Com pai técnico e irmã esgrimista, Karina Trois manteve o treinamento durante a pandemia
A campeã Sul-americana de 2019 vai buscar a vaga do sabre feminino nos Jogos de Tóquio

A esgrima é tema prioritário na casa da família Zettermann Trois de Avila. Durante o isolamento social imposto pela pandemia do COVID-19, a atleta Karina Trois conseguiu manter uma rotina de treinamentos em casa. Afinal seu técnico e pai Régis Trois de Avila, ex-atleta olímpico, e a irmã Renata, também esgrimista, passaram a quarentena juntos. Se preparando para buscar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ela garante que esse apoio é fundamental para superar os momentos mais difíceis.
+ VÍDEO: Veja o treino da Esgrima na Missão Europa
“Foi por causa dele que eu conheci a esgrima. Desde que eu estou na barriga da minha mãe eu vou para as competições”, brinca Karina, bem-humorada. “Acho que o ensinamento mais marcante, dentre os milhares que ele já me passou, foi sobre o próximo toque. E acho que isso é o que me fez não surtar nessa pandemia, por causa das incertezas, de não saber direito sobre as coisas, de não saber quando voltavam os treinos normais”, revela a atleta do Paulistano.
“No começo disso tudo, mudou muito a nossa rotina. Os treinos não eram presenciais, então não tinha a possibilidade de jogo e o preparo físico era com o que eu tinha em casa. Foi bem difícil manter o foco, porque treinar no clube dá uma motivada, existem os meus amigos, os técnicos. Em casa, só tem eu e a minha irmã treinando, o que por um lado era até uma vantagem, já que muita gente não tinha nem irmão para acompanhar”, explica, ressaltando a importância da companhia familiar nos treinos.
Planos para chegar em Tóquio
O sonho de Karina é a classificação inédita para os Jogos Olímpicos. Ela afirma estar preparada para buscar a vaga em 2021 no Pré-Olímpico que deve acontecer em abril, no Panamá.
“Eu nunca deixei de treinar, então por mais que esteja nessa incerteza, meu condicionamento físico está igual. Agora, com a volta aos treinos presenciais, está melhor ainda. Além disso tudo, quero ir pra Itália em janeiro, para treinar e disputar todas as competições que forem confirmadas no ano que vem. O que mais me atrapalha é a incerteza de tudo, junto com a ansiedade por voltar a competir”, diz Karina, que confessa ter mania de limpeza, triplicada com a chegada da pandemia.
A esgrimista, que concilia o esporte com a faculdade, enxerga o Pré-Olímpico com muito otimismo e promete surpreender para conquistar a vaga em Tóquio.
“Acredito que como eu não sou uma favorita para essa competição, as minhas adversárias não devem estar dando muita atenção para mim. O que é ótimo, porque eu tenho as mesmas chances que elas, mas não tenho a mesma pressão. Vou entrar para fazer o meu melhor e acredito que vai dar tudo certo. Em geral, eu tento ser muito positiva, pensar sempre no meu objetivo maior, que é a classificação para os Jogos Olímpicos. Isso é o que me faz continuar”, avisa a atleta.
Fonte: CBE












