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Luciene Resende recebe Prêmio Melânia Luz das mãos da primeira-dama Janja Lula da Silva durante o III Fórum Mulher no Esporte

Presidente de Honra da CBG foi homenageada por sua trajetória como gestora esportiva nesta terça-feira, 17, em Brasília

Por Comitê Olímpico do Brasil

17 de mar, 2026 às 19:30 | 5 minutos de leitura

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Um dos momentos mais simbólicos do III Fórum Mulher no Esporte, realizado nesta terça-feira (17), em Brasília, foi a entrega do Prêmio Melânia Luz à Maria Luciene Cacho Resende, presidente de honra da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e uma das principais referências da gestão esportiva nacional. A homenagem foi entregue pela primeira-dama Janja Lula da Silva, reforçando o reconhecimento à trajetória de mulheres que transformam o esporte brasileiro. Também participaram do momento Yane Marques, Fabi Alvim e o filho de Luciane, Cacá Resende.

Visivelmente emocionada, Luciene Resende agradeceu a homenagem e destacou o significado do reconhecimento. “O legado de Melânia Luz simboliza exatamente essa força das mulheres, que desafiaram limites e ajudaram a construir o caminho que hoje nós temos que seguir no esporte brasileiro. Receber esse reconhecimento durante o Fórum Mulher no Esporte torna este momento ainda mais significativo, pois reforça a importância de continuarmos trabalhando com mais oportunidades, respeito e protagonismo para as mulheres do nosso esporte. Divido essa homenagem com todas as mulheres que diariamente contribuem para transformar o esporte brasileiro em um ambiente cada vez mais justo, seguro, diverso e inspirador”, disse.

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Em sua segunda edição, o Prêmio Melânia Luz reconhece mulheres que fizeram e continuam fazendo a diferença no esporte nacional, representando os valores fundamentais do Movimento Olímpico. A iniciativa reafirma o compromisso do Comitê Olímpico do Brasil (COB) com a promoção da equidade de gênero e o fortalecimento da presença feminina em todas as áreas do esporte.

Ao entregar o Prêmio, Janja lembrou que esse é um mês que enfatiza a luta das mulheres. “Luta não só por lugares, por oportunidades, mas pela própria vida. O COB e as Confederações são parceiros do Governo Federal nessa campanha (contra o feminicídio). Celebrar a vida de mulheres que lutam pelo esporte, como Melânia Luz, a primeira negra a nos representar em uma Olimpíada, é motivo de orgulho. Deixamos de ganhar muitos talentos para o Brasil por causa do abandono do esporte por meninas que têm outras atribuições, como cuidar dos irmãos mais novos, da casa. Precisamos que as oportunidades se abram desde cedo. Quanto mais mulheres tiverem espaço de poder nos organismos esportivos, mais poderemos mudar essa realidade. E, por isso, é uma honra estar aqui e entregar esse prêmio para a Luciene”.

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Trajetória de excelência na ginástica brasileira
Formada em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe, Maria Luciene Cacho Resende construiu uma trajetória sólida e multifacetada no esporte, atuando como atleta, treinadora, árbitra e gestora. Eleita presidente da Confederação Brasileira de Ginástica em 2009, após exercer o cargo de vice-presidente desde 2004, comandou um período de avanços consistentes da modalidade no cenário internacional.

Durante sua gestão, a ginástica brasileira conquistou medalhas olímpicas inéditas e passou por um processo de fortalecimento institucional, consolidando-se entre as principais potências da modalidade. Além da atuação no cenário nacional, Luciene também ocupou cargos de destaque em organismos internacionais, como vice-presidente da União Pan-Americana de Ginástica (UPAG) e integrante do conselho da Federação Internacional de Ginástica (FIG).

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Um prêmio que carrega história e representatividade
O Prêmio Melânia Luz homenageia o legado de Melânia Luz, a primeira mulher negra brasileira a disputar os Jogos Olímpicos, em Londres 1948. Membro do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil e Emérita da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Melânia foi três vezes medalhista sul-americana em provas de pista e abriu caminhos para gerações de mulheres negras no esporte, em um contexto histórico marcado por profundas desigualdades.

Na primeira edição do prêmio, realizada em 2025, as ex-atletas Joanna Maranhão, da natação, e Rosângela Santos, do atletismo, foram as homenageadas. Já em 2022, a trajetória de Aída dos Santos foi celebrada pelo pioneirismo no esporte brasileiro, após sua histórica quarta colocação no salto em altura nos Jogos Olímpicos de Tóquio 1964, melhor resultado olímpico de uma atleta brasileira por 32 anos.

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