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O papel do Comitê Olímpico do Brasil em relação ao doping é o de orientar e educar os atletas a se prevenirem a essa prática. Nesse sentido, a entidade implementou a área de Educação e Prevenção ao Doping, liderada pelo gerente Christian Trajano, médico e ex-diretor técnico da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Com a elaboração e aplicação do Programa de Educação e Prevenção ao Doping no esporte olímpico brasileiro, o COB apoia as ações da Agência Mundial Antidopagem (WADA) e da ABCD.

Entre os propósitos da área está a integração das ações de educação e prevenção de doping aos cursos de formação de treinadores do Instituto Olímpico Brasileiro, o braço de educação do COB, bem como ao Transforma, programa de promoção dos Valores Olímpicos do COB, para fazer a educação antidopagem chegar às gerações mais jovens. A proteção do espírito e dos valores olímpicos é a mola propulsora desta iniciativa do COB, e se alinha aos valores da entidade: meritocracia, transparência e austeridade.

Está prevista a criação de um aplicativo para mobile learning, uma plataforma de ensino à distância (EAD), além de ações presenciais no Centro de Treinamento Time Brasil, no Parque Aquático Maria Lenk, com palestras e seminários de educação para os integrantes das missões organizadas pelo COB.

No Brasil, a entidade que determina e realiza os testes de controle de dopagem, além de gerir os resultados de uma análise positiva e o encaminhamento para julgamento na Justiça Antidopagem, é a ABCD. O COB realiza um trabalho de alerta aos nossos atletas olímpicos sobre os perigos da utilização de substâncias proibidas. Com o aumento da preocupação em relação a esse tema nos últimos anos, o Comitê Olímpico do Brasil buscou desenvolver mecanismos para aumentar o conhecimento dos atletas.

Quer entrar em contato com a área de Educação e Prevenção ao Doping?
E-mail: antidoping@cob.org.br
Tels.: 3433-5901 ou 3433-5902

CLIQUE e confira os documentos do COB sobre o assunto.
Ou acesse o site da WADA e veja o Código Mundial Antidopagem 

Substâncias e Métodos Proibidos


Controle de Doping


Código Mundial Antidoping


Consequências do Doping


FAQ


Cannabis e seus derivados


Canabinóide é um grupo de compostos químicos produzidos pela planta de cannabis (maconha). O canabinóide mais conhecido é o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC). Outros canabinóides naturais comuns incluem canabidiol (CBD) e cannabinol (CBN). Além dos canabinóides naturais, também existem canabinóides sintéticos, produzidos artificialmente em laboratórios.


Autorização de Uso Terapêutico (AUT)


Assim como todas as pessoas, os Atletas podem ter doenças, e seu tratamento pode determinar o uso de medicamentos ou que se submetam a algum procedimento médico. Se a medicação ou procedimento médico indicados para seu tratamento estiver contido na Lista de Substâncias e Métodos Proibidos, será necessário que o atleta receba uma Autorização de Uso Terapêutico (AUT). As AUTs são concedidas de acordo com o Padrão Internacional para AUTs (ISTUE, na sigla em inglês), documento complementar ao Código Mundial Antidoping que descreve todos os critérios para a obtenção de uma AUT, bem como determina as responsabilidades de todos os envolvidos neste processo. 

O Atleta deve:

  • Acessar o site da ABCD, baixar o formulário de solicitação de AUT, preencher as informações à máquina (ou no computador) ou imprimir e preencher em letra de forma.
  • Os Atleta que compete em nível internacional deve procurar a Federação Internacional (FI) de sua modalidade e pedir informações sobre o processo de solicitação de uma AUT. Você pode encontrar o formulário para preenchimento de sua solicitação de AUT aqui. 
  • Pedir ao seu médico que preencha as informações suas informações clínicas, o diagnóstico, incluindo todos os exames realizados, e informar a medicação, dose, via de administração, frequência de uso e tempo de tratamento;  o médico deverá assinar o Formulário de Solicitação de AUT e anexar a documentação de apoio exigida para aprovação. O pedido de AUT deve ser apresentado pelo menos 30 dias antes de participar de um evento.

