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COB reúne chefes de equipe para alinhar preparação do Time Brasil para os Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026

Encontro no Centro de Treinamento Time Brasil apresentou diretrizes operacionais e integrou confederações que levarão mais de 250 atletas ao evento na Cidade do Panamá

Por Comitê Olímpico do Brasil

6 de mar, 2026 às 11:00 | 4 minutos de leitura

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O Comitê Olímpico do Brasil (COB) reuniu os chefes de equipe das modalidades que disputarão os Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026, marcados para 12 a 25 de abril, na Cidade do Panamá, em um encontro dedicado ao alinhamento e ao planejamento. O objetivo foi apresentar as diretrizes operacionais, esclarecer procedimentos e reforçar a integração entre as confederações e a missão brasileira que participará do evento multiesportivo.

Ao longo de toda a quinta-feira, 5 de março, e na manhã de sexta, 6, os representantes das modalidades participaram de uma série de atividades, incluindo apresentações e mesas de discussão específicas, realizadas no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Parque Aquático Maria Lenk.

“O chefe de equipe é o principal elo entre o COB e os atletas e é exatamente isso que nos permite alcançar o sucesso nos Jogos. Nesta missão teremos muitos atletas estreantes, para a maioria dos quais será o primeiro evento internacional. Por isso, precisamos redobrar os cuidados. Ao mesmo tempo, temos uma ótima oportunidade de educá-los, de fazê-los compreender o que significa representar o Comitê Olímpico do Brasil em uma missão como esta. Nos Jogos Sul-americanos da Juventude, nosso foco principal é revelar e desenvolver talentos”, afirmou Marco La Porta, presidente do COB, na abertura do encontro.

Os Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026 contarão com 22 modalidades. O Time Brasil levará pouco mais de 250 atletas, com idades entre 14 e 19 anos, que disputarão medalhas no triatlo, tênis de mesa, tênis, surfe, natação, tiro com arco, basquete 3x3, levantamento de peso, atletismo, badminton, beisebol, boxe, ciclismo, esgrima, karatê, judô, golfe, ginástica artística, futsal, flag football, wrestling e taekwondo.

“Ter os chefes de equipe totalmente alinhados com todas as informações faz uma diferença enorme durante o evento. Eles já saem sabendo exatamente como as coisas vão funcionar, conhecem todos os detalhes operacionais e sabem precisamente a quem recorrer em cada situação. O chefe de equipe deixa esse encontro com clareza sobre quem é o ponto de contato do COB em caso de problema no hotel, no transporte ou se precisar de apoio para um protesto durante a competição”, explicou Mariana Mello, Gerente de Projetos Esportivos Especiais do COB e que atuará como subchefe de missão no Panamá.

Em um grupo em que cerca de 45% dos chefes de equipe exercerão a função pela primeira vez, destaca-se a delegação de flag football. Recém incluída no programa olímpico para Los Angeles 2028, a modalidade fará sua estreia em uma missão do Time Brasil. “Poder acompanhar uma operação dessa magnitude, tão bem estruturada, nos ajuda muito. Vou levar tudo isso para a minha entidade e para os nossos processos diários, inclusive temas como Esporte Seguro, que o COB trata com uma área dedicada nos Jogos. Não se resume a alimentação e hotel; é ver todas essas áreas trabalhando em conjunto. Para mim, como chefe de equipe, foi um verdadeiro privilégio”, celebrou Rakel Barros, líder das equipes feminina e masculina de flag football na Cidade do Panamá.

Para Mariana Mello, esse é exatamente um dos resultados esperados do encontro. “O COB tem objetivos claros para os Jogos Sul-americanos da Juventude. O principal é o resultado esportivo — queremos sempre estar no topo do quadro de medalhas, e isso é uma responsabilidade coletiva. Mas também lembramos que estamos lidando com muitos jovens, vários deles em sua primeira experiência internacional. Por isso, outro objetivo importante é proporcionar uma vivência positiva, para que voltem com boas lembranças, memórias inspiradoras e muita vontade de repetir a dose. Essa motivação os impulsiona a treinar mais e a perseguir seus sonhos — e esperamos que muitos deles estejam conosco nos Jogos Olímpicos daqui a 4, 8 ou 12 anos”, descreveu.

Numa delegação com 95% de atletas menores de idade, educar e inspirar precisam andar lado a lado. Por isso, a escolha da chefia da missão foi feita com critério. “Na Cidade do Panamá, teremos a liderança de uma medalhista olímpica: Poliana Okimoto. Além de comandar a missão, ela estará lá para inspirar essa nova geração e servir de referência para os atletas. Queremos garantir a melhor estrutura possível para que esses jovens deem o seu melhor. Eu sempre digo: o atleta nunca pode perder o gosto da vitória. Muitas vezes, esses Jogos proporcionam exatamente isso — a chance de conquistar um ouro, cantar o Hino Nacional, ver a bandeira hasteada. Essa sensação é fundamental, porque depois ele vai buscar senti-la novamente”, concluiu o presidente La Porta.

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