Com recorde brasileiro, Caio Bonfim é campeão dos 35km da Copa Brasil de Marcha Atlética
Brasiliense completou em 2:33:57 a prova disputada na manhã deste domingo, 09/01, no Bragança Garden Shopping, em Bragança Paulista, na abertura do calendário de 2022

Depois de um título na categoria sub-18, de dois na sub-20 e
de 10 consecutivos dos 20km no adulto, o brasiliense Caio Bonfim (CASO-DF)
venceu neste domingo, 09/01, a prova dos 35km da Copa Brasil Loterias Caixa de
Marcha Atlética, no circuito montado no estacionamento do Bragança Garden
Shopping, na cidade de Bragança Paulista (SP), com recorde brasileiro. A
competição, que abriu o calendário 2022 da Confederação Brasileira de Atletismo
(CBAt), serviu para definir a equipe que representará o País no Campeonato
Sul-Americano de Lima, no Peru, nos dias 5 e 6 de fevereiro.
Caio, o melhor marchador da história do País, não só venceu a prova como bateu
o recorde brasileiro da especialidade, que era dele, com 2:39:19, desde a
Olimpíada do Rio-2016, numa das parciais dos 50km que ele disputou no Recreio
dos Bandeirantes, e em que terminou em 9º lugar. O ganhador da medalha de
bronze nos 20km do Mundial de Londres-2017 completou as 35 voltas no circuito
em 2:33:57, num desempenho excepcional. Ele manteve um ritmo forte desde a
largada, dada às 6:15, com o tempo encoberto, 17º graus de temperatura e 81% de
umidade relativa do ar.
“O recorde era do Rio-2016. Aí fiz pela primeira vez os 35km no Troféu Brasil
do ano passado, só que tinha feito os 20km um dia antes. Eu vim para os 35km
para tentar fazer uma marca e até sábado o recorde sul-americano era 2:34:40.
Eu planejei fazer o recorde sul-americano aqui, apesar de ter sete curvas por
volta – são 35 voltas. Estava pronto para fazer, mas aí no sábado um
equatoriano elevou a marca”, disse, referindo-se a Brian Pintado, que venceu o
torneio nacional, com 2:32:40. “Ainda assim fiquei até os 27km na zona do
recorde, mas as curvas foram minando e fiquei a 1:10 do recorde sul-americano,
mas fizemos o recorde brasileiro, a segunda melhor marca da América do Sul.”
“Vamos trabalhar agora para o Sul-Americano de Lima – não sei que prova vou
fazer. Meu 11º título no adulto e minha mãe tem 8”, disse, sobre Gianetti
Bonfim. “Eu sempre dizia que era mais fraco que ela. Mas agora a marca é minha.
Tem o Sul-Americano, o Mundial de Marcha, os challenges, o Mundial de Atletismo
– prova dos 20 km é 10 dias antes da dos 35 km e dá para fazer as duas provas.
Vamos trabalhando. A gente treina, treina e treina mais um pouquinho. Estou com
esperança de bons resultados este ano, de fazer um grande ano”, observou.
Já Matheus Gabriel Correa (AABLU-SC) venceu pela primeira vez os 20km da Copa
Brasil, com 1:24:00. “Foi uma prova um pouco mais lenta em relação às últimas
que venho fazendo, mas gostei bastante porque há um ano eu fiz 1:24:40 e hoje
fui melhor. Estou feliz porque melhorei a minha marca neste percurso, que não é
fácil por causa das curvas – e hoje ainda tinha vento. Foi uma prova boa para
começar a temporada”, afirmou. “Eu não parei de competir desde os Jogos
Olímpicos – fiz o Brasileiro e o Sul-Americano Sub-23, Jogos Abertos de Santa
Catarina, Pan-Americano Júnior e agora a Copa Brasil e mantendo uma constância
muito boa. Agora é focar os treinos, na técnica e velocidade – eu vinha
investindo na rodagem – e conciliar com os treinos mais longos porque eu vou
entrar para os 35km em abril”, afirmou.
Na prova feminina, Gabriela Souza Muniz (CASO-DF) conquistou o primeiro título
adulto nos 20km, depois de cinco no sub-18 e sub-20, com 1:46:07. “Eu achei a
prova muito boa, o clima estava excelente e para início de temporada e por ser
a primeira semana de janeiro foi uma marca razoável, gostei, porém ainda tenho
muito trabalho pela frente”, comentou. “No Sul-Americano, quero melhorar mais.
Meu objetivo é treinar bastante e tentar fazer o índice para o Campeonato
Mundial adulto”, completou, referindo-se a Oregon, nos Estados Unidos, em
julho.
Nos 35km feminino, Elianay Santana da Silva Pereira Barbosa (CASO-DF), foi a
vencedora dos 35 km, com 3:10:08. Foi o segundo título na Copa Brasil. “Queria
agradecer a Deus e aos meus parceiros. Eu não era favorita. Estamos na base,
mas nós começamos a treinar mais cedo. Para muitos foi uma surpresa, mas eu
estava preparada para ganhar e vim para ganhar. Foi uma prova dura, com vento.
Os 35 Km exigem paciência e eu tive paciência”, afirmou a atleta, que superou
Viviana Santana Lyra (AFVF-RJ), que ficou em segundo lugar.