Dicas para solicitar uma AUT:

  • Se possível, preencha o formulário por meio do ADAMS, se baixar o arquivo, digite as informações, se for preencher manualmente use letras de forma maiúsculas. Se o formulário não estiver legível, será considerado incompleto e será devolvido ao atleta.
  • Se enviar o formulário por email ou fax, certifique-se de incluir toda a documentação necessária e manter uma cópia da solicitação, bem como um registro da transmissão ou confirmação de recebimento.
  • Assegure-se de que seu formulário de AUT esteja completo com todas as informações médicas, testes, resultados laboratoriais, estudos de imagens e informações clínicas para permitir que a Comissão médica que irá avaliar seu pedido de AUT (CAUT) tome sua decisão as Diretrizes Médicas da WADA, estes documentos estão disponíveis aquiAnexe todas as suas informações médicas que justificam o uso do método ou substância proibida, no ADAMS, na seção  "Informações de Diagnóstico".
  • Mantenha sempre uma cópia de todas as suas informações médicas, especialmente o diagnóstico inicial, juntamente com os resultados laboratoriais, estudos de imagem e anotações dos médicos.

Os critérios são:

  • O Atleta sofreria problemas de saúde significativos se não utilizar a substância ou método proibido;
  • O uso terapêutico da substância proibida não melhora o desempenho, além do que o atleta já desempenhava antes de seu problema de saúde;
  • Não há outra alternativa terapêutica razoável, ao uso da substância ou método proibido;
  • A necessidade do uso dessa substância ou método proibido não se deve ao uso prévio da substância ou método sem uma AUT, isto é, se o Atleta passou a necessitar da substância proibida devido ao abuso dessa mesma substância proibida no passado. Um exemplo: Atletas masculinos que abusam de testosterona podem ter atrofia de seus testículos e consequentemente interrupção ou insuficiência da produção de testosterona; a reposição de testosterona, nesse caso não será autorizada pela CAUT

Para que a AUT seja concedida, todos os quatro critérios devem ser atendidos.

Todos as Federações Internacionais (FIs), Organizações Nacionais Antidoping (NADOs) e Organizadores de Grandes Eventos (OGEs) devem ter um processo claro no qual os atletas com condições médicas documentadas possam solicitar uma AUT, e ter tal solicitação adequadamente tratada por um painel de médicos independentes chamado Comissão de Autorização de Uso Terapêutico (CAUT). Eles devem publicar detalhes desse processo, em um local visível em seu site. FIs e NADOs, através de suas CAUTs, são responsáveis por conceder ou recusar tais solicitações.

Se você é um Atleta de nível internacional ou se você está inscrito em um evento internacional para o qual uma AUT emitida pela sua Federação Internacional (FI) é necessária, você deve enviar sua solicitação de AUTFI de sua modalidade, que é responsável por analisar os pedidos e conceder as AUTs.

É possível que os Organizadores de Grandes Eventos optem por reconhecer as AUTs pré-existentes automaticamente, mas devem ter um mecanismo para que os Atletas possam obter uma nova AUT em caso de necessidade. Atletas competindo em tais eventos devem ter a capacidade de obter de forma rápida e eficiente a AUT antes de competir.

Os Atletas não devem enviar os pedidos de AUT para mais de uma organização.

Se você é um Atleta que compete somente no Brasil, você deve enviar sua solicitação de AUT para a ABCDNo entanto, se a ABCD se recusar a considerar o requerimento, o Atleta deve manter essa correspondência e, mesmo assim, coletar todas as informações médicas e estar pronto para apresentar a documentação, se houver necessidade.

Se você já tem uma AUT da ABCD, ela não é válida em nível internacional, a menos que seja reconhecida pela sua Federação Internacional (FI) ou por um Organizador de Grandes Eventos (OGE). Se já possui uma AUT da ABCD e irá participar de um evento internacional, verifique se a FI ou o OGE irá reconhecer automaticamente a sua AUT, conforme o artigo 7.1 (a) do Padrão Internacional de Autorização de Uso Terapêutico (ISTUE).

Sim, mas essas AUTs são válidas apenas para a duração do evento. Uma AUT concedida pela ABCD ou por uma Federação Internacional (FI) não é válida para o evento, a menos que seja reconhecida pelo OGE, embora ainda seja válida fora desse evento.

A WADA, por meio de sua CAUT, tem o direito de monitorar e revisar qualquer AUT concedida por uma Federação Internacional (FI) ou pela ABCD e, após tal revisão, reverter qualquer decisão. O Atleta que enviar uma solicitação de AUT a uma FI ou à ABCD, e tiver sua solicitação de AUT negada, pode requerer à WADA que revise a decisão. Se a WADA determinar que a negação da AUT não obedeceu ao Padrão Internacional de Autorização de Uso Terapêutico (ISTUE), a WADA poderá reverter a decisão.

A WADA não aceita solicitações de AUT de atletas.

Existem situações para as quais as AUTs podem ser concedidas retroativamente. O processo de avaliação é idêntico ao procedimento padrão para o requerimento de uma AUT, ou seja, a CAUT avalia o formulário e emite sua decisão. O Padrão Internacional de Autorização de Uso Terapêutico (ISTUE) estipula quais situações podem resultar na concessão de uma AUT retroativa, como segue:

  • O tratamento de emergência ou tratamento de uma condição médica aguda era necessário*; ou
  • Devido a outras circunstâncias excepcionais, não havia tempo ou oportunidade suficientes para o Atleta apresentar, ou a CAUT considerar, um requerimento para a AUT antes da coleta da Amostra ; ou
  • Existiam regras que permitissem ao Atleta solicitar uma AUT retroativaIsto é aplicável a Pessoas que não sejam Atletas de nível internacional ou nacionais (Código Mundial Antidoping art. 4.4.5) ou quando a ABCD determinar que para Atletas de nível nacional de alguns esportes não seja necessária a solicitação prévia de uma AUT (ISTUE, Comentários ao art. 5.1); ou
  • É acordado, pela WADA e pela ABCD que é justo na situação determinada que se conceda uma AUT retroativa .

* Uma emergência médica ou situação médica aguda ocorre quando a condição médica de um indivíduo justifica a administração imediata de uma substância ou método proibido e a falha em tratar imediatamente pode colocar em risco a saúde do atleta . É sempre preferível endereçar um pedido de AUT prospectivamente, em vez de retrospectivamente. As concessões de AUT pelas ADOs devem ter procedimentos internos para acelerar a avaliação e para situações de emergência, sempre que possível, e sem colocar a saúde do atleta em risco.

Comentário: Os Atletas de esportes especificados pela ABCD, que não necessitam solicitar previamente uma AUT, são fortemente aconselhados a manter um arquivo médico preparado e pronto para demonstrar sua necessidade de uso de uma substância ou método proibido, em acordo com as condições para concessão de AUT estabelecidas no Artigo 4.1 do ISTUE, caso uma solicitação de uma AUT retroativa seja necessária após a coleta de sua Amostra, em um Controle de Doping.

As AUTs são concedidas para um método específico ou uma substância com dosagem e via de administração definidas. Eles também são concedidas por um período de tempo específico e expiram. Você precisa cumprir todas as condições de tratamento descritas no formulário de AUTMudanças significativas no seu tratamento exigem uma nova solicitação e uma revisão pela Comissão de Autorização de Uso Terapêutico (CAUT).

Uma vez que uma AUT tenha sido concedida por uma Federação Internacional (FI) ou pela ABCD, a WADA será informada, e terá a oportunidade de revisar essa decisão. Se a decisão não estiver de acordo com o Padrão Internacional de Autorização de Uso Terapêutico (ISTUE), a WADA poderá reverter a decisão e negar a AUTA decisão da WADA não é retroativa. Portanto, a reversão não se aplicará retroativamente e seus resultados antes de tal notificação não serão desqualificados . Quando a AUT revertida, for uma AUT retroativa, a reversão também deve ser retroativa.

O conceito de reconhecimento deve ser aplicado de acordo com o artigo 7.0 do Padrão Internacional de Autorização de Uso Terapêutico (ISTUE)Você não deve enviar uma solicitação de uma nova AUT para a Federação Internacional (FI) ou Organizador de Grandes Eventos (OGE), mas deve consultar se sua AUT será reconhecida automaticamente. Se a sua AUT se enquadra em uma categoria de AUTs que são automaticamente reconhecidas, não é necessário realizar outra solicitação. Na ausência desse reconhecimento, o Atleta deve submeter um pedido de reconhecimento da AUT à FI ou ao OGE através do ADAMS ou conforme especificado por essa FI ou OGE.

Se uma Federação Internacional (FI) se recusar a reconhecer uma AUT concedida pela ABCD, a AUT NÃO é válida para competições de nível internacional. Se você ou a ABCD apelarem desta decisão à WADA dentro de 21 dias, a AUT permanecerá válida para a competição em nível nacional pendente de revisão da WADASe a AUT não for encaminhada à WADA, a AUT não é válida nem no nível nacional nem internacional após 21 dias.

A AUT permanece válida para competição de nível internacional e testes fora de competição, mas se a ABCD encaminhar o assunto para a WADA, a AUT não é válida para competição em nível nacional pendente de revisão da WADASe a AUT não for apelada para a WADA dentro de 21 dias, a AUT torna-se válida para a competição em nível nacional também.

As Organizações Nacionais Antidoping (NADOs) têm a obrigação de respeitar as AUTs concedidas por outras NADOs, desde que a NADO concedente fosse competente para conceder a AUT (ou seja, o atleta é de nível nacional) e a AUT foi concedida de acordo com o Padrão Internacional de Autorização de Uso Terapêutico (ISTUE).

Este caso se aplica a Atletas que competem em nível nacional em dois países diferentes; por exemplo, no primeiro semestre o Atleta compete por um Clube no Campeonato Brasileiro da modalidade e, no segundo semestre é contratado para jogar por outro Clube em um Campeonato Nacional da modalidade em outro país. Isto ocorre em algumas modalidades em que os Atletas realizam contratos por temporada com seus respectivos Clubes.

O Atleta ou a Organização Antidoping que concedeu a AUT podem recorrer da decisão da WADA, no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), para uma decisão final.

Ao preencher o Formulário de Controle de Doping, certifique-se de declarar a substância ou método proibido que está sendo usado e de especificar que uma AUT foi concedida. Embora não seja obrigatório, é altamente recomendável que você mostre seu certificado de aprovação da AUT ao Oficial de Controle de Doping (DCO).

Quando a Autoridade de Controle de Doping recebe o relatório do laboratório, uma avaliação inicial é realizada para verificar se a AUT ainda está em vigor e se os resultados da análise são consistentes com a AUT concedida (natureza da substância, via de administração, dose, prazo de administração, etc.). Se a revisão for satisfatória, o resultado do teste será registrado como negativo.

Se a sua AUT for negada pela Federação Internacional (FI), a WADA deve rever as decisões da AUT conforme o artigo 8.1 do Padrão Internacional de Autorização de Uso Terapêutico (ISTUE). A WADA poderá rever quaisquer outras decisões.


O processo de revisão ocorre da seguinte forma:


1. O pedido de revisão deve ser enviado por carta registrada ao Diretor Médico da WADA dentro de 21 dias da decisão da autoridade concedente da AUT. Inclua seus detalhes completos de contato, bem como seu endereço de e-mail. A WADA informará se o seu caso pode ou não ser revisado pela Comissão de Autorização de Uso Terapêutico da WADA (TUEC, na sigla em inglês), conforme o artigo 8.0 do ISTUE;

2. Se o seu caso for aceito, você será solicitado a pagar à WADA uma taxa administrativa de USD500 (Quinhentos dólares americanos) e mais informações serão fornecidas sobre o pagamento dessa taxa;

3. A TUEC da WADA irá rever a mesma documentação que foi enviada à autoridade concedente da AUT. A WADA pode solicitar que você forneça informações ou documentos adicionais;

4. A TUEC da WADA apresentará sua decisão em um prazo razoável, dadas as circunstâncias do caso;

5. A negação original da AUT permanecerá em vigor até que a TUEC da WADA chegue a uma decisão. Portanto, você não está autorizado a usar a substância enquanto aguarda a decisão da TUEC da WADA. Se a AUT for concedida pela TUEC da WADA, a AUT entrará em vigor imediatamente de acordo com as condições descritas pela TUEC da WADA.

6. A decisão da AUT da WADA pode ser apelada para o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

A WADA se reserva o direito de não revisar seu caso por vários motivos. Nesse caso, você pode sempre reaplicar, solicitar novamente que a sua Organização Nacional Antidoping (NADO), no Brasil, a ABCD, para ter um novo pedido de AUT considerado, especialmente se houver novas informações médicas convincentes apresentadas.

Para Atletas que solicitaram a AUT à Federação Internacional (FI):

O Atleta pode apelar da decisão da FI para o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) para uma decisão final.


Para Atletas que solicitaram a AUT a uma Organização Nacional Antidoping (NADO), que no Brasil é a ABCD: 

O Atleta pode recorrer da decisão de sua NADO para um órgão de apelação independente em seu país, no Brasil, se o Atleta por apelar dessa decisão no Tribunal de Justiça Antidopagem (TJ-AD). Se este órgão conceder a AUT, a WADA poderá apelar desta decisão ao TAS para uma decisão final.

As decisões de revisão da AUT da WADA podem ser recorridas ao CAS. Se a WADA confirmar a decisão da Federação Internacional (FI), o Atleta e/ou a Organização Nacional Antidoping (NADO) podem recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Se a decisão da FI for revertida pela WADA, a FI poderá recorrer ao TAS. Se um Atleta de nível internacional não tiver uma AUT, ele deve solicitar a sua FI. Se a FI negar a AUT, a WADA poderá concordar em rever a decisão de não conceder a AUT. Se a WADA se recusa a rever a decisão, o atleta pode recorrer ao TAS.

Todas as informações contidas em um requerimento de AUT serão mantidas estritamente confidenciais, da mesma forma que qualquer informação de estado de saúde de um Atleta é mantida em sigilo por seu médico. 

Todos os membros da Comissão de Autorização de Uso Terapêutico (CAUT) se comprometem ao sigilo em um Termo de Confidencialidade. O Presidente da CAUT  pode solicitar a outros especialistas, que não compõem a CAUT, a se manifestar sobre uma AUT. Nestes casos a identidade do Atleta é preservada e a análise da solicitação de AUT é anônima. Todo este cuidado é para garantir a privacidade das informações pessoais e resguardar a saúde do Atleta.

Os nebulizadores não são um dispositivo proibido; no entanto, a quantidade de Agonistas Beta-2 (Classe S3 da Lista de Substâncias e Métodos Proibidos) administrados por nebulização pode ultrapassar as doses máximas permitidas de salbutamol, salmeterol ou formoterol por via inalatória; portanto, a dose final utilizada pode ser acima do permitido.

Os procedimentos para solicitação e concessão de uma AUT estão descritos no Padrão Internacional para AUTs , publicado pela WADA. Você também pode entrar em contato com a sua Federação Internacional (IF) ou Organização Nacional Antidoping (NADO) para mais informações. Você também pode consultar as Diretrizes de AUT descritas abaixo , também publicadas pela WADA.


A WADA produz uma série de diretrizes úteis intituladas Informações Médicas para Apoiar as Decisões das Diretrizes Médicas de TUECs (CAUT, sigle em Português) / TUE (AUT, sigle em Português) que abordam condições comuns de saúde enfrentadas por atletas (por exemplo, asma, doenças articulares e musculares e lesões, etc.) no contexto de AUTs. Estes documentos destinam-se a informar os médicos da Comissão de Autorização de Uso Terapêutico da NADO e IF, mas também fornecem informações úteis para ajudar os atletas e seus médicos a saber quais os critérios, diagnósticos e testes que devem ser incluídos na sua aplicação de AUT.


Lista Proibida


A Lista de Substâncias e Métodos Proibidos da WADA pode incluir qualquer substância e método que satisfaça dois dos três critérios a seguir:


1. Tem o potencial de melhorar ou melhora o desempenho esportivo;

2. Representa um risco real ou potencial para a saúde do Atleta;

3. Viola o espírito esportivo (essa definição é descrita no Código).

Substâncias ou métodos que mascaram o efeito ou a detecção de substâncias proibidas também são proibidos. Além disso, uma substância que não tenha sido aprovada para uso humano também é proibida.

A Lista Proibida é revisada anualmente, em consulta com cientistas e médicos especializados em antidoping, para garantir que ela reflita as atuais evidências médicas e científicas envolvendo as práticas de doping. A Lista Proibida entra em vigor em 1º de janeiro de cada ano e é publicada pela WADA três meses antes de entrar em vigor; no entanto, em circunstâncias excepcionais, uma substância pode ser adicionada à Lista Proibida a qualquer momento.

O tratamento com PRP não é proibido. Apesar da presença de alguns fatores de crescimento, o PRP foi removido da Lista Proibida, uma vez que estudos recentes sobre não demonstraram nenhum aumento de desempenho, além de um potencial efeito terapêutico.

Observe que os fatores de crescimento individuais de qualquer outra fonte permanecem proibidos, na Classe S.2 da Lista Proibida.

A plasmaférese é um tratamento médico em que se utilizam equipamentos para remover alguns elementos do plasma sanguíneo relacionados a algumas doenças. É um método muito semelhante à hemodiálise, realizada em pacientes com problemas graves nos rins. 

A plasmaférese é proibida para quem está doando o sangue, é considerada um método proibido (M1.1). Isto ocorre porque os glóbulos vermelhos do doador (e outros componentes do sangue) são reintroduzidos no seu próprio sistema circulatório após o plasma e outros componentes do sangue terem sido separados fora do corpo da pessoa. 

Para o receptor de plasma, a plasmaférese somente será se o volume de plasma recebido na transfusão for superior a 100ml em um período de 12h. Para tratamentos médicos que necessitem volumes superiores a 100ml a cada 12h, o Atleta receptor do plasma necessitará de uma Autorização de Uso Terapêutico

As infusões ou injeções endovenosas de volume superior a 100ml em 12h é um método proibido (M2.2). 

A terapia a laser intravenosa é um método proibido (M1.3) assim definido por “Qualquer forma de manipulação intravascular do sangue…”

A MHA é conhecida por muitos nomes diferentes, como dimetilamilamina, 1,3-dimetilamilamina, dimetilpentilamina, metilhexamina, metilhexanamina, 1,3-dimetilpentilamina. É proibido em competição, está listada como um estimulante especificado na Classe S6.b da Lista Proibida

A MHA é um estimulante que foi vendido como medicamento até o início dos anos 70, mas não é mais usado para tratamento médico. Porém a MHA ainda é encontrada na formulação de alguns suplementos alimentares vendidos livremente, inclusive pela Internet.

