Brasil lidera quadro de medalhas nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026. Poliana Okimoto celebra metas cumpridas
Novos talentos assumem protagonismo, hegemonia continental e performances de alto nível. Nadador Davi Vallim é destaque com 8 ouros e 1 prata

Juliana Ávila/COB
O Brasil lidera o quadro de medalhas ao final da primeira semana de competições dos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026. Até o momento, o Time Brasil conquistou 40 ouros, 35 pratas e 28 bronzes. Com 12 das 22 modalidades já concluídas, a análise feita por Poliana Okimoto, Chefe de Missão do Brasil, mostra que as metas estão sendo cumpridas.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) chegou à disputa no Panamá com dois objetivos principais, nesta ordem: revelar e desenvolver novos talentos, formando uma geração de jovens atletas inspirados e moldados pelos Valores Olímpicos, e manter a hegemonia continental.
“O balanço dessa primeira semana é altamente positivo. A gente vê um Time Brasil competitivo, com atletas chegando bem preparados e conseguindo entregar performances consistentes. Além das medalhas, que sempre chamam mais atenção, o que mais me impressiona é o nível técnico e a maturidade dos nossos atletas, principalmente em momentos decisivos”, afirma a medalhista olímpica na maratona aquática no Rio 2016.
Poliana Okimoto no ônibus dos atletas. Foto : Juliana Ávila/COB
Do judô veio a primeira medalha brasileira: na segunda-feira, dia 13, Laiane Timbira foi a responsável por iniciar a jornada do Time Brasil nos Jogos com a prata na categoria até -44 kg. No mesmo dia, Allan de Sousa subiu ao topo do pódio no wrestling, na luta livre até -92 kg. Por sinal, as duas modalidades ainda renderam outro ouro simbólico: os porta-bandeiras do Brasil na Cerimônia de Abertura foram campeões. Clarisse Vallim venceu a categoria -78 kg feminino do judô e Lavozier Marubo conquistou o ouro na luta greco-romana -65 kg masculino do wrestling.
Mas o destaque em número de medalhas até agora é Davi Vallim, da natação, que fechou sua participação no Panamá com 8 ouros e 1 prata. “Sempre temos boas surpresas, e acho que isso mostra a renovação do esporte brasileiro. Ver atletas jovens se destacando e assumindo protagonismo é muito legal. Tivemos vários recordes sendo batidos na natação, por exemplo. O que mostra a evolução dos atletas na modalidade”, elogia Poliana.
Outra modalidade de destaque foi o surfe. O Time Brasil foi o líder da competição, com 7 medalhas ao todo. Yuri Gabriel, no shortboard masculino, Rebeka Klotz, no SUP race feminino, e Pedro Veiga, no SUP surfe masculino, conquistaram ouro. A equipe brasileira ainda alcançou 2 pratas e 2 bronzes. Um dos segredos do sucesso foi a casa montada pelo Time Brasil em Playa Venao.
“O COB oferece uma estrutura muito profissional e completa. Isso passa por logística, suporte multidisciplinar, alimentação, recuperação, comunicação… tudo pensado para que o atleta só precise se preocupar em competir. Faz muita diferença, principalmente para os mais jovens, que estão vivendo esse ambiente pela primeira vez. Além da parte esportiva, eles têm a experiência de competir internacionalmente”, diz Poliana.
Algumas dessas experiências têm oferecido disputas emocionantes. As duplas masculinas do tiro com arco (composto e recurvo) protagonizaram finais acirradas contra Colômbia e Argentina, respectivamente, para garantir o ouro. Luiza Langone também foi campeã individual no recurvo feminino. Por falar em emoção, a vitória do Brasil sobre a Argentina por 1 a 0 na prorrogação do futsal não foi marcante apenas pela tensão do jogo equilibrado. Ela também ficou marcada pelas homenagens feitas a Oscar Schmidt, lenda do basquete mundial, no dia de seu falecimento.
O estreante flag football fez bonito. No masculino, a equipe derrotou os donos da casa na final e garantiu o primeiro ouro do Brasil na modalidade. Já a equipe feminina conquistou a medalha de prata em sua estreia em missões do Time Brasil — modalidade que fará parte do programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No tradicional boxe, o Brasil alcançou 9 finais das 11 categorias em disputa. Foram 3 ouros, com Sara dos Santos (-57 kg), Maira Santos (-60 kg) e Gustavo Domingues (-55 kg). A modalidade ainda levou 6 pratas e 1 bronze.
A ginástica artística também encerrou sua participação nos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026 com boa contribuição para o quadro de medalhas: foram 2 ouros, 4 pratas e 4 bronzes. Uma dessas conquistas chamou ainda mais atenção: a caçula do Time Brasil nestes Jogos, Ana Paula Delgado, de apenas 13 anos, garantiu prata na trave.
Poliana Okimoto gostou do que viu, mas quer mais. “Ainda tem muita disputa pela frente. Queremos ver mais finais, mais disputas por medalha e, principalmente, grandes histórias sendo construídas. Acho que podemos esperar um Time Brasil ainda mais confiante e competitivo nessa reta final.”
Confira abaixo as medalhas de cada modalidade:
Boxe - 3 ouros, 6 pratas 1 bronze - 2º lugar geral na modalidade
Futsal - 1 ouro (campeão)
Ciclismo - 2 pratas, 3 bronzes - 4º lugar geral da modalidade
Ginástica artística - 2 ouros, 4 pratas, 4 bronzes - 4º lugar geral da modalidade
Wrestling - 2 ouros, 4 bronzes - 4º lugar geral da modalidade
Tênis de mesa - 1 prata, 3 bronzes - 4º lugar geral da modalidade
Natação - 21 ouros, 15 pratas, 9 bronzes - 1º lugar geral na modalidade
Tiro com arco - 3 ouros, 1 prata - 2º lugar geral na modalidade
Flag football - 1 ouro, 1 prata - 2º lugar geral na modalidade
Judô - 4 ouros, 2 pratas, 1 bronze - 1º lugar geral na modalidade
Surfe - 3 ouros, 2 pratas, 2 bronzes - 1º lugar geral na modalidade
Triatlo - 2 pratas, 1 bronze - 3º lugar geral na modalidade












