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Medalha no Pan de Lima anima Colonese na busca por vaga olímpica em Tóquio 2020 ou Paris 2024

Nadador recebe bronze dos 10km da maratona aquática nesta sexta, 29, em cerimônia na Unisanta

Por Comitê Olímpico do Brasil

28 de jan, 2021 às 14:47 | 3 min de leitura

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Está chegando a hora de mais um brasileiro colocar uma medalha de Jogos Pan-americanos no peito. Nesta sexta-feira, 29, ao meio-dia, Victor Colonese vai receber o bronze da prova dos 10km, da maratona aquática, de Lima 2019. O nadador baiano herdou a medalha depois da desclassificação do argentino Guillermo Bertola, então segundo colocado, que cometeu uma infração nas normas de controle antidopagem da Federação Internacional de Natação (FINA).  A maior conquista da carreira até o momento anima Colonese na busca pela vaga olímpica.

“Meu maior objetivo agora é representar o Brasil nos Jogos Olímpicos, seja em Tóquio ou Paris. Estou treinando firme para isso. Conquistei um dos meus objetivos que é poder inspirar pessoas que estão começando na maratona aquática, e isso é muito importante para mim”, diz Colonese, de 29 anos.

+ Assista à cerimônia de premiação no Canal Olímpico

“Eu me formei em engenharia de produção, mas ainda não tenho nenhuma experiência na área. Quero unir a carreira esportiva com a minha formação acadêmica no futuro. Mas como não penso em parar de competir, quero viver um dia por vez, buscando meus objetivos”, completa.

A entrega da medalha será feita na instituição que Colonese defende há 11 anos e terá transmissão ao vivo do Canal Olímpico. Com mais essa conquista, o Brasil passa a ter 169 medalhas na classificação final de Lima 2019: 54 ouros, 45 pratas e 70 bronzes. Foram três pódios nas maratonas aquáticas: além do bronze de Colonese, Ana Marcela Cunha foi campeã da prova feminina e Viviane Jungblut, terceira colocada. A também baiana Ana Marcela é uma das inspirações de Colonese, que começou a nadar aos quatro anos incentivado pelo pai e, pela falta de piscinas olímpicas em Salvador, começou a disputar as provas no mar.

“Desde pequeno, tinha a prova de Inema (Bahia) e todo mundo se encontrava, era um ambiente muito gostoso. Em 2007, teve uma seletiva para o Sul-americano juvenil, nas provas de 7km e 10km. Classifiquei nas duas, uma eu ganhei e na outra fiquei em segundo. Foi minha primeira vez na seleção a nível nacional e a partir daí as portas se abriram. Com o tempo, vi que meu ambiente era aquele: mar, provas longas e incerteza do que vai acontecer... Era onde eu gostava de estar”, explica Colonese que, com o bronze de Lima 2019, iguala o feito de Allan do Carmo no Jogos Pan-americanos Rio 2007, única medalha do Brasil em provas masculinas da maratona aquática até então. 

Mas antes de se decidir pela natação, Colonese testou outras modalidades. “Fazia também judô e tênis. Inclusive, tenho dois troféus de judô. No tênis nunca competi, mas era dedicado. A natação, na verdade, era a minha pior modalidade, mas gostava do clima e das pessoas. Então, nunca faltava aos treinos. Quando a seleção chegou, foi definitivo”.

O Brasil pode até ter perdido um bom judoca, mas ganhou um nadador medalhista pan-americano.

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