Em prova de alto nível, Caio Bonfim é prata na marcha atlética nos Jogos Pan-americanos Santiago 2023
Brasileiro termina os 20km atrás somente de equatoriano e vai ao pódio no evento pela terceira vez na carreira. Viviane Lyra fica em quarto lugar

Em uma prova de alto nível, que envolveu medalhistas olímpicos e campeões mundiais e pan-americanos, Caio Bonfim conquistou a honrosa medalha de prata na marcha atlética 20km nos Jogos Pan-americanos Santiago 2023, neste domingo, 29. O brasileiro completou o percurso em 1h19m24s, apenas quatro centésimos abaixo do vencedor, o equatoriano David Hurtado. O bronze ficou com o mexicano Eduardo Olivas, com 1h29m56.
A prova começou com 30 minutos de atraso, em razão de um problema de medição que fez a disputa feminina acontecer em distância inferior aos 20km previstos. Caio esteve entre os primeiros desde o início e manteve a intensidade até o fim, mesmo quando percebeu que o equatoriano se desgarrava. Os dois atletas travaram uma briga apertada até a reta final.
"Foi uma prova dura, de nível altíssimo. Tive que ganhar de um medalhista de prata em Mundial, do último campeão dos Jogos Pan-americanos, e do canadense medalhista olímpico e mundial e campeão do Pan em 2015. Todas as provas internacionais que fiz esse ano foi abaixo de 1h20m. Tive um excelente ano e vou com tudo para a prova nova do revezamento com a Viviane Lyra, no sábado, 4", afirmou Caio, que também projeta muita dedicação até os Jogos de Paris 2024, para os quais está tem índice.
"O trabalho da CBAt e do COB tem sido muito bem feito. O calendário é extenso, então temos que chegar ao nosso pico na nossa prova principal com foco nos Jogos Olímpicos. Essa é a meta. Quero estar no meu melhor, mantendo as coisas que foram bem feitas, mas buscando melhorar outras, porque o nível lá será altíssimo", afirmou Caio.
Essa foi a terceira medalha do brasileiro em Jogos Pan-americanos, já que ele também foi ao pódio em Toronto 2015, com o bronze, e em Lima 2019, com a prata.
Viviane Lyra fica perto da medalha
A brasileira mais bem colocada na prova feminina foi Viviane Lyra, que brigou entre as primeiras até a metade da prova. Ela ficou em quarto, com 1h15m33s. Gabriela Sousa terminou em nono, com 1h21m05s.
"A marcha atlética é uma prova que está crescendo muito. A América é muito forte, tem atletas campeãs mundiais e recordistas mundiais. No Mundial, fui a oitava colocada e aqui, quarta. Cheguei com a quinta melhor marca, então o quarto lugar tem gostinho de medalha. Deixei tudo na prova, infelizmente não veio medalha, que era meu desejo, mas a prova realmente foi muito forte. A pista estava molhada, o que dificultou um pouco", disse Viviane.
Já classificada para Paris 2024, Viviane contou que começou a prova sem se atentar aos fatores externos. Apenas pensou em dar o seu máximo. Mas logo ela percebeu que o tempo da primeira volta estava muito abaixo do normal. Com a redução da distância, que teve cerca de 17km, 12 atletas teriam batido o recorde mundial. Os tempos foram anulados pela organização, e a ordem de chegada, mantida.
"Após a primeira volta que deu abaixo de quatro minutos a gente já viu que tinha alguma coisa errada. Atrapalha, porque valia muitos pontos para quem buscava uma classificação olímpica. Eu já estou classificada, mas vim buscar uma boa marca, estava no meu melhor, fiz uma preparação muito boa, mas não vou ter uma marca oficial porque o tempo foi totalmente fora do padrão", lamentou a brasileira.












