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Jogos da Juventude

Com experiência e juventude, São Paulo começa bem no basquete feminino

Comandado por Nicole Lima, time paulista supera pernambucanas por 68 a 31

Por Comitê Olímpico do Brasil

13 de set, 2022 às 11:01 | 1 min de leitura

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A vitória de São Paulo sobre Pernambuco por 68 a 31 nesta terça-feira, dia 13, na estreia do basquete feminino nos Jogos da Juventude Aracaju 2022 mostra a força das paulistas. Mas para Nicole Lima, destaque do time, mostra também um caminho para algumas das suas companheiras. 

“Nosso time é jovem, tem muitas meninas aqui pela primeira vez. Agora que elas estão vendo como esta experiência é incrível”, conta a ala armadora.

Nicole não estava preocupada apenas em vencer o jogo. Ela queria que o desempenho das mais jovens fosse bom. “Nós que somos as mais velhas do time estamos tentando fazer com que as coisas sejam mais leves para as meninas”, revela. Isso inclui, por exemplo, reuniões noturnas para falar das partidas. E bastante paciência em quadra. “É bem diferente. Tem que ter uma paciência maior. Porque às vezes elas demoram mais a processar o que a gente fala, o que nossa treinadora orienta. De vez em quando elas levam mais tempo para entrar no jogo. Mas isso é normal”, avalia.

Assim, acolhedora e simpática, Nicole prevê a evolução do time. “Hoje, por exemplo, erramos bastante coisas que não costumamos errar. Mas também não estamos acostumadas com este calor, acho que cansamos. Claro que temos que estar atentas para não erra assim, mas nos próximos jogos vamos vir melhores”, prevê.

Aos 17 anos, Nicole – que foi campeã dos Jogos em Natal 2018 – espera que a melhora seja bastante duradoura. “Todas as nossas conversas são para o que vamos viver aqui seja especial para todas nós.” Ela cita como exemplo a ala Raíssa Zanolla, de 15 anos, que teve mais minutos em quadra no último quarto. Com a diferença no placar já consolidada, Raíssa mostrou força nos arremessos de 3 pontos na zona morta. “E isso é só o começo dela”, elogia.

Nicole já fala em tom de adeus. Mas é uma despedida tranquila e feliz. “Estes são meus últimos Jogos da Juventude. Mas temos muitas meninas que estão começando aqui, que têm só 15 anos. Então, queremos que quando elas cheguem na nossa idade também se preocupem com isso e possam ensinar as mais novas como é disputar os Jogos da Juventude e ajudar com isso”, finaliza.

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