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Jogos da Juventude

COB orienta meninas e lança cartilha sobre equidade de gêneros nos Jogos da Juventude

Ações fazem parte de uma série de iniciativas da área Mulher no Esporte no evento multiesportivo

Por Comitê Olímpico do Brasil

11 de set, 2022 às 07:00 | 6 min de leitura

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A organização dos Jogos da Juventude Aracaju 2022 quer descobrir campeões, mas sabe que para isso é necessário fornecer todas as ferramentas para que os jovens se desenvolvam da melhor forma possível na prática esportiva. Assim, o Comitê Olímpico do Brasil, através da ex-velejadora e medalhista de prata em Pequim 2008, Isabel Swan, coordenadora da área Mulher no Esporte da entidade, desenvolveu um programa especial para as meninas presentes na capital sergipana.

“Estamos fazendo o lançamento da cartilha de equidade, que foi desenvolvida em conjunto com a ONU Mulheres através do programa Uma Vitória Leva a Outra e também com o Instituto Olímpico Brasileiro. Ali tratamos de conceitos. O que é equidade, o que é igualdade. O que é gênero”, conta Isabel.

Atrás desses conceitos iniciais, a ideia é provocar reflexão em todos os atletas que recebem o material no kit de boas-vindas. “Desta vez trouxemos dois temas para compartilhar com atletas e treinadores. Na cartilha falamos da evolução da mulher no esporte e da importância de pensarmos nos papéis de gênero e assim promover ações de equidade para efetivamente chegar na igualdade em todos os âmbitos esportivos”, explica Isabel. Para além de captar meninas que possam se interessar por diferentes modalidades, a busca pela equidade pensa em toda a cadeia. “Sejam gestoras, treinadoras ou atletas. Queremos promovendo um esporte seguro, inclusivo, positivo que motive cada vez mais a prática entre meninas e mulheres”, esclarece.


Assim, é muito útil a concentração de cerca de 2000 mil meninas adolescentes reunidas para os Jogos. “Sabemos que aqui é um ponto de propagação de conhecimento. Um evento desses marca a vida de uma atleta para sempre. O conhecimento que ela adquire aqui ela pode aplicar dentro da sua família. Nós falamos de equidade de gênero, um tema tão importante e ela vai refletir ‘o que eu posso fazer pra promover esta equidade na minha família, no meu meio esportivo?’”, torce Isabel.

E, claro, questões de saúde estão presentes. “Temos também o “Saúde da Mulher”. Trouxemos médicas ginecologistas específicas do esporte para compartilhar este conhecimento. A gente sabe que o Brasil é diverso e nem todas as meninas e mulheres que estão aqui competindo têm acesso a ginecologista, ainda mais alguém da ginecologia do esporte. Então trouxemos este serviço para que elas possam tirar dúvidas, conversar e aprender através de vídeos educativos e contato direto com a médica”, conta. Tudo isso visa a permitir que essas jovens tenham ao seu dispor o máximo de informação possível.  “Manuseio de objetos, métodos contraceptivos, tudo está presente. Sabemos que conhecimento é empoderamento para a mulher. E o corpo é nossa ferramenta de trabalho quando a gente fala de esporte. Então quanto mais as atletas ganharem este conhecimento, mais forte elas estão para competir”, afirma. 

Para melhorar a inserção e a permanência de meninas e mulheres no ambiente esportivo, é necessário modificar o cenário social e efetivamente criar mais oportunidades de inclusão para que elas tenham mais estruturas, recursos e representações esportivas adequadas aos seus contextos, corpos e realidades. “Entendemos que gênero é uma construção social de papéis determinados. A gente não pode cair em estereótipos de gênero. Porque o esporte é para todos, todas, todes. Para todas as pessoas. O esporte é isso: inclusão e direitos humanos. Isso que estamos mostrando na cartilha”, encerra Isabel.


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