Bia Bulcão, Guilherme Toldo e Rafaela Gomes disputam Grand Prix de Doha, no Catar
Nesta sexta, 26, os esgrimistas brasileiros Esgrimista gaúcho pode carimbar a vaga individual das Américas para os Jogos Olímpicos

Depois do sabre e da espada, é a vez de o florete voltar a ter disputas internacionais. Nesta sexta-feira (26), começa o Grand Prix, em Doha, no Catar. As primeiras a entrar em ação são as meninas, e o Brasil tem um contraste bem interessante entre as duas atletas que estarão em ação no Oriente Médio: Bia Bulcão busca a vaga nos Jogos de Tóquio, enquanto Rafaela Gomes estreia internacionalmente em competições adultas.
Bia se prepara intensamente para chegar ao objetivo de participar de sua segunda Olimpíada. Ainda tem chances de classificação pelo ranking olímpico, na disputa contra a colombiana Saskia Loretta Garcia e a venezuelana Anabella Gonzalez. Mas a brasileira, medalhista pan-americana em Lima-2019, está garantida para representar o Brasil no Pré-Olímpico do Panamá, no final de abril. Ou seja, o torneio internacional é uma excelente oportunidade de ter um parâmetro, após um ano parada
Guilherme Toldo mira Tóquio
Com os norte-americanos garantidos pelo ranking mundial de equipes (ocupam a primeira colocação do ranking olímpico do florete masculino) e o Canadá entrando como equipe das Américas, Guilherme Toldo briga para ser o melhor atleta individual entre os demais países do continente. Atualmente, ocupa essa posição com boa vantagem, em 24° no ranking olímpico, com 72 pontos. O venezuelano Victor Leon é o rival mais próximo, em 61°, com 24,375 pontos.
Toldo prefere ainda não falar de classificação e focar apenas em um grande desempenho neste final de semana. Ele tem boas razões para estar confiante. Desde a metade do ano passado, voltou a treinar no Frascati Scherma, da Itália, além de ter feito estágio com a seleção da Espanha, com apenas um breve intervalo de descanso no Brasil durante o final de 2020.
“Consegui me organizar muito bem, no sentido de planejar um treinamento físico, alinhado com meu treinamento técnico. Fiz treinamentos bem produtivos, bem interessantes, tive um bom acompanhamento com meu psicólogo. Gostei muito do meu rendimento nos últimos períodos. Aproveitei ao máximo, fico contente de ter evoluído dentro dos parâmetros que coloquei como meta e estou bem confiante para esta prova”, explica o atleta.
Aos 28 anos, Toldo conta com uma equipe multidisciplinar que o acompanha: o técnico Fabio Galli, o preparador físico Rodrigo Ferrari, o psicólogo Marcio Marques e o fisioterapeuta Jean Verducci. Faz questão de destacar o trabalho de todos e acredita que o resultado aparecerá. A meta é a tão sonhada medalha olímpica, que ficou bem próxima nos Jogos do Rio.
O brasileiro está há 13 meses sem atuar oficialmente em competições internacionais, por conta da pandemia de Covid-19. Poderíamos esperar um atleta com um frio na barriga neste momento de retomada. Mas ele encara com total naturalidade mais um desafio.
“Me preparei muito bem para este momento. Acabei fazendo uma avaliação muito sensata, sobre quando poderia acontecer uma nova participação. Me adaptei muito bem nessa situação, com objetivos e metas nesse desafio da nova realidade. Me sinto muito tranquilo, muito bem. Tem uma certa ansiedade interna de competir, a vontade de estar competindo nas pistas novamente. Mas estou muito pronto, com uma ansiedade boa para entrar em pista e conseguir um resultado legal”, finaliza.
Fonte: CBE












