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Em final brasileira, Ketleyn Quadros supera Alexia Castilhos e faz a festa em casa no Grand Slam de Brasília

Com a prata de David Lima e o bronze de Maria Portela, Brasil chega a 13 medalhas no torneio

Por Comitê Olímpico do Brasil

7 de out, 2019 às 15:31 | 1 min de leitura

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Foi uma segunda-feira diferente no Distrito Federal. Num Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) lotado, uma filha da terra brilhou no Grand Slam de Brasília. Ketleyn Quadros, primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica em esportes individuais, o bronze em Pequim 2008, derrotou Alexia Castilhos numa final totalmente brasileira na categoria meio-médio e faturou o primeiro ouro de sua carreira em competições desse porte. Para completar, somou pontos importantes para o ranking olímpico.

“Estou muito feliz porque a população de Brasília veio nos apoiar em peso, em plena segunda-feira. É um privilégio conquistar um evento tão importante na minha cidade de coração. Temos a vantagem do clima, da família, da torcida. Isso não é determinante, mas influencia muito. Espero que esse seja o primeiro de vários eventos aqui. É um passo importante, mas a caminhada olímpica continua. Agora é seguir trabalhando firme e forte porque tenho muito a evoluir visando a vaga olímpica”, disse Ketleyn.

O título de Ketleyn ganha ainda mais relevância pensando em Tóquio 2020 porque duas de suas principais concorrentes também estiveram na disputa por medalhas. Além da própria Alexia, que ficou com a prata, Mariana Silva disputou o bronze, mas acabou derrotada e terminou na quinta colocação.

“Eu e Alexia estamos disputando a vaga olímpica ponto a ponto. Ver as duas na final mostra que o trabalho está sendo bem feito, que estamos competitivas. Somos do mesmo clube (Sogipa), treinamos juntas, temos o mesmo técnico e viajamos pela seleção. Diferentemente dos outros esportes, o judô nos faz crescer junto com os nossos adversários”, comentou a judoca de 31 anos.

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Um ponto que chamou a atenção na campanha de Ketleyn foi a calma com que ela encarou cada uma das quatro lutas que fez – Edwige Gwend (Itália), Daria Davydova (Rússia), Junxia Yang (China) e Alexia Castilhos (BRA) -, lembrando a frieza com que conquistou a medalha olímpica há 11 anos.

“Foi uma competição muito forte e, por isso, tem que focar em uma luta de cada vez. Então, é preciso ter tranquilidade, frieza e autocontrole. O combate atualmente se define a favor de quem erra menos. A frieza te ajuda a não se precipitar. Fico feliz por ter conseguido administrar essas emoções”, analisou Ketleyn, que, após sair do tatame na luta final, foi tomada por todos os sentimentos. Ela correu para os braços dos conhecidos – e dos não tão conhecidos assim – que estavam na arquibancada do CICB.

“Procurei o meu noivo, a minha mãe, avô, a Erikinha (Miranda), a mãe dela, e os torcedores que estavam nos apoiando desde 11h da manhã. Eles fizeram toda a diferença”.

Além das medalhas de Ketleyn e Alexia, o Brasil ainda conquistou a prata com David Lima (73kg) e o bronze com Maria Portela (70kg), chegando a 13 no total. A competição termina nesta terça, com as disputas das categorias médio, meio-pesado e pesado masculinas e das meio-pesado e pesada femininas. O Brasil terá o desfalque de Mayra Aguiar, que sentiu uma lesão no joelho durante o treinamento pré-competição.

Os judocas brasileiros confirmados são: Samanta Soares (78kg), Camila Ponce (78kg), Giovanna Fontes (78kg), Maria Suelen Altheman (+78kg), Beatriz Souza (+78kg), Sibilla Faccholli (+78kg), Luiza Cruz (+78kg) no feminino; e Rafael Macedo (90kg), Eduardo Bettoni (90kg), Cleyanderson Silva (90kg), Igor Morishigue (90kg), Rafael Buzacarini (100kg), Leonardo Gonçalves (100kg), André Humberto (100kg), Lucas Lima (100kg), Rafael Silva (+100kg), David Moura (+100kg), Tiago Palmini (+100kg) e Juscelino Nascimento Jr (+100kg).



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