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Campeões olímpicos, Thiago Braz e Arthur Zanetti conversam em live da CBAt

Os ganhadores de ouro no salto com vara, no Rio-2016, e das argolas em Londres-2012, trocaram experiências

Por Comitê Olímpico do Brasil

19 de jun, 2020 às 16:24 | 2 min de leitura

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O encontro dos campeões olímpicos Thiago Braz, do salto com vara, e de Arthur Zanetti, ginasta das argolas, em live realizada pelo Instagram @atletismo.brasil, perfil da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), aconteceu no fim da tarde da quinta-feira, dia 18 de junho. O bate papo descontraído mostrou a emoção, que só o esporte pode proporcionar em conquistas históricas.

Thiago participou diretamente de Fórmia, na Itália, onde treina com o ucraniano Vitaly Petrov, já com o Centro Olímpico Italiano (CONI) reaberto após a pandemia da COVID-19. Já Zanetti, entrou na rede de sua casa - o ginasta treina em São Caetano do Sul (SP), na SERC/Agith/Santa Maria, e o ginásio ainda está fechado por causa da pandemia. 

“Treinei em casa quase três meses, com improvisações no quintal. A adaptação foi difícil. Serviu para ficar mais perto da minha mulher, dos companheiros de treinos e dos vizinhos”, lembrou Thiago, ouro no Rio-2016, com recorde olímpico de 6,03 m. “Este ano não foi fácil, mas temos um desafio que é serão os Jogos de Tóquio, o sonho de qualquer atleta e temos de superar.”

Thiago lembra que o retorno aos treinos no CONI, mesmo com limitações, foi excelente. “Voltamos com mais garra às atividades, com outros valores. Não dá ainda para almoçar e jantar fora e é difícil relaxar da pressão dos treinos, mas temos um horizonte pela frente”, disse Thiago.

Já Arthur continua “100% dentro de casa”. Improvisou argolas na garagem e tem-se mantido em atividade. “Atleta parado é a pior coisa. Cerca de dois meses e meio de restrições, mas a nossa vida é mesmo de superação”, falou o ginasta, ouro em Londres-2012 e prata no Rio-2016. “As vezes, o treino fica chato, não rende e temos de buscar novas opções”, disse o atleta treinado por Marcos Goto.

Os dois começaram no esporte incentivados por professores de educação física. Thiago com 13 anos e Arthur, com 7. “Fiz handebol, vôlei, basquete, futebol, corridas até me encontrar no salto com vara. Sempre gostei de adrenalina, de dar cambalhotas, mortais e a vara foi legal por isso. Faço até hoje exercícios de argolas, mas não é fácil, exige muita força”, afirmou, rindo para Arthur.

“Pra mim as argolas são fáceis. Sou baixo e forte, o que ajuda. Dos aparelhos, o cavalo é o mais difícil”, lembrou o atleta que vai ser pai no final de agosto ou começo de setembro nasce Liam. “A pandemia foi boa no sentido de aproveitar a gravidez da Jessica. Estou acompanhando tudo de perto. Se os Jogos tivessem acontecido na data prevista seria tudo mais difícil”, comentou.

Os dois, apesar dos problemas, estão bem focados para Tóquio. “Participei dos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2010, fui a Londres-2012 num projeto de vivência olímpica e depois ganhei ouro no Rio-2016. Tóquio vai ser muito especial, com certeza”, afirmou Thiago. “As experiências em Londres e no Rio foram fantásticas. O caminho continua a ser a busca da perfeição e se preparar para os Jogos, onde estarão só os melhores”, concluiu Arthur.


Fonte: CBAt

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