo nos próximos meses”, disse Robert,
que em agosto disputa o Evento-Teste Enoshima 2019, na raia dos Jogos de Tóquio
2020.
O resultado no Mundial deixa Scheidt muito perto de disputar os Jogos pela
sétima vez, um feito sem precedentes no esporte brasileiro. De acordo com o
critério estabelecido pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) com suporte
do Conselho Técnico da Vela (CTV), a única possibilidade de outro velejador ficar
com a vaga brasileira para Tóquio na Laser é subindo no pódio do Mundial da
classe em 2020.
Robert já é, ao lado do também velejador Torben Grael, o maior medalhista
olímpico do país, com cinco pódios: dois ouros na Laser (Atlanta-1996 e
Atenas-2004); duas pratas, sendo uma na Laser (Sydney-2000) e uma na Star
(Pequim-2008); e um bronze na classe Star (Londres-2012).
Nesta terça-feira, o brasileiro obteve um 21º e um 32º lugares nas duas regatas
disputadas. Assim, terminou o Mundial com 122 pontos perdidos. O pódio foi
dominado pela Oceania. O australiano Tom Burton ficou com a medalha de ouro (59
p.p.), seguido pelo compatriota Wearn Matthew (63 p.p.). O neozelandês Gautrey
George conquistou o bronze (69 p.p.).
Outro destaque do Brasil no Mundial foi Bruno Fontes, que venceu a última
regata da competição e acabou em 25º lugar na classificação, com 160 pontos
perdidos. João Pedro Souto de Oliveira ficou em 37º (201 p.p.) e Philipp Grochtmann
terminou em 91º (297).
A classe Laser é tradicionalmente uma das mais concorridas, e o Mundial 2019
conta com um total de 156 competidores inscritos.












