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Laiane Timbira e Mohammad Hauachi: judocas garantem as primeiras medalhas do Brasil no Panamá 2026

Atletas de 16 anos garantem prata e bronze nas categorias -44 kg e -55 kg do judô, respectivamente, e abrem o caminho de medalhas brasileiras nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026

Por Comitê Olímpico do Brasil

13 de abr, 2026 às 17:00 | 4 min de leitura

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Judocas garantiram prata e bronze, as primeiras medalhas do Brasil no Panamá 2026. Foto: Léo Barrilari/COB

O Brasil conquistou as suas duas primeiras medalhas nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026 nos tatames do judô. E ambas tiveram traços que representam bem a diversidade brasileira: uma descendente indígena e um descendente sírio. Nesta segunda-feira, 13 de abril, no Complexo Desportivo Irving Saladino, Laiane Timbira foi a responsável por iniciar a jornada de medalhas do Time Brasil nos Jogos com a prata na categoria até 44 kg. Imediatamente depois, Mohammad Hauache assegurou a segunda medalha brasileira, o bronze na categoria até 55 kg. 


Laiane, natural de Imperatriz, no Maranhão, tem 16 anos e pertence à etnia indígena Timbira, que inclusive lhe dá o sobrenome. No judô há pouco mais que quatro anos, fruto de um projeto social, a faixa marrom garantiu não só a primeira medalha do Time Brasil no Sul-americano da Juventude Panamá 2026, mas também a sua primeira conquista internacional. Na decisão, ela enfrentou a venezuelana Rosalvick Aguilar e ficou com a prata. 

 

“Isso representa o esforço, dedicação, reconhecimento de tudo o que eu venho trabalhando. Queria agradecer à toda comissão técnica e a todos que vêm participando dessa minha trajetória. Essa é a minha primeira conquista internacional, estou bastante feliz”, celebrou Laiane, ressaltando a sua origem indígena. 

 

“A descendência indígena é por parte da minha mãe. Sou dos Timbira, que têm representatividade no norte do Maranhão e no Pará. Sempre tenho contato com a tribo, apesar de morar na cidade desde pequena”, explicou. 

 

 

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Laiane em ação no Panamá 2026. Foto: Léo Barrilari/COB

 

 

Já Mohammad é paulista, também 16 anos, e luta judô desde os três anos de idade. Descendente de sírios - o avô é natural de Damasco, capital da Síria -, o brasileiro enfrentou o panamenho Ian González na disputa do bronze, logo após à luta de Laiane, e garantiu a segunda medalha brasileira nos Jogos. 

 

“Muita felicidade por ter conquistado a minha primeira medalha internacional nesses Jogos Sul-americanos. É algo que vai ser muito importante para a minha carreira. Comecei a lutar internacionalmente neste ano, disputei etapas do Campeonato Europeu, na Turquia e na República Tcheca, e conquistei essa medalha aqui no Panamá. Agora vou continuar treinando para disputar o Pan-americano de judô e buscar me classificar para o Mundial”, pontuou Mohammad. 

 

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Mohammad ficou com o bronze na categoria até 55 kg. Foto: Léo Barrilari/COB

 

 

Brasileiros tiveram duros caminhos até as medalhas

 

A estreia brasileira no tatame foi com Laiane, que enfrentou a chilena Dominique Barra nas quartas-de-final. Depois de controlar o nervosismo, Laiane aplicou duas técnicas eficientes e com um ippon avançou para as semis. Já no masculino, Mohammad encarou também um representante do Chile, Franco Delgado, e impôs seu ritmo para aplicar um estrangulamento no início do combate e se garantir na disputa de medalhas.

 

Nas semifinais, Laiane encarou uma adversária duríssima, a argentina Brisa Mercado. A luta foi para um extenuante golden score e, somente após 5 minutos de tempo extra, a brasileira conseguiu aplicar uma técnica para conseguir o yuko e avançar à decisão da categoria. Já no masculino, em um novo confronto Brasil-Argentina, Mohammad acabou sendo superado por um ippon frente ao adversário Juan Alamo. 

 

Os dois, então, encararam as disputas de medalhas em sequência. Primeiro Laiane, contra a venezuelana Rosalvick Aguilar. A luta, parelha, foi para o golden score e a adversária acabou conseguindo um yuko para deixar a brasileira com a medalha de prata. Logo depois, Mohammad entrou em ação contra o atleta da casa, o panamenho Ian González. O brasileiro dominou as ações e conseguiu aplicar uma chave de braço para garantir o ippon e subir no pódio com o bronze para o Brasil. 

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