Os desafios administrativos do COB em meio à pandemia do novo coronavírus
Artigo de Isabele Duran, Diretora Administrativa Financeira do Comitê Olímpico do Brasil (COB)

As principais empresas do país e do mundo se depararam com mudanças significativas na dinâmica de trabalho desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia global do novo coronavírus (COVID-19). Dentre tantas adaptações, podemos destacar a adoção do home office, os cuidados redobrados com a saúde e o replanejamento organizacional. Mas vocês fazem ideia do tamanho dessa mudança para uma instituição que tem no esporte a razão de sua existência como o Comitê Olímpico do Brasil?
O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a quatro meses do início do evento, exigiu uma verdadeira transformação no COB. O trabalho continua em ritmo acelerado, mas a fase atual é de reorganização. Todos os estudos operacionais em relação à logística para a delegação brasileira em Tóquio 2020 estão sendo refeitos. Em várias frentes, o COB está fazendo novos estudos, falando com nossos patrocinadores e fornecedores.
Além, é claro, do contato diário com as Confederações Brasileiras Olímpicas, repassando as informações das Federações Internacionais e auxiliando o replanejamento de suas ações, assim como na preparação das equipes e atletas. O COB também fornece dados para que as áreas técnicas das Confederações se organizem diante do cenário administrativo atual. Isso tudo num processo inédito para a entidade, que é o trabalho remoto.
Mas acredito que os desafios estão sendo cumpridos, e a produção segue em alto nível. Montamos uma estrutura para que nossos funcionários não precisassem ir até a empresa, tendo acesso a todos os serviços e sistemas que utilizam diariamente. Tudo isso com segurança e tecnologia adequada.
O COB está preparado para encarar e superar esse momento, sempre priorizando o bem-estar e a saúde dos nossos colaboradores. Os eventos podem estar suspensos temporariamente, mas o esporte não para. Seguimos em frente!












