Bronze em Tóquio, Daniel Cargnin ressalta relação com o bicampeão mundial João Derly
Judoca visitou a base do Time Brasil em Chuo na manhã desta segunda-feira no Japão

Um dia depois de conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, o judoca Daniel Cargnin visitou a base do Time Brasil, em Chuo, a poucos metros da Vila Olímpica, e ressaltou sua relação com um grande campeão da modalidade: o também gaúcho e bicampeão mundial João Derly.
“Quando entrei na seleção brasileira, falaram que eu era o discípulo do João Derly. Eu ainda era pequeno quando o vi ser campeão mundial. Já adulto, passei a prestar atenção na expressão facial dele nas lutas, vendo o quão focado ele ficava. Pensei comigo que iria lutar com o mesmo olhar do meu ídolo. Depois da luta, ele me ligou para me parabenizar e disse que se viu em mim nos Jogos Olímpicos”, contou Cargnin.
Na base do Time Brasil, o judoca colocou sua foto no Mural de Medalhistas dos Jogos Olímpicos. Cargnin manteve a tradição do judô de conquistar medalhas no evento esportivo – foi a 22ª –desde Los Angeles 1984 e se tornou o terceiro atleta a subir no pódio na categoria meio-leve. Ele se juntou a Henrique Guimarães, bronze em Atlanta 1996, e Rogério Sampaio, ouro em Barcelona 1992.
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“Era algo com o qual eu sonhava e se concretizou. Acho que mesmo que voltasse sem a medalha, eu sabia que tinha dado tudo de mim, que fui a melhor versão do Daniel que eu poderia ser. Agradeço à Marinha, que me apoia desde 2017, a CBJ, COB, Sogipa e minha família e meus amigos, que são os pilares da minha vida. Eles fizeram camisa, mandaram mensagens. Eu já me sentia campeão vendo todas essas pessoas me apoiarem”, afirmou.
O judoca de 23 anos também lembrou de um momento difícil a poucos meses dos Jogos Olímpicos: ele pegou covid e ficou fora do Mundial de Budapeste, último evento antes da competição em Tóquio. “Estava lutando para ser cabeça de chave, o que ajuda na possibilidade de fugir dos favoritos na chave. Um dia, estava com o meu pai e ele me disse para ter calma, que o fosse para ser, seria. Isso me deu tranquilidade e não pensei mais em qual chave eu poderia cair”, finalizou Cargnin.












