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Vela

História

Chamada de iatismo até os anos 2000, a vela é uma das modalidades mais tradicionais dos Jogos Olímpicos. Ela faz parte do programa da competição desde a primeira edição dos Jogos da Era Moderna, em Atenas 1896. Entretanto, naquele ano as provas não foram realizadas por conta do mau tempo. Assim, as disputas começaram de fato em Paris 1900 e até hoje só ficaram fora em St. Louis 1904.

A vela chegou ao Brasil no fim do século 19, trazida por descendentes de europeus. O primeiro clube dedicado ao esporte no país foi o Iate Clube Brasileiro, no Rio de Janeiro, em 1906. Porém, a primeira competição nacional só aconteceu quase 30 anos depois, em 1935.

O que pouca gente imaginava é que ali estavam sendo dados os primeiros passos para o que posteriormente viria a ser uma das maiores potências olímpicas do Brasil. Uma trajetória de muitas conquistas, pódios, momentos inesquecíveis e ídolos.

A vela é o esporte que mais deu medalhas de ouro para o Brasil na história dos Jogos Olímpicos. Até o início da edição Paris 2024, foram oito ouros conquistados nas águas do mundo. O atletismo, segundo colocado no quesito, tem cinco.

Ao todo, a modalidade rendeu 19 medalhas olímpicas para o país. Os precursores dessa linda história foram Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad, com o bronze na classe Flying Dutchman.

A partir daí, foram vários os heróis e ídolos olímpicos representando o Brasil em diversas edições dos Jogos. Nomes como Eduardo Penido, Marcos Soares, Lars Grael, Alexandre Welter, Lars Björkström, Torben Grael, Robert Scheidt, Marcelo Ferreira e muitos outros foram os responsáveis por fazer do país uma potência na vela mundial.

As mulheres também tiveram papel fundamental nessa história. Fernanda Oliveira e Isabel Swan foram as primeiras medalhistas, com o bronze em Pequim 2008. Mais recentemente, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze foi bicampeã olímpica (Rio 2016 e Tóquio 2020) e já é considerada uma das maiores de todos os tempos. 


Classes

A modalidade conta com cerca de 100 classes diferentes. Entretanto, as que fazem parte do programa olímpico mudam com frequência. Os Jogos Paris 2024 contarão com dez. São elas: Laser, Laser Radial, 49er, 49erFx e Nacra 17, que foram mantidas de Tóquio. As novidades são Fórmula kite (masculino e feminino), IQFoils (masculino e feminino) e 470 mista.

As classes são definidas pelos tipos de barco, vela, entre outras especificidades.


Curiosidades

- As competições de vela nos Jogos Olímpicos possuem entre 10 e 12 regatas, variando conforme a classe, além de uma medal race, que oferece pontuação dobrada aos atletas. Diferentemente da maior parte das modalidades esportivas, a vela possui um sistema de pontuação invertido: o campeão é aquele que acumular menos pontos;
- O percurso das regatas é definido pela organização, que forma uma linha imaginária com dois barcos para definir o ponto de largada e o de chegada;
- As regatas podem ser adiadas e até mesmo canceladas pela falta de vento;
- Além do vento, vários fatores climáticos têm influência nas provas, como chuva, ondas, força da maré, entre outros;
- Todas as embarcações de uma mesma classe devem ter dimensões idênticas. Dessa forma, o resultado é determinado exclusivamente pelo talento e pela estratégia dos velejadores;
- Existem regras para realizar uma ultrapassagem, que têm relação com o vento;
- Entre os Jogos de Montreal 1976 e Tóquio 2020, o Brasil não ganhou medalhas na vela apenas em Barcelona 1992.


Medalhas olímpicas


Ouro

Moscou 1980: Eduardo Penido e Marcos Soares (470)
Moscou 1980: Alexandre Welter e Lars Björkström (Tornado)
Atlanta 1996: Robert Scheidt (Laser)
Atlanta 1996: Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)
Atenas 2004: Robert Scheidt (Laser)
Atenas 2004: Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)
Rio 2016: Martine Grael e Kahena Kunze (49er)
Tóquio 2020: Martine Grael e Kahena Kunze (49er)


Prata

Los Angeles 1984: Torben Grael, Daniel Adler e Ronaldo Senfft (Soling)
Sydney 2000: Robert Scheidt (Laser)
Pequim 2008: Bruno Prada e Robert Scheidt (laser)


Bronze

Cidade do México 1968: Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad (Flying Dutchman)
Montreal 1976: Peter Ficker e Reinaldo Conrad (Flying Dutchman)
Seul 1988: Torben Grael e Nelson Falcão (Star)
Seul 1988: Clinio Freitas e Lars Grael (Tornado)
Atlanta 1996: Kiko Pelicano e Lars Grael (Tornado)
Sydney 2000:  Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)
Pequim 2008: Fernanda Oliveira e Isabel Swan (470)
Londres 2012: Bruno Prada e Robert Scheidt (star)
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