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Patinação Artística

História

A combinação entre esporte e arte encontrou seu grande exemplo na Patinação Artística no gelo. A modalidade, uma das mais antigas da história, é a campeã de audiência nos Jogos Olímpicos de Inverno e atrai grande número de torcedores em todo o mundo.

Estima-se que o ato de patinar no gelo exista há 3 mil anos, com os holandeses sendo precursores do formato no Século 13. Contudo, patinação artística, combinação entre a patinação e a arte, surgiu apenas no Século 19, muito graças a dois estadunidenses. Em 1850, Edward Bushnell, da Filadélfia, revolucionou a patinação ao introduzir patins de lâmina de aço, permitindo manobras e curvas complexas. Jackson Haines, um mestre do balé que vivia em Viena nos anos 1860, acrescentou elementos do balé e da dança para dar ao esporte sua graça.

As primeiras competições surgiram em meados de 1880, e a ISU (União Internacional de Patinação na sigla em inglês) foi fundada em 1892. Quatro anos depois surgiu o Campeonato Mundial, disputado até hoje. A patinação artística é o esporte de inverno mais antigo do programa dos Jogos Olímpicos. Foi disputada nos Jogos de Verão de Londres 1908 e, novamente, em Antuérpia 1920. Com a criação dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Chamonix 1924, o esporte deixou de ser disputado em edições de verão.
 
A prática da Patinação Artística no Brasil remete aos anos 1960, com a criação de pistas de gelo em shopping centers e feiras de eventos. Na década de 80, atletas que treinavam no país criaram diversos campeonatos nacionais para competirem e treinarem.

A filiação internacional só foi obtida em 2006 e, no ano seguinte, o Brasil participou de suas primeiras competições internacionais. De lá para cá, os atletas brasileiros participaram de diversos campeonatos internacionais, Mundiais, torneios continentais e, com Isadora Williams, de duas edições dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Atualmente, a CBDG tem uma pista permanente para a prática da modalidade em seu Centro de Treinamento, a Arena Ice Brasil, em São Paulo, com um programa diferente para cada nível de desenvolvimento dos atletas, começando pelos iniciantes.

Disciplinas

O programa olímpico contou com as disputas individuais masculinas e femininas e duplas até a edição Sapporo 1972. Desde 1976, a Dança no Gelo tem sido o quarto evento do programa, provando ser um grande sucesso.

Individual (M e F): possui um programa de patinação curta, com sete movimentos obrigatórios, e outro livre. Ambos devem conter um equilíbrio de saltos, piruetas e passos.

Pares: assim como na disputa individual, os patinadores apresentam um programa curto (sete movimentos) e outro livre. Um dos pontos mais observados pelos avaliadores é a sincronia entre o casal.

Dança no gelo: é a única disciplina que autoriza o uso de música com vocais. Também é composta por um programa curto e outro livre, mas não são permitidos saltos com mais de meia volta ou piruetas, e os atletas não podem ficar separados mais do que poucos segundos. Os árbitros avaliam o nível de dificuldade de trabalho de pés, o entrosamento e a harmonia.

Curiosidades

- A modalidade é a campeã de audiência nos Jogos Olímpicos de Inverno;

- A roupa é parte integrante dos componentes do programa é feita sob medida para se ajustar não só ao corpo, mas também para combinar com toda a coreografia.

- Os patins, feitos de couro, possuem uma lâmina de aço com toe pick, espécie de dentes na ponta para o atleta ter a tração necessária para executar seus saltos.

- A pista tem 60x30 metros, sem qualquer marcação, e os atletas precisam utilizar toda a área de gelo nos programas.

- Os saltos são elementos obrigatórios nas apresentações e possuem seis tipos diferentes: salchow, axel, lutz, loop, toe loop e flip.

- O Brasil possui seis locais para a prática da modalidade: Arena Ice Brasil, em São Paulo; Barra Garden, no Rio de Janeiro; Jockey Plaza Shopping, em Curitiba; Park Shopping, em Canoas (RS) e Snowland, em Gramado (RS).

- Isadora Williams é o principal nome da América Latina na patinação artística, obtendo diversos feitos inéditos: conquistou a 1ª medalha internacional do Brasil na categoria olímpica, bronze no Golden Spin de Zagreb, em 2012; foi a 1ª patinadora artística latino-americana a se classificar para os Jogos Olímpicos, terminando na 30ª posição em Sochi 2014; conquistou o 1º ouro para o Brasil em competições internacionais da modalidade na categoria olímpica, no Sofia Trophy, na Bulgária, em 2017; e foi a 1ª latino-americana a avançar ao programa longo feminino nos Jogos Olímpicos de Inverno, concluindo Pyeongchang 2018 na 24ª colocação.

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