Estudos científicos demonstraram que o óleo de gerânio natural não contém MHA. O uso de óleo de gerânio não pode ser considerado como sendo a fonte de MHA ou metabólitos relacionados em uma Amostra de urina coletada em um Controle de Doping. No entanto, os Atletas devem estar cientes de que a MHA foi comercializado sob vários nomes, incluindo “óleo de gerânio”, portanto, os atletas devem ser extremamente cautelosos com o uso de suplementos que contenham esse “ingrediente”.  

A MHA é um estimulante que foi vendido como medicamento até o início dos anos 70, mas não é mais usado para tratamento médico. Porém a MHA ainda é encontrada na formulação de alguns suplementos alimentares vendidos livremente, inclusive pela Internet.

MHA é proibida em competição, está listada como um estimulante especificado na Classe S6.b da Lista Proibida

O Clembuterol é um agente anabolizante que é proibido em todos os momentos, ou seja, em competição e fora da competição. A tolerância é zero, ou seja não há um limite mínimo sob o qual esta substância não seja proibida.

Atualmente, e com base em opiniões de especialistas, não há nenhum plano para a WADA introduzir um nível de limiar para o clembuterol.

É possível que, em determinadas circunstâncias, a presença de um baixo nível de clembuterol em uma Amostra de Atleta possa ser o resultado da contaminação de alimentos. No entanto, cada caso é diferente e todos os aspectos e contexto do caso precisam ser levados em consideração durante o processo de Gestão de Resultados. De acordo com o Código Mundial Antidoping, o Atleta tem a oportunidade de explicar como uma substância proibida entrou em seu corpo durante a fase de Gestão de Resultados e/ou durante a audiência, no julgamento do caso.

A WADA está trabalhando em estreita colaboração com países específicos, Federações Internacionais e Organizadores de Grandes Eventos para ajudar a minimizar o risco de contaminação da carne. A contaminação de alimentos, do ponto de vista da saúde pública, é uma questão para os governos resolverem.

Deve ficar claro que todas as substâncias da Lista Proibida são proibidas. A subclassificação de substâncias como “Especificadas” ou “Não Especificadas” é importante apenas para avaliação das sanções que serão impostas.

Uma “Substância Especificada” é uma substância que permite, sob condições definidas, aplicar uma maior redução da pena quando um Atleta testa positivo para aquela substância em particular.

A finalidade das subclassificações “Especificada” ou “Não Especificada”, na Lista Proibida, é reconhecer a possibilidade de uma substância entrar no corpo de um Atleta inadvertidamente e, portanto, permitir que os Tribunais tenham mais flexibilidade ao decidir a extensão da sanção.

Substâncias “Especificadas” não são menos eficazes do que substâncias “não especificadas”, no que diz respeito ao potencial dopante. Tampouco livram os Atletas do preceito da Responsabilidade Objetiva, que os tornam responsáveis por todas as substâncias que entram em seu corpo.

O colostro não é especificamente proibido, mas pode conter certas quantidades de IGF-1 e outros fatores de crescimento que são proibidos e podem influenciar o resultado de testes antidoping. Portanto, a WADA não recomenda a ingestão deste produto.

Tradicional na medicina chinesa, e geralmente comercializado na forma de spray, é produzido a partir de chifres de veados ainda jovens. Nesta fase os animais possuem um chifre cartilaginoso recoberto por um couro aveludado.

Estes produtos podem conter IGF-1, que é uma substância proibida e foi incluída na Lista Proibida há muitos anos. Assim como ocorre com o colostro, pequenas quantidades de IGF-1 podem ser encontradas em produtos de origem animal. 

Não há garantia de que o IGF-1, utilizado por via oral, não influencie o nível plasmático do IGF-1 do Atleta, e que não influencie o resultado dos testes antidoping.

A WADA recomenda que os Atletas tenham extrema cautela com este suplemento, pois pode levar a um teste positivo. Os Atletas que usam esses tipos de produtos devem entender o risco.

Além disso, como outros suplementos, esses produtos podem conter substâncias proibidas não divulgadas no rótulo do produto.

Desde 1 de janeiro de 2018, o glicerol foi removido da Lista Proibida. Essa decisão considera as informações publicadas em artigos científicos a partir de 2012 que abordam especificamente a capacidade do glicerol de influenciar o volume plasmático do Atleta e os parâmetros do Passaporte Biológico do Atleta (ABP, sigla em inglês), onde a magnitude dos efeitos derivados do glicerol é considerada mínima. 

