Brasil disputa Mundial de Tênis de Mesa na Hungria a partir de domingo
Serão cinco atletas no masculino, entre eles os experientes Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro, e três no feminino

O Brasil levará oito atletas ao Campeonato Mundial de Tênis de Mesa, que começa neste domingo (21), em Budapeste, na Hungria. Hugo Calderano, Gustavo Tsuboi, Thiago Monteiro, Eric Jouti e Vítor Ishiy são os representantes no masculino e Bruna Takahashi, Jéssica Yamada e Lin Gui defendem o Brasil no feminino.
Entre os homens, Thiago Monteiro, 37 anos, e Gustavo Tsuboi, 33 anos, se destacam pela larga experiência no esporte, vários títulos e, ao contrário do que poderia ser comum por causa da idade, ótimos resultados recentes em competições internacionais. Monteiro fez um excelente Aberto do Catar, com grande desempenho contra atletas das primeiras colocações do ranking mundial. Antes, já havia sido um dos principais atletas no Campeonato Pan-Americano, com a Seleção Brasileira.
“Com a idade, você ganha em umas coisas e perde em outras. Mas no final, tem de estar bem preparado e é isso que conta para mim. Não acho mais difícil manter-se em alto nível. Em qualquer idade ou fase da carreira você tem que ter comprometimento. Espero jogar muito tempo ainda”, contou Monteiro, conhecido pelos torcedores como o Guerreiro Cearense.
Tsuboi foi peça decisiva na ótima campanha da equipe brasileira na Copa do Mundo e no Mundial de Equipes do ano passado. Vem se mantendo no Top 50 do ranking há muitos meses e voltou a atuar na Bundesliga (a Liga Alemã), atuando pelo Werder Bremen.
“Ao longo do tempo, ganhei experiência. Tudo que vivenciei na mesa e fora da mesa é benéfico nas horas mais difíceis. Não tenho a mesma energia de quando era menino. Mas hoje treino menos tempo e com mais qualidade. Com a experiência, sei mais da minha capacidade, dos meus limites. Um dos meus objetivos é superar a melhor marca da minha carreira”, falou Tsuboi, atual 40° do mundo, que chegou a ser 33° em 2014.
No feminino, a experiência fora do país é uma das armas para um bom desempenho. Jessica Yamada foi a primeira a sair do país, jogando muitos anos na França e retornou no ano passado.
“A melhor parte de morar na Europa é poder estar em contato com o alto nível o tempo todo. Isso com certeza fez com que eu melhorasse meu nível para poder brigar de igual com todas as adversárias. Apesar das dificuldades, foi uma ótima experiência, aprendi muito, passei a enxergar algumas coisas de maneiras diferentes e também a me conhecer melhor”, disse a atleta.
Número 1 do Brasil e 64ª do ranking mundial, Bruna Takahashi foi para a Europa recentemente, após completar 18 anos e concluir o Ensino Médio.
“Acredito que meu físico e força melhoraram muito, pois fazemos bastante “robô” na Dinamarca. E também nas primeiras bolas, treinamos bastante as primeiras jogadas da partida, pois é a parte mais importante. A transição foi um pouco difícil, pois as mulheres no adulto têm mais força e experiência. Mas eu estou me adaptando muito bem”, explicou Bruna.












