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Com 56 atletas, verdadeiro batalhão de judocas brasileiros realiza primeiro treino em Brasília para o Grand Slam

Seleção mescla experiência de medalhistas olímpicos e juventude de promessas da modalidade que disputam uma competição do tipo pela primeira vez

Por Comitê Olímpico do Brasil

4 de out, 2019 às 17:26 | 6 min de leitura

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Um verdadeiro batalhão de judocas brasileiros invadiu os tatames na área de aquecimento montado no Centro Internacional de Convenções de Brasil (CICB) para o Grand Slam de Brasília, que será realizado no local de seis a oito de outubro. Foram 56 atletas no primeiro treino do Brasil na capital. A seleção tem uma mescla de atletas experientes, com diversos medalhistas olímpicos, como Ketleyn Quadros e Rafael Silva, e judocas muito jovens como Guilherme Schimidt, de 18 anos, e Luana Carvalho, de 17 anos.

Cada um, obviamente, traçou objetivos diferentes para a competição. Para Rafael Silva, a oportunidade de enfrentar o homem que é considerado a maior lenda do judô masculino, o francês Teddy Riner, bicampeão olímpico e dono de 10 medalhas em Mundiais, invicto desde 2010, além do atual campeão mundial, o tcheco Lukas Kpralek, em casa é uma oportunidade única. Além, é claro, da chance de somar pontos para o ranking mundial e se aproximar da classificação para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.  

“Eu acho que ter o Teddy na chave é importante para todo mundo da categoria. Não tenho dúvida de que todo mundo quer confrontar ele, que é o homem a ser batido. Ter a chance de enfrentá-lo antes das Olimpíadas é muito importante. Vejo com bons olhos e vários atletas vieram atrás disso. Não sei se ele vai aparecer mesmo, porque pode acontecer dele desistir na última hora (risos). Tem também o Kpralek que foi campeão mundial no Japão. Então, estou bem feliz e espero poder lutar bem, andar na chave e enfrentar esses principais adversários aqui, que serão os mesmos em Tóquio”, disse Rafael Silva, dono de dois bronzes olímpicos, em Londres 2012 e Rio 2016.

Para a atleta mais nova convocada para o Grand Slam, tudo é novidade, inclusive dar entrevistas. O GS de Brasília vai ser a primeira experiência de Luana com a equipe sênior. O objetivo é mostrar serviço para ganhar outras oportunidades.

“É uma sensação única. Nem acredito que estou aqui as vezes. Eu pretendo aproveitar bastante essa oportunidade que a CBJ me deu. Quero que esse seja o primeiro Grand Slam de muitos na minha carreira”, disse Luana, que acaba de voltar do Mundial Sub 18 do Cazaquistão com um sétimo lugar.

E para quem literalmente luta em casa, casos de Ketleyn Quadros e de Guilherme Schimidt, a experiência é única. Além do apoio de toda a torcida espalhada pelo país e que vai acompanhar pela TV, ambos terão conhecidos, familiares e amigos, nas arquibancadas do CICB.

“Fico feliz por lutar uma competição dessa, um evento muito grande. Me sinto mais tranquilo porque vou lutar em casa, ter a torcida a meu favor, o apoio da minha família, dos meus amigos, de ex-companheiros de treino. O judô é minha vida, tenho muito prazer em praticar esse esporte, dedico todos os dias da minha vida a isso, vivo um sonho. Estar no Grand Slam é mais um passo rumo aos meus objetivos que são ser campeão mundial e olímpico”, disse Schimidt, que conheceu a modalidade há 10 anos num projeto social do SESI Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. O jovem que entrou na seleção adulta ano passado por liderar o ranking nacional disputa o Grand Slam e segue, no próximo dia 12, para a disputa do Mundial Sub 21 no Marrocos.

“O Grand Slam ser em Brasília para mim é muito especial, é uma oportunidade única. Aqui é um grande celeiro de atletas, não só do judô. Eu sou da Ceilândia e vi amigos que abandonaram o esporte por falta de apoio. Ter um grande evento como esse aqui é importante por isso. Para quem vai competir, é ter tudo a favor: alimentação, torcida, família. Estamos na reta final para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 e os detalhes fazem a diferença na busca pela vaga. Competir em casa, com certeza, é um ponto a favor dos brasileiros”, disse Ketleyn Quadros, bronze nos Jogos Pequim 2008.

As disputas do Grand Slam de Brasília serão nos dias 06, 07 e 08, com preliminares a partir das 10h e finais às 16h, na estrutura montada exclusivamente para a competição, no CICB. O Brasil sediou a competição por quatro ano, de 2009 a 2012, no Rio de Janeiro. O país conquistou 61 medalhas, sendo 11 ouros, 19 pratas e 31 bronzes.

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