A diálise (também conhecida como hemodiálise) é um tratamento médico para pacientes com insuficiência renal. A diálise é um método proibido, Classe  M1.1.

Na hemodiálise o sangue é retirado do paciente, filtrado em uma máquina e depois reintroduzido no sistema circulatório do paciente. 

O Atleta que necessita deste tratamento deve solicitar uma Autorização de Uso Terapêutico (AUT).

A WADA nomeia as substâncias de acordo com a seguinte convenção:

  • Para substâncias que receberam um nome internacional não proprietário (INN), conforme publicado pela Organização Mundial da Saúde, esse nome é usado primeiro.
  • Somente quando o nome comumente usado de uma substância é mais conhecido do que o INN, esse nome aparece entre parênteses.
  • Quando o INN não é conhecido, é utilizada a nomenclatura da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), acompanhada, em alguns casos, pelo nome normalmente utilizado. Como as DCI são geradas, a Lista Proibida evolui com a adição da DCI e, se for considerada benéfica, o nome IUPAC anterior pode ainda ser incluído por um período de tempo.
  • Exemplos comuns de substâncias e métodos são fornecidos em todas as seções, mas esses exemplos não são exaustivos, isto é, são alguns exemplos, existem outras substâncias , que podem ser proibidas na mesma Classe, por apresentarem efeito biológico ou estrutura química semelhante, que não estão listadas. 

O manitol por inalação é permitido, por exemplo, para realizar testes de provocação brônquica na asma.

O manitol só é proibido quando administrado por via intravenosa.

A dorzolamida e brinzolamida (diuréticos da Classe S5, Inibidores da Anidrase Carbônica) quando administrados topicamente no olho, não são proibidos. Essas drogas não têm efeito diurético quando aplicadas topicamente.

Colírios contendo beta-bloqueadores são proibidos em determinados esportes, Classe P1 da Lista Proibida, porque a administração oftálmica de beta-bloqueadores resulta em concentrações sistêmicas dessas drogas, similares às concentrações observadas quando a medicação é tomada por via oral.

As infusões ou injeções intravenosas não são proibidas se forem legitimamente recebidas no decorrer de um tratamento hospitalar, procedimento cirúrgico ou investigação clínica (realização de exames), ou se não excederem 100 ml por período de 12 horas. 

As  infusões ou injeções intravenosas de volumes superiores a 100ml à cada 12 horas, requerem uma Autorização de Uso Terapêutico.

O método proibido na Classe M2.2 é a hemodiluição, a hidratação excessiva e a administração de substâncias proibidas por meio de infusão intravenosa. Uma infusão intravenosa é definida como a administração de fluidos através de uma veia usando uma agulha ou dispositivo similar.


A utilização de infusões intravenosas durante um procedimento médico não requer uma Autorização de Uso Terapêutico, quando realizada em determinados ambientes (tratamento hospitalar, procedimentos cirúrgicos ou investigações clínicas). Em situações de emergência, como traumatismo fechado ou hemorragias, desidratação grave, vômito intratável, entre outros,  o Atleta deverá receber o tratamento adequado e posteriormente solicitar uma Autorização de Uso Terapêutico , em caráter retroativo, assim que possível. 

As injeções com uma seringa simples não são proibidas como método se a substância injetada não for proibida e se o volume não exceder 100 ml a cada 12 horas.

A pseudoefedrina é um estimulante "especificado", proibido em competição, em concentração urinária acima de 150 µg/ml. Este limite foi estabelecido, baseando-se nos resultados de estudos de excreção controlada, e na literatura científica, que indica que apenas altas doses de pseudoefedrina melhoram o desempenho esportivo.

A pseudoefedrina é frequentemente encontrada em associações de medicamentos para tratamento de gripes e resfriados. Atletas e Pessoal de Apoio a Ateltas devem ficar atentos ao seguinte:

  • Os Atletas devem interromper o uso de medicamentos contendo Pseudoefedrina pelo menos 24 horas antes da competição. Para o uso terapêutico durante o período em competição , solicite uma Autorização de Uso Terapêutico, antes de utilizar a substância. Peça sempre a seu médico que considere outros tratamentos, antes de prescrever uma substância proibida.
  • O limite de concentração urinária de 150 µg/ml, pode ser alcançado (raramente, mas possível) em alguns indivíduos, dentro de 6 a 20 horas após a ingestão de algumas formulações terapêuticas de ação prolongada, contendo pseudoefedrina. 

O limite de concentração urinária de 150 µg/ml foi estabelecido com base na ingestão de doses terapêuticas de pseudoefedrina, definida como uma dose máxima diária de 240 mg de pseudoefedrina, tomada como:

  • 1 comprimido de 60mg (cápsula, ou equivalente em líquido) de liberação imediata  (ou 2 x 30 mg), quatro vezes ao dia;
  • 1 comprimido de 120mg, de liberação prolongada, duas vezes ao dia; 
  • 1 comprimido de 240mg, de liberação prolongada, uma vez ao dia.
Portanto, uma dose única diária de três comprimidos de 60 mg (liberação imediata) seria uma dose supraterapêutica, e pode levar a um Resultado Analítico Adverso e ser considerada doping.

O fato de uma substância não estar na Lista Proibida não significa que ela não seja proibida, pois a maioria das categorias inclui apenas alguns exemplos comuns e não é exaustiva.

Além disso, a Classe S0 (Substâncias não aprovadas) inclui substâncias usadas para doping que não estão incluídas em outras seções da Lista Proibida que não são aprovadas por nenhuma autoridade sanitária reguladora governamental para uso terapêutico humano. Isso inclui drogas em desenvolvimento pré-clínico ou clínico, drogas descontinuadas, drogas projetadas, ou drogas veterinárias. Uma droga projetada é definida como um análogo sintético de uma droga legalmente restrita ou proibida, concebida para contornar as leis sobre drogas. 

A maioria das substâncias proibidas se enquadra em uma das Classes de S1 a S9. Portanto, apenas em raras ocasiões, uma substância é incluída na Classe S0 , após uma avaliação caso a caso.

A cateterização da uretra pode ser necessária para fins médicos. Só é proibido se usado para adulterar ou tentar adulterar a integridade de uma Amostra ou da coleta da Amostra.

Para os beta-2-agonistas, utilizando qualquer dispositivo (inalador), a quantidade de droga pode ser expressa de duas maneiras:


1. Dose Medida - a quantidade de substância medicamentosa contida no dispositivo de entrega (inalador)          

2. Dose administrada - a quantidade de droga que está disponível para os pulmões; entregue a partir do bocal do dispositivo de inalação.  

A Lista Proibida refere-se à  dose administrada para formoterol e a dose medida para salbutamol e salmeterol, desta forma refletindo as práticas de rotulagem mais comuns em todo o mundo.

A convenção de rotulagem dos inaladores de asma pode variar entre os países - para determinar a dose administrada de um produto em um determinado país, é necessário ler a literatura médica e o rótulo do dispositivo de inalação que você está usando. 

Note que existem muitos tipos diferentes de inaladores; Um inalador de dose medida (MDI), ou seja, um “puffer” é um tipo. Outros dispositivos de entrega incluem, mas não estão limitados a: Diskus, Turbuhalers, Ellipta, Aerolizer, Genuair. Informe-se com seu médico. 

Nebulizadores não são proibidos como dispositivo; no entanto, a quantidade de agonistas beta-2 administrados por nebulização pode ultrapassar as doses máximas permitidas de salbutamol, salmeterol ou formoterol por inalação; portanto, a dose pode ser proibida.

A vitamina B12 não é proibida porque o cobalto presente em sua estrutura química, não tem os mesmos efeitos que os sais de cobalto ou cobalto elementar. Além disso, a quantidade de cobalto que está naturalmente contida nos alimentos não é significativa e não seria suficiente para agir como um agente de doping. No entanto, se um suplemento dietético incluir cobalto, por exemplo cobalto inorgânico ou sais de cobalto, então seria considerado proibido.

Câmaras hipóxicas induzem artificialmente condições hipóxicas. Seu uso não é proibido pela WADA, no entanto, algumas autoridades esportivas proíbem o uso de câmaras hipóxicas durante as competições sob as regras esportivas da modalidade. Os atletas devem verificar as regras que se aplicam às câmaras hipóxicas com as autoridades esportivas que regem os eventos nos quais competem.

A higenamina é substância proibida, listada na Classe S3 , como beta-2-agonista não seletivo. A Higenamina é documentada como sendo um constituinte da planta Tinospora crispa, que pode ser encontrada em alguns suplementos alimentares.

O oxigênio suplementar administrado por inalação é permitido. No entanto, algumas autoridades esportivas podem proibir seu uso em seus regulamentos. Os atletas devem verificar as regras que se aplicam ao uso suplementar de oxigênio com as autoridades esportivas que regem os eventos em que competem.

O consumo regular de alimentos não contém feniletilamina em quantidade suficiente para causar um Resultado Analítico Adverso em um Controle de Doping.

Células-tronco não transformadas usadas isoladamente (sem adição de fator de crescimento ou outros hormônios) não são proibidas, desde que recuperem o local de lesão e não o melhorem.

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