COB disponibiliza máscaras que facilitam leitura labial, para auxiliar funcionário

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) retomou as atividades em sua sede e no Centro de Treinamento no final de julho. Os funcionários foram todos testados e voltaram a trabalhar em ondas. Ao chegarem à sede, aferiam a temperatura e recebiam álcool em gel e máscaras com as marcas da entidade, incluindo o Ginga, mascote oficial. Mas uma área, específica, recebeu máscaras diferentes. Bruno Menezes, do setor de Planejamento e Desenvolvimento Esportivo, é surdo. E, por isso, ele e todos os demais colegas de trabalho da área receberam máscaras que facilitam a leitura labial, pois foram criadas com visor transparente na boca. A ideia surgiu para promover um diálogo acessível e ao mesmo tempo seguro entre Bruno, que é surdo, e os colaboradores do COB.
“Com a pandemia do novo coronavírus veio a preocupação quanto a nossa comunicação. Desta forma, fizemos uma solicitação à Diretoria e ao RH para que pudéssemos ter máscaras especiais. Ficamos muito felizes com a resposta da empresa, que no primeiro momento acolheu a nossa iniciativa e prontamente providenciou a solução”, disse Mariana Mello, gerente de Alto Rendimento, que compartilha o orgulho da equipe em poder manter o Bruno cem por cento integrado. “Esta é a nossa missão: fazer com que cada colaborador se sinta importante no time, e possa produzir o seu melhor”, afirmou.
“Fiquei um pouco preocupado com o retorno de todo mundo com máscaras convencionais, colocando uma barreira na comunicação comigo. Por isso, comecei a pesquisar as que têm material transparente e até pensei em encomendar algumas unidades para distribuir aos colegas. Então, quando retornei ao trabalho presencial, tive a grata surpresa de receber as máscaras especiais. Isso mostra que o COB tem o compromisso com a acessibilidade”, disse.
Há um ano e quatro meses no COB, Bruno, praticante assíduo de esportes radicais, recorda momentos marcantes que viveu profissionalmente, como a participação nos Jogos Escolares da Juventude.
“Foi uma grande experiência ver os jovens competindo com um nível muito alto no maior evento estudantil do país. Na ocasião, também tive a oportunidade de assistir a um surdo competir no Judô. Fiquei feliz pela conquista dele e também tive a honra de ser intérprete de libras durante uma entrevista que ele concedeu”, finalizou.
A preocupação do COB com os colaboradores e com a comunidade esportiva é intensa desde o começo da pandemia. Além de medidas administrativas bem sucedidas, a entidade lançou um Guia para a Prática de Esportes Olímpicos no cenário da COVID-19 com protocolos para a retomada das atividades em junho, que está sendo seguido rigorosamente também para o trabalho na sede. O documento foi elaborado seguindo as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde e observando exemplos e parâmetros bem-sucedidos adotados por entidades esportivas internacionais.












