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Snowboard

História

O Snowboard surgiu na década de 1960 nos Estados Unidos e ganhou adeptos de todas as partes do mundo, tendo seu primeiro Campeonato Mundial organizado nos Estados Unidos, em 1983. Visando estruturar a modalidade formalmente, em 1990 foi fundada a ISF (Federação Internacional de Snowboard, na sigla em inglês) e, 4 anos depois, no 39º Congresso Internacional de Esqui realizado no Rio de Janeiro, o Snowboard foi aprovado como modalidade esportiva pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). A data marcou também a incorporação do esporte às modalidades regidas pela FIS (Federação Internacional de Esqui, na sigla em inglês), com a sua inclusão no programa olímpico, sendo a primeira participação no Jogos Olímpicos Nagano 1998.

O Snowboard é a única modalidade Olímpica de neve praticada sobre prancha e não com esquis. O Brasil fez sua estreia em provas oficiais de Snowboard em 1995 e, desde então, é organizado anualmente o Campeonato Brasileiro de Snowboard, que conta com as categorias FIS e amadora.


Disciplinas

As provas são divididas em três principais categorias: as provas alpinas (slalom paralelo e o slalom gigante paralelo); snowboard cross e freestyle (halfpipe, slopestyle e big air). 

Slalom Paralelo (PSL): dois atletas descem simultaneamente percursos paralelos de Slalom com bandeiras próximas que indicam o trajeto a ser percorrido. A diferença do tempo da 1ª descida dos competidores determina a 2ª largada. 

Slalom Gigante Paralelo (PGS): similar ao PSL, dois riders descem simultaneamente percursos paralelos, mas com slalom gigante. As bandeiras que indicam o trajeto a ser percorrido ficam mais afastadas uma das outras, possibilitando aos atletas adquirirem maior velocidade. A diferença de tempo da 1ª descida dos competidores determina a 2ª largada.

Snowboard cross (SBX): composta por dois momentos: uma qualificatória, na qual os atletas realizam descidas individuais e são ranqueados pelo seu melhor tempo, e a prova final, quando, classificados de acordo com os resultados da classificatória, os atletas disputam baterias eliminatórias de 4 (ou 6) atletas, sendo que apenas os dois (ou 3) primeiros colocados de cada uma avançam na competição até a definição do vencedor. A pista pode ter até 1,2km de extensão e apresenta diversos obstáculos, como curvas, saltos, banks, rollers e U-tangs.

Halfpipe (HP): uma das provas que compõem o Freestyle, ou Estilo Livre, o Halfpipe é composto por descidas em uma pista em formato de “U” com comprimento entre 100m e 170m, na qual os atletas realizam manobras e são julgados por elas. Vence a melhor nota ou combinação de notas.

Slopestyle (SS): outra prova do Freestyle, o Slopestyle também é composto por descidas, nas quais os atletas são julgados pelas manobras realizadas, valendo a pontuação da melhor descida ou combinação de notas das descidas. Diferentemente do HP, o SS é realizado em uma pista de até 800m de comprimento que conta rampas inclinadas e obstáculos, como corrimões, saltos, bunkers e quarterpipes. As manobras dos atletas durante a apresentação são avaliadas pelos juízes com critérios similares aos da prova de halfpipe.

Big Air (BA): terceira prova do Estilo Livre, o Big Air fez sua estreia em Jogos Olímpicos em PyeongChang 2018. Composto por dois ou mais saltos em uma mega rampa após a descida em uma rampa de aceleração, o BA é caracterizado por uma manobra única em cada descida de grande amplitude e alto impacto visual. O vencedor sai do julgamento dos juízes da melhor manobra ou da combinação das notas de dois ou mais saltos.


Curiosidades

- O Snowboard foi a modalidade em que o Brasil conquistou a primeira medalha olímpica em esportes de inverno, com o bronze no Zion Bethonico no snowboard cross dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude Gangwon 2024.

- Outro nome histórico do país na modalidade é Isabel Clark, que até hoje é a dona do melhor resultado de um atleta brasileiro em Jogos Olímpicos de Inverno adultos, com a 9ª colocação também no snowboard cross em Turim 2006.

- O Brasil não teve classificados na modalidade para os Jogos Olímpicos Pequim 2022, mas uma nova geração de atletas, com duas duplas de irmãos, está de olho em Milão/Cortina 2026: Augustinho e João Teixeira e Noah e Zion Bethonico.




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