Brasil fica em nono na fase classificatória da ginástica rítmica

Equipe não avança para as finais, mas empolga o público com apresentações cheias de graça e brasilidade

Flavio Florido/Exemplus/COB
20/08/2016 16:07

As apresentações da equipe de ginástica rítmica brasileira na classificatória dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foram uma verdadeira festa de brasilidade nas pontas dos pés. Na manhã deste sábado, 20 de agosto, Emanuelle Lima, Francielly Machado, Gabrielle Moraes, Jéssica Maier e Morgana Gmach enfeitiçaram o público com equilíbrio, delicadeza e samba no pé. Primeiro, com as cinco fitas, que rodopiaram ao som de “Aquarela do Brasil” na voz de Ivete Sangalo. Depois, com o combinado de maças e arcos, dessa vez com um mix de músicas brasileiras como trilha sonora, com destaque para “Tico-tico no fubá” e “Brasileirinho”. 

As meninas receberam a nota 15.766 pela apresentação das fitas, quando dois erros – derrubaram uma das fitas e, no fim, se enroscaram em outra – custou muitos pontos com os juízes. Ao fim dessa rotação, elas estavam em décimo lugar. Mas subiram um degrau após a empolgante performance com os aparelhos combinados, que rendeu a nota 16.883. Com isso, ficaram com 32.649 pontos, na nona colocação entre 14 seleções, e não avançaram para a final de domingo, para a qual se classificaram as oito melhores: Espanha, a tetracampeã olímpica Rússia, Bielorrússia, Bulgária, Itália, Japão, Israel e Ucrânia. Ainda assim, estavam felizes com a recepção do público e por terem ficado à frente de potências como China, Alemanha e Estados Unidos.

"A gente teve falhas nas fitas, mas conseguiu dar a volta por cima nos arcos e maças. Faltou um pouco de concentração e a gente tem que trabalhar para ser ainda melhor em 2020. Mas foi impressionante, parecia que o público estava ali no tablado com a gente. Estou sem palavras. Competir em casa é a realização da vida de todas nós”, comentou Jéssica, capitã do time.

Para a técnica Camila Ferezin, que competiu como atleta em Sydney 2000, esse foi um retorno da ginástica rítmica brasileira para o cenário mundial. “Em Sydney, quando eu estava como atleta, e em Atenas (2004), como auxiliar técnica, nós ficamos em oitavo lugar. Em 2008 (Pequim), apenas em 12º, e em Londres (2012) nem conseguimos nos classificar. Foi um período difícil para a modalidade, e estamos subindo um degrau de cada vez. Num primeiro momento, ficou aquela sensação de que foi por muito pouco. Mas estou feliz porque a gente conseguiu voltar à elite”, analisou Camila. A final por equipes acontece na manhã deste domingo, 21 de agosto