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Cidade do México 1975

12/10 a 25/10
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Jogos Pan-Americanos

Por conta dos diversos problemas na indicação da sede dos Jogos de 1975, a Cidade do México só teve dez meses para organizar a competição. Mas, como havia recebido os Jogos Olímpicos em 1968 e a Copa do Mundo em 1970, o país aproveitou essa estrutura para realizar os Jogos.

A definição da sede do Pan de 1975 foi conturbada. A princípio, ficou decidido que Santiago, capital do Chile, seria a sede. Porém, em 1973, por conta do golpe de Estado, o Chile declinou da indicação. Porto Rico era a sede suplente, mas abdicou deste direito, preferindo se preparar para receber a edição de 1979 em San Juan. O Comitê Executivo da ODEPA decidiu, então, em dezembro de 1973, indicar São Paulo como sede. No entanto, no fim do ano seguinte, a cidade brasileira também alegou problemas internos que a impediam de organizar a competição. Diante desse quadro, a Cidade do México, por meio de um telegrama enviado ao Comitê Executivo da ODEPA, se ofereceu para receber o evento e foi escolhida a sede dos Jogos Pan-americanos de 1975.

Assim como em 1955, a altitude da Cidade do México foi o clima perfeito para a quebra de vários recordes. No atletismo, foram estabelecidas 21 novas marcas pan-americanas e um recorde mundial, este pelo saltador brasileiro João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, no salto triplo. João do Pulo saltou 17,89m, 45 centímetros a mais do que a marca anterior, do soviético Victor Saneyev - que atingira 17,44m, em 1972. O brasileiro ganhou também a medalha de ouro no salto em distância (com 8,19m) e, um ano depois, nos Jogos Olímpicos Montreal 1976 foi bronze no salto triplo.

A festa de recordes não parou por aí. No levantamento de peso, foram batidos 20 recordes pan-americanos. No tiro, foram 13 novas marcas pan-americanas e uma mundial, a do mexicano Olegário Vázquez, que somou 393 pontos na prova de rifle de ar. O ciclismo também teve a quebra de três recordes pan-americanos.

Mas a modalidade que registrou o maior número de novos recordes foi a natação. Embora não houvesse quebra de recorde mundial, nada menos que 27 novas marcas pan-americanas foram estabelecidas. E o domínio dos Estados Unidos foi total: o país conquistou 27 das 29 medalhas de ouro em disputa, o que contribuiu para que os EUA, mais uma vez, terminassem o Pan em primeiro lugar no quadro de medalhas.

O domínio americano na natação foi amplo, mas nadadores de dois outros países também fizeram sua festa. A canadense Lyn Chenard ganhou a prova dos 100m costas (com o tempo de 1min06s59). Contudo o sabor da vitória foi mais especial ainda para o equatoriano Jorge Delgado. Vencedor dos 200m livre (com 1min55s45), ele conquistou a única medalha de ouro de seu país no Pan de 1975. Delgado ganhou também o bronze nos 200m borboleta. Foi ainda a primeira vez que o Equador ganhou medalhas na natação na história dos Jogos.

Os Jogos de 1975 confirmaram também o surgimento de uma lenda do boxe. O cubano Teófilo Stevenson foi o vencedor na categoria peso-pesado. No Pan de 1971, Stevenson tinha ficado com o bronze e nos Jogos de Munique ele conquistou a primeira de suas três medalhas olímpicas de ouro, despontando como um dos maiores pugilistas de seu tempo.

O Brasil competiu em todas as modalidades, com exceção do beisebol, do hóquei na grama e das disputas de natação sincronizada e polo aquático, dentre os esportes aquáticos.

A Seleção Brasileira masculina de futebol saiu com a medalha de ouro e ainda aplicou a maior goleada da história dos Pans até então ao marcar 14 a 0 sobre a equipe da Nicarágua.

O velejadores Reinaldo Conrad e Buckhard Cordes, medalha de bronze na mesma Cidade do México, nos Jogos de 1968, e prata no Pan de Winnipeg ganharam o ouro em 1975 na mesma classe flying dutchman. Nos Jogos de Montreal, Reinaldo Conrad ainda conquistaria mais um bronze olímpico ao lado de Peter Ficker, também na flying dutchman.

Países: Antilhas Holandesas, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bermuda, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Colômbia, Cuba, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Ilhas Virgens, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Esportes: Atletismo, basquete, beisebol, boxe, ciclismo, esgrima, esportes aquáticos (natação, natação sincronizada, saltos ornamentais, polo aquático), futebol, ginástica, hipismo, hóquei sobre grama, judô, levantamento de peso, lutas, remo, tênis, tiro esportivo, vela e vôlei.

Número de países: 33
Total de atletas: 3.146
Atletas do Brasil: 216 atletas
Número de esportes: 19

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