Brasil celebra campanha histórica na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Panamá 2026
Emily Kuster e Kevin Aguero carregam a bandeira da delegação campeã

Bruno Ruas/COB
O Time Brasil desfilou na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026 com orgulho. A bandeira, nas mãos de Emily Kuster e Kevin Aguero, liderava a delegação campeã dos Jogos, com 157 medalhas — 58 ouros, 51 pratas e 48 bronzes. Mais do que isso: campeão em todas as edições do evento — Lima 2013, Santiago 2017 e Rosário 2022 —, o Brasil elevou seu desempenho e estabeleceu novo recorde de medalhas no quadro geral, superando as 152 de Santiago.
"A participação dos nossos jovens atletas nos Jogos Sul-Americanos da Juventude reafirma a força e o talento do esporte brasileiro. Foram 157 medalhas, e cada conquista refletiu a dedicação, a coragem e o espírito de equipe", disse, durante o desfile, Mariana Mello, gerente de Projetos Esportivos Especiais do COB e subchefe de missão no Panamá.
A alegria dos atletas de 14 a 19 anos, que curtiram a festa proporcionada pelos panamenhos, era também de dever cumprido. "De certa forma, isso nos faz saber que estamos no caminho certo. Que muitas coisas boas ainda vão acontecer. Demos mais provas de que há muito talento escondido dentro do Brasil", disse a porta-bandeira Emily, medalha de ouro na categoria -63kg feminino do levantamento de pesos.
Ao seu lado, Kevin Aguero, ouro nos 400m rasos do atletismo, seguia surpreso com tudo. "Significa muito para mim ter recebido esse convite. Estou representando o Brasil aqui no Panamá. A ficha ainda não caiu. Na verdade, ainda não caiu nem que eu ganhei os 400m! É muita alegria carregar a bandeira. É um sentimento de satisfação; tudo o que eu fiz para chegar aqui valeu a pena", endossou Kevin.
Emily Kuster e Kevin Aguero, porta-bandeiras do Time Brasil. Leo Barrilari/COB
As cerimônias de abertura e encerramento, por sinal, são um bom exemplo do momento dos atletas brasileiros nos Jogos: todos os quatro porta-bandeiras foram medalhistas de ouro, já que Clarissa Vallim e Lavozier Marubo, que abriram os Jogos, conquistaram o topo do pódio em suas categorias no judô e no wrestling, respectivamente.
"Saímos do Panamá orgulhosos do compromisso demonstrado pelos nossos atletas e da forma inspiradora como representaram nosso país nesta que foi a primeira experiência em uma missão do Time Brasil para a grande maioria. Com essa cerimônia, celebramos não só nossas medalhas, mas todo o crescimento dos nossos jovens", elogiou Mariana Mello.
Visivelmente emocionada, Emily carregava mais que a bandeira. Carregava também a sensação de ter sido útil à equipe. "Saber que minha medalha ajudou a bater esse recorde... Tem muita gente boa aqui que pode ser medalha de bronze, prata ou ouro nos Jogos Olímpicos. Eu pude contribuir; foi a minha primeira medalha de ouro. E depois soube que iria carregar a bandeira. Acho que vou chorar de novo. Porque, carregando essa bandeira, eu me sinto como se carregasse a nação comigo", revelou Emily.
Uma Nação Esportiva, no caso. E vencedora.











