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Linha do tempo

  • Anos 10

    A fundação (1914 - 1915)

    Em 30 de abril de 1914, Raul do Rio Branco enviou uma carta circular a inúmeros dirigentes esportivos brasileiros em que relatava formalmente o ocorrido. Como resultado, no dia 8 de junho do mesmo ano, os dirigentes de destaque do Rio de Janeiro se reuniram na sede da Federação Brasileira das Sociedades de Remo e, em assembleia, criaram o Comitê Olímpico do Brasil, chamado de Comitê Olímpico Nacional (CON). Na mesma ocasião, nasceu a Federação Brasileira de Sports (FBS), que dois anos depois passou a se chamar Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

    Vale lembrar que naquela época o COI não exigia a criação de um Comitê Nacional para que os atletas fossem autorizados a participar dos Jogos Olímpicos. De fato, poucos países tinham esse tipo de representação e o Brasil foi um dos primeiros da América a fundar a sua. A concepção simultânea das duas entidades evidenciava o sentido complementar de suas funções: centralizar e coordenar os esportes em âmbito nacional e representar o Brasil no cenário esportivo internacional (não somente para os Jogos Olímpicos, mas para as competições do calendário das federações internacionais). Ficou claro, portanto, que a iniciativa acelerou o movimento de organização do esporte no país.

    Fé no potencial brasileiro (1913)

    Raul Paranhos do Rio Branco, filho do barão do Rio Branco e embaixador do Brasil em Berna, Suíça, recebeu convite do barão Pierre de Coubertin para integrar o Comitê Olímpico Internacional (COI) em 1913. Mais do que uma gentileza, o gesto significava uma declaração de fé no potencial esportivo da nação brasileira e dava início à história do país no Movimento Olímpico Internacional. O convite fez do embaixador o primeiro delegado do COI para o Brasil e provocou, nesse mesmo ano, uma campanha pública pela formação de um Comitê Olímpico do Brasil.

  • Anos 20

    Primeira participação Olímpica (1920)

    Em janeiro de 1920, atendendo ao convite do Comitê Olímpico Internacional (COI), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) deveria organizar a ida da delegação brasileira aos Jogos Olímpicos Antuérpia 1920, a serem realizados em julho. O desafio maior era angariar recursos financeiros, o que acabou sendo feito junto com a Confederação Brasileira de Desportos (CBD). O senador Fernando Mendes de Almeida, presidente do Comitê desde a sua fundação, solicitou à entidade, comandada pelo major Ariovisto de Almeida Rego, a indicação de atletas que atuavam em Ligas e Clubes filiados.

    Após algumas reuniões, a missão foi formada por 24 integrantes, sendo 21 atletas nas equipes de natação, polo aquático, saltos ornamentais, remo e tiro. Essa última voltou com três medalhas: um ouro, uma prata e um bronze. Em 1922, o COI aprovou a realização dos Jogos Latino-americanos no Rio de Janeiro, competição que fez parte das comemorações do Centenário da Independência do Brasil. No ano seguinte, outros dois representantes do país, Arnaldo Guinle e José Ferreira Santos, foram eleitos delegados da organização criada pelo Barão de Coubertin.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Antuérpia 1920.

    Apoio inesperado (1924)

    Nesta época, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) tinha suas funções incorporadas à Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Havia, inclusive, membros que faziam parte das duas instituições. Em 1924, a função de organizar a participação brasileira nos Jogos de Paris ficou a cargo da CBD: sua responsabilidade era escolher os atletas indicados pelas federações, inscrevê-los junto ao Comitê Organizador e captar recursos. A verba para enviar a delegação à França, no entanto, surgiu de uma iniciativa do presidente da Federação Paulista de Atletismo, Antônio Prado Júnior. Ao lado de José Ferreira Santos e Arnaldo Guinle, o presidente não aceitou a justificativa de corte da equipe de atletismo feita pela Confederação, que contava com um montante prometido pelo governo federal. A um mês do encerramento do prazo de inscrições, Prado Júnior e Ferreira Santos lideraram uma campanha pública para arrecadar fundos anunciada no Estado de S. Paulo, que começou com uma doação do próprio jornal. Às vésperas do embarque, os recursos prometidos pelo governo foram cancelados, mas a bem sucedida campanha garantiu 12 atletas brasileiros em Paris: três remadores, um atirador e oito homens para as provas de atletismo.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Paris 1924.

    Períodos opostos (1928 - 1932)

    O Brasil não enviou equipe aos Jogos Olímpicos Amsterdã 1928 por ter encontrado problemas com obtenção de recursos. No dia 20 de março desse mesmo ano, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) enviou nota à imprensa confirmando a desistência. Quatro anos depois, uma delegação formada por 82 atletas (81 homens e uma mulher) foi enviada aos Jogos de Los Angeles, sendo que somente 67 desembarcaram - os que tinham chances reais de medalha. Uma exceção foi aberta por cavalheirismo à nadadora Maria Lenk. Aos 17 anos, ela foi a primeira sul-americana a participar de uma competição olímpica. Sob responsabilidade da CBD, a missão viajou durante um mês a bordo do navio Itaquicê, disfarçado de barco de guerra para não pagar pedágio no Canal do Panamá e com os porões cheios de sacas de café, que deveriam ser vendidas pelos próprios atletas para cobrir os gastos.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1932.

  • Anos 30

    A retomada (1935)

    Em maio de 1935, por iniciativa dos ministros Raul Paranhos do Rio Branco, Arnaldo Guinle e José Ferreira Santos, o COB se reorganizou. Eles eram os membros brasileiros no COI, que, por sua vez, manifestou apoio ao país através do Conde Henri de Baillet-Latour, então presidente da organização. Para enviar a delegação nacional aos Jogos Olímpicos Berlim 1936, no entanto, houve impasse entre o Comitê e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD). No final, as entidades chegaram a um acordo e 94 atletas foram inscritos e competiram pelo COB. Sylvio de Magalhães Padilha, que presidiria o COB por mais de duas décadas, conseguiu um honroso quinto lugar nos 400 metros com barreiras. A partir daí, a organização tornou-se representante oficial do país junto ao COI, aos Comitês Olímpicos Nacionais e às Federações Internacionais Esportivas.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Berlim 1936.

  • Anos 40

    Mais organização e medalha inédita (1937 - 1948)

    Após o cancelamento das edições de 1940 e 1944 devido à Segunda Guerra Mundial , os Jogos Olímpicos finalmente voltaram a ser realizados, desta vez em Londres, em 1948. Antes, o Brasil progrediu internamente: em 1937, surgiu a divisão de Educação Física ligada ao Ministério da Educação e Saúde. A partir dos anos 1940, as relações do COB com o Movimento Olímpico Internacional tornaram-se mais organizadas. Em 1941, o apoio oficial ao esporte concretizou-se na criação do Conselho Nacional de Desportos (CND). Para Londres 1948, o COB enviou uma delegação, chefiada por Edgard do Amaral, com 120 pessoas, das quais 81 eram atletas. A missão, que viajou de avião pela primeira vez, contava com nutricionista, cozinheiro, veterinário e cinco cavalariços. Na Inglaterra, o Brasil conquistou a primeira medalha em esportes coletivos: o bronze no basquete masculino.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Londres 1948.

  • Anos 50

    Perspectivas e Adhemar de ouro (1950 - 1952)

    Em 1950, José Ferreira Santos substituiu Arnaldo Guinle na presidência do COB, que vivia um momento de novas perspectivas e projetos. No mesmo ano, já se iniciava a preparação para os primeiros Jogos Pan-americanos Buenos Aires 1951. Isso significava a ampliação do espaço da América Latina no esporte amador internacional e o aumento das possibilidades de ação do COB, que tinha uma atuação cada vez mais regular e abrangente. Ainda em 1950, o Boletim Mensal passou a ser publicado, mesmo que em fase embrionária, com o objetivo de divulgar tudo o que se referia ao Olimpismo, com distribuição gratuita entre entidades esportivas, imprensa e interessados. Nos Jogos Olímpicos Helsinque 1952, quando a missão foi comandada pelo major Sylvio de Magalhães Padilha, o Brasil chegou à Finlândia com 108 atletas e voltou a conquistar uma medalha de ouro. Adhemar Ferreira da Silva, no salto triplo, foi o autor da façanha. E que façanha! Além do primeiro lugar, o brasileiro estabeleceu um novo recorde mundial.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Helsinque 1952.

    Soluções e Adhemar mais uma vez (1953 - 1956)

    Após novos episódios que envolveram o governo para liberação de verba, o ano de 1953 marcou o início dos trabalhos para viabilizar a participação nos Jogos Olímpicos Melbourne 1956. Iniciou-se, então, a discussão sobre a criação de um Concurso de Prognósticos Esportivos, com parte da renda direcionada para o esporte Olímpico. Em 1955, os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) foram a solução encontrada para transportar a delegação brasileira para os Jogos Pan-americanos do México. Ainda nesse ano, houve um movimento didático de organização do esporte nacional e, a partir de uma reforma nos Estatutos do COB, três comissões permanentes nasceram: a Técnica, a de Auxílio do Governo e a de Auxílio de Entidades Privadas e Particulares. Nesse momento, o Comitê passou a promover a coordenação do calendário esportivo junto com as Confederações. Apesar dos esforços e das mudanças, o país levou somente 48 atletas para a Austrália - sua menor delegação desde os Jogos Olímpicos Paris 1924. Na competição, Adhemar Ferreira da Silva fez história ao vencer novamente no salto triplo e tornar-se o primeiro brasileiro a ganhar duas medalhas de ouro consecutivas na mesma prova.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Melbourne 1956.

  • Anos 60

    Credibilidade e concurso (1957 - 1960)

    Em 1957, a cidade americana de Cleveland estava a ponto de desistir de sediar os Jogos Pan-americanos e o Brasil apresentou sua candidatura à Organização Desportiva Pan-americana (ODEPA) tendo o Rio de Janeiro como sede. Uma iniciativa que refletia o momento de grande visibilidade vivido pelo país. São Paulo também pretendia se candidatar, mas Chicago foi escolhida para receber a competição. No episódio do Concