Bobsled do Brasil estreia em Milão-Cortina 2026
Pilotado por Edson Bindilatti, em sua sexta participação olímpica, trenó 2-man abre as competições

Gabriel Heusi/COB
Quando descer com seu trenó pela pista do Cortina Sliding Center nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, Edson Bindilatti terá uma sensação de deja-vu. Pode ser sua última disputa de Jogos Olímpicos - algo que ele imaginou que seria em Pequim 2022. Bindilatti foi convencido a voltar a competir para ajudar a moldar os atletas mais jovens do bobsled brasileiro.
"Participar da minha sexta Olimpíada significa muito para mim. Uma das coisas é que não há limite de idade para competir, a idade é apenas um número. Se você está bem fisicamente, mentalmente e tecnicamente, acredito que você consegue se manter em alto nível, tanto que estou na minha sexta Olimpíada. A classificação olímpica não é fácil, é muito competitiva, e isso representa muito para mim: é mostrar às pessoas que é possível, mesmo com dificuldades. É manter o foco, manter o sonho e a cabeça no lugar, e aí acontece. Para mim, é uma mistura de resiliência, dedicação e acreditar que tudo vai dar certo", disse.
O bobsled é frequentemente chamado de "fórmula-1 do gelo", tamanha a velocidade e o risco que envolvem a descida do trenó nas pistas geladas - ele pode alcançar chegar 140km/h ao longo do trajeto. O veículo do 4-man, que comporta quatro atletas, pesa 210kg. Já o 2-man tem 170kg. É esta categoria que abre a competição nesta segunda-feira, com a primeira descida às 6h (horário de Brasília). A segunda deve acontecer às 7h57.
Na direção de ambos estará Edson Bindilatti. "Minhas expectativas são as melhores. Quando entro em uma competição, é para ganhar uma medalha. Claro que é muito difícil ganhar uma medalha no bobsled, temos ótimas equipes competindo aqui, mas queremos alcançar um ótimo resultado. O melhor resultado da história do nosso país e o melhor resultado de um país sul-americano, esse é o nosso objetivo", afirmou.












