Equipe médica dos Jogos Escolares da Juventude registrou 290 atendimentos em Natal
Três ambulâncias UTI estiveram à disposição da remoção de atletas para as unidades hospitalares

Se para realizar os Jogos Escolares da Juventude nestes
quatro dias de competições foi preciso uma equipe multidisciplinar capaz de
pensar o evento nos mínimos detalhes, para garantir a saúde e bem-estar dos
atletas não podia ser diferente. Em Natal, quem garantiu a excelência no
atendimento foi a alagoana Isabela Vergetti Neves, médica clínica e responsável
pela Regional Azul, que registrou 290 atendimentos, sendo 270 a atletas e 20 a
colaboradores.
A rotina da Dra. Isabela começou na semana anterior aos
jogos, com a visitação dos locais de competição, hospitais da cidade e
representantes de saúde do estado, captação de voluntários para auxiliar na
área médica e um pequeno treinamento para eles soubessem conduzir os casos mais
simples em quadra. Nas vésperas dos jogos começaram a organização das planilhas
de suprimentos médicos e o fechamento da escala de profissionais voluntários.
Quando o dia amanhecia, a médica iniciava a ronda na
companhia da fisioterapeuta Cecília Rocha pelos ginásios e quadras esportivas
dos colégios que sediaram os jogos. A equipe médica contou com três ambulâncias
UTIs divididas em regiões bases para o pronto-atendimento. Entre os casos mais
comuns estavam entorses, gastroenterites, viroses, lombalgias,
enxaquecas, dentre outras.
“Tivemos neste período sete remoções para hospitais da
cidade. Casos que, mesmo avaliados por nossos profissionais da saúde,
precisaram de intervenções mais complexas em ambiente hospitalar, como exames,
períodos de observação e procedimentos específicos. Por isso, o serviço móvel
de atendimento possibilita, em casos emergenciais e de dificuldade de
locomoção, um atendimento mais rápido, efetivo e adequado às situações de saúde
pós- trauma”, diz a médica.
De acordo com Isabela, a montagem de uma estratégia de
assistência saúde do atleta é fundamental. “Hospitais da cidade precisaram
estar cientes e preparados para receber um público maior de pessoas, assim como
também foi preciso mapear a localização dos pronto- atendimentos e saber qual
serviço cada um abrangia. Assim, direcionamos nossos atletas e colaboradores
para os lugares corretos, ganhando tempo no atendimento e qualidade no serviço
médico”.












