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Jogos da Juventude

Com atuação segura da goleira, o Distrito Federal está na final do futsal feminino

Por Comitê Olímpico do Brasil

10 de set, 2022 às 13:31 | 3 min de leitura

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Não é fácil ir para o intervalo de uma semifinal de futsal perdendo por 2 a 0 e sair do jogo classificado para a final. Mas o Distrito Federal conseguiu uma vitória de 4 a 1 nos pênaltis após empate de 2 a 2 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação contra o Paraná e agora vai enfrentar Santa Catarina na disputa pelo ouro dos Jogos da Juventude Aracaju 2022. Uma classificação em que o que aconteceu nos primeiros 20 minutos de jogo foi totalmente diferente do resto.

“Voltamos mais unidas, nossa conversa foi melhor”, admite a goleira e capitã do time, Ana Luisa Almeida. “Temos uma frase que usamos entre nós: ‘Eu sou mais vocês’. Quando as outras não estão bem, é assim que nos apoiamos e foi o que eu disse para elas”, revela.

As orientações da técnica Natalia Barbosa foram simples e neste sentido. “Nossa treinadora sabe o que nós sabemos fazer. Então ela deu as instruções e disse para confiarmos umas nas outras. Foi assim que voltamos diferentes”, conta.

Ao reagir e começar a impor um jogo mais veloz e de marcação mais forte, o Distrito Federal não permitiu mais que o Paraná chegasse com perigo próximo à área. Mas isso não evitou que as paranaenses levassem perigo em chutes de longe. “Eu disse para as meninas que isso ia acontecer, que talvez a gente se sentisse cansada para evitar os chutes de longe. Mas confio na nossa goleira”, conta a técnica Natalia. De fato, Ana Luisa voou para salvar pelo menos três chutes muito fortes no alto. “Ela tinha me falado que essas bolas cruzadas viriam. Mas eu confiei que a estratégia daria certo”, conta Ana Luisa.

Deu mesmo. O time chegou ao empate, a prorrogação foi amarrada e a vaga na final foi para os pênaltis. Após segurar os chutes de longe, foi a vez de Ana Luisa salvar os de perto. “Acredito que na hora do pênalti seja a goleira que precise decidir o que fazer. Não dá para esperar. Escolher um lado e cair. Se a bola for lá, dá para pegar”, acredita Ana Luisa. De fato, com duas defesas, ela levou o time para a decisão contra Santa Catarina, para quem o Distrito Federal perdeu na fase de classificação por 3 a 0. Mas quem sabe? Amanhã há de ser outro dia. “Hoje já foi o quarto dia de jogos. Acho que agora vai ser mais cabeça que físico. Então é fazer nosso jogo e ter fé que pode dar certo”, recomenda a capitã.

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