Logo
Time Brasil

Muito mais do que treinamentos físicos e técnicos: Missão Europa resgata aspecto emocional dos atletas

Psicóloga do COB acredita que atletas readquiriram rotina e identidade, se fortalecendo para novos desafios e possíveis imprevistos

Por Comitê Olímpico do Brasil

7 de dez, 2020 às 07:29 | 2 min de leitura

Compartilhe via:

Considerada uma ação fundamental para a retomada dos treinamentos do Time Brasil visando os Jogos Olímpicos de Tóquio, a Missão Europa tem se mostrado indispensável sob diversos pontos de vista. E um de seus principais benefícios tem sido a recuperação do aspecto emocional dos atletas. Nos primeiros meses de pandemia, muitos deles precisaram lidar com o cancelamento de competições, o fechamento dos centros de treinamento e, principalmente, a ausência de uma rotina. Isso sem falar nas possíveis consequências da Covid-19 para a saúde pessoal e de seus familiares. Portanto, quando o Comitê Olímpico do Brasil (COB) deu início à Missão, na segunda quinzena de julho, os atletas, enfim, puderam sentir a emoção do recomeço. 

“A Missão Europa foi essencial para o lado psicológico dos atletas, já que os tirou de uma condição imprópria de treinamento para uma situação próxima do ideal. Este impacto emocional foi muito importante para eles engatarem um novo ciclo de preparação rumo aos Jogos Olímpicos”, diz a psicóloga do COB, Carla Di Pierro, que esteve em Portugal nos meses de agosto e setembro.

+ FOTOS: veja as melhores imagens da Missão Europa

Durante este período, Di Pierro acompanhou de perto o dia a dia dos atletas brasileiros, o que a permitiu identificar as necessidades individuais e desenvolver tarefas específicas de preparação mental. Entre workshops para treinadores, palestras, atendimentos individualizados e treinos práticos de mindfulness, a psicóloga constatou diversos aspectos favoráveis na ação desenvolvida pelo COB em parceria com as Confederações. 

“Primeiro eles relembraram a sensação de viajar e, depois, a de treinar novamente em alta performance, numa estrutura que possibilita a evolução e o resgate da identidade de atleta. Todos ficaram muito agradecidos pela oportunidade e emocionalmente muito seguros”, observa Di Pierro, que destaca ainda outro elemento positivo nos treinamentos em Portugal: o intercâmbio entre as modalidades. 

“Ir para o exterior e poder conviver com outros atletas é muito benéfico. Eles compartilharam momentos juntos, mesmo sendo de modalidades diferentes. Vários deles se tornaram amigos e desenvolveram uma parceria forte”, complementa. 

+ AÇÕES DE DEZEMBRO: saiba como está a preparação dos atletas brasileira no último mês do ano

Ainda que a pandemia esteja longe de ser controlada, Di Pierro acredita que, após esta experiência em solo europeu, nem mesmo as consequências de possíveis novas ondas de contaminações da Covid-19 vão “paralisar” os atletas. Novamente em boas condições físicas, técnicas e emocionais, o Time Brasil seguirá seu planejamento com força total. 

“Eles saíram de um cenário em que não conseguiam treinar para outro em que foram capazes de retomar as atividades e se sentirem seguros para a sequência do planejamento, mesmo que venham a fazer adequações por conta de uma segunda onda. Os atletas já sabem agora que é possível parar e voltar aos treinos, e quais adaptações devem ser feitas. A Missão Europa foi o restart, a volta do sonho e da esperança, que permitiu a eles desenvolver um repertório para lidar com o momento atual da pandemia”, finaliza Di Pierro, que trabalhou com atletas das seguintes modalidades em Portugal: atletismo, ginástica artística, ginástica rítmica, maratonas aquáticas, natação, tênis e triatlo.

+ DOS JOGOS ESCOLARES PARA A MISSÃO EUROPA: jovem talento do wrestling vê a carreira se transformar em apenas um ano

ÚLTIMAS NOTÍCIAS