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Pequim 2022

Quarteto do bobsled do Brasil fecha primeiro dia de competição em Pequim 2022 no top-20

É a primeira vez na história que os brasileiros conseguem esse feito. Na noite do dia 19, disputam a 3ª bateria em busca da vaga na final com os 20 trenós mais rápidos

Por Comitê Olímpico do Brasil

18 de fev, 2022 às 23:36 | 2 min de leitura

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Foi um dia de comemoração para o bobsled do Brasil nos Jogos Olímpicos Pequim 2022. Além do aniversário de Erick Vianna, que completou 29 anos neste sábado, 19, o quarteto conseguiu um feito inédito: terminou tanto a primeira, quanto a segunda no top-20. Na primeira, marcou 59.49, o 20º tempo entre 28 trenós. Na segunda bateria, conseguiram ir além: 16º melhor tempo com 59.60. Essas são as duas melhores colocações do Brasil nas baterias que disputou nos cinco Jogos Olímpicos em que esteve representado no bobsled.

“Graças a Deus, é a primeira vez que a gente fica em top-20. Isso é importante, fomos privilegiados de ser o primeiro a descer e aproveitamos essa oportunidade da melhor forma possível. Puxamos forte lá em cima, mas na primeira descida tive alguns errinhos em algumas curvas. Mas consegui corrigir na segunda. A gente sabe que pode mais. O time está pronto, está preparado e quer ir forte para amanhã”, disse o piloto Edson Bindilatti, se referindo à terceira descida que o trenó fará neste sábado, 19, a partir das 22h30 (horário de Brasília).

O país esteve representado na modalidade em cinco Jogos Olímpicos: 27º em Salt Lake 2002; 25º em Turim 2006; 28º em Sochi 2014; e 23º em Pyeongchang 2018, o melhor desempenho em termos de posição final até o momento. Em Pequim 2022, a largada foi, realmente, o ponto forte do Brasil.

“Foram dois pushs bons. Durante a temporada, estávamos tendo problema de fazer a segunda larga melhor que a primeira. Nosso objetivo aqui era esse, melhorar cada vez mais. No primeiro, deu 5.06, um pouco alto, talvez pela de tensão de sermos o primeiro a descer. No segundo, já entramos mais tranquilos, deu 5.0. Isso mostra que a gente está bem preparado, no auge da forma física e mental também”, comentou Erick Vianna. Esse tempo de largada foi o 12º melhor da segunda bateria entre os 28 trenós.

Para chegar à final em Pequim 2022, os brasileiros, comandados pelo técnico Bryan Berghorn, precisam ficar entre os 20 melhores. A expectativa para terceira descida é conseguir melhorar alguns pequenos detalhes e garantir a inédita quarta descida para o bobsled do Brasil.

“Queremos correr o mais rápido possível, buscar fazer abaixo de cinco segundos no push. Chegou bem perto na segunda descida. Já falei com o (Edson) Martins e com o Rafael (Souza) de fazer 4.95, 4.96. A terceira descida vai ser a mais importante das nossas vidas”, contou Erick.

O palco da modalidade neste Jogos Olímpicos é o Centro de Nacional de Esportes de Pista, em Yanqing. O bobsled é considerado a Fórmula 1 dos esportes de inverno porque o carrinho com quatro integrantes pode ultrapassar 150km/h. A terceira bateria em Pequim 2022 será importante para os atletas e torcedores do Brasil, mas especialmente para Bindilatti, porque pode ser a última na vida dele como atleta olímpico.

“Agora é trabalhar nas lâminas novamente e fazer todo o processo de polimento. Depois é descansar que nem descansamos ontem, e vir como se fosse a última descida da vida. Para mim, a da carreira. A emoção já é gigantesca de estar no top 20 nas primeiras descidas. É indescritível, parece que tudo vale a pena: todos os esforços, toda a dedicação e treinamento. Independentemente de qualquer coisa, o que a gente fez até agora foi uma coisa histórica para o bobsled do Brasil”, completou.

Pequim 2022 é a nona participação brasileira em Jogos de Inverno, iniciada em Albertville 1992. Até esta edição, 35 atletas do Brasil, dez mulheres, em oito esportes (esqui alpino, bobsled, esqui cross-country, luge, snowboard, biatlo, esqui estilo livre e patinação artística), participaram da competição.

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