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Logística de pessoas sustenta desempenho do Time Brasil no Panamá

COB garante transporte, hospedagem e alimentação para jovens atletas e oficiais técnicos nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026

Por Comitê Olímpico do Brasil

24 de abr, 2026 às 08:09 | 3 minutos de leitura

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Garantir excelência nos serviços oferecidos e uma boa experiência para a delegação do Time Brasil nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026 é uma tarefa que exige atenção e dedicação. Por isso, a logística de pessoas tem sido um dos pilares da atuação do Comitê Olímpico do Brasil (COB) no Panamá. Responsável por estruturar serviços essenciais como hospedagem, alimentação e transporte, a área desempenha papel decisivo para assegurar que atletas e oficiais tenham condições ideais de desempenho ao longo da competição.

"A equipe de Logística de Pessoas é essencial para a operação. Trata-se de uma engrenagem complexa, repleta de detalhes que exigem coordenação rigorosa, pois cada imprevisto pode repercutir em outras áreas; essa visão integrada é crucial para a tomada de decisões durante os Jogos", explica João Gabriel Pinheiro, gestor do projeto Panamá 2026 dentro do COB.

Na Cidade do Panamá, quatro profissionais se dedicam a garantir que todos os movimentos e a estadia de atletas, oficiais técnicos e colaboradores aconteçam sem sobressaltos: Mariana Vezu, Kleide Nascimento, Isabelle Melo e Rayssa de Souza. Totalmente integradas, essas frentes operacionais exigem monitoramento constante e alinhamento contínuo. Mariana Vezu, líder da área, que, entre outros afazeres, cuida do transporte terrestre do Time Brasil no Panamá, conta um pouco mais: "Considerando que cada liderança se concentra em sua área específica, minha função é ter uma visão geral da missão, identificando pontos que possam necessitar de ajuste, tanto nas áreas de logística de pessoas quanto em outras, como área médica e credenciamento. Tudo isso impacta a logística de pessoas", explica. Colabora do COB desde 2018, ela faz parte da área de Jogos Internacionais desde 2023.

Mariana Vezu também cuida de perto do sistema de transporte construído pelo Time Brasil. "O transporte terrestre é pensado para garantir o melhor deslocamento da equipe do COB, com mais autonomia. Sabemos que o transporte terrestre dos atletas e oficiais das confederações é responsabilidade do comitê organizador. Mas, ainda no Brasil, começamos a mapear quantos veículos nosso time precisaria para se movimentar, os tempos de deslocamento e analisamos os riscos de o serviço do comitê organizador não funcionar. Então, quando fechamos um contrato com o fornecedor, já previmos a possibilidade de aumento de demanda, caso o comitê organizador não atendesse a todo o serviço prestado aos atletas. Felizmente, não foi o caso", diz Mariana.

Mas houve desafios, como nas áreas de hospedagem e alimentação. "Surgiram imprevistos de última na divisão do quartos. Então, toda a equipe se aproximou da Kleide, que é a líder de hospedagem e alimentação, para que conseguíssemos mitigar todos os problemas que apareceram. Foi necessário refazer toda a alocação de quartos que já estava pronta. Isso é um quebra-cabeça muito grande, feito com os chefes de equipe, com bastante antecedência. Mas conseguimos reorganizar de forma que, à medida que atletas e oficiais chegavam à Vila, sequer percebessem tudo o que estava acontecendo", revela Mariana Vezu.

Outro ponto de atenção relevante foi o planejamento do transporte aéreo, especialmente no que diz respeito aos atletas menores de idade. A operação incluiu a verificação de autorizações de viagem, o acompanhamento detalhado de voos, a organização de serviços de assistência a menores, além da gestão de bagagens e do receptivo nos aeroportos. Cada etapa foi cuidadosamente planejada para garantir segurança e tranquilidade durante os deslocamentos.

A equipe de transporte aéreo normalmente administra um cenário complexo para equilibrar calendário de treinamento, calendário esportivo, um país com dimensões continentais como o Brasil e as possibilidades de voo para a missão. Responsável por todo o transporte aéreo, Isabelle Melo lembra que conseguir as melhores passagens já foi um desafio. "Só temos duas companhias aéreas com voos para o Panamá, e nenhuma oferece muita flexibilidade para a realidade da missão. Os horários de voos também são bem difíceis, com chegadas sempre na madrugada. Isso demandou toda a equipe de Jogos Internacionais em revezamento para ajudar no receptivo em algum momento", revela. "E além de emitir as passagens de grupo, compramos um a um os voos nacionais de acordo com a necessidade de cada atleta.. Também emitimos seguros para todos os participantes", completa Isabelle.

A atenção aos detalhes tem sido um diferencial importante, sobretudo considerando o perfil da delegação: jovens atletas, em sua maioria estreantes em competições multiesportivas internacionais. Iniciativas simples, como a oferta de lanches adequados e a celebração de aniversários longe de casa, contribuem para um ambiente acolhedor e positivo. "Por exemplo, na preparação da viagem, oferecemos um pouco mais de informação para esses atletas que nunca estiveram em uma missão. Trouxemos temas importantes para a juventude, porque entendemos que são atletas  que estão iniciando sua carreira no esporte e que conciliam isso com atividades escolares e de socialização. Isso precisa ser valorizado nesse momento", destaca Mariana Vezu.

Para o COB, oferecer estrutura de excelência neste momento inicial da trajetória esportiva dos atletas é também uma forma de educá-los para o futuro.

O sucesso da entrega pode ser medido pelo quadro de medalhas, no qual o Brasil lidera, e pelo sorriso dos atletas nas arenas e na Vila. "O acompanhamento contínuo das operações e as iniciativas de cuidado fizeram a diferença para jovens que participavam de competições internacionais pela primeira vez — desde a recepção no aeroporto e a qualidade dos lanches até atos simbólicos de acolhimento", encerra João Gabriel.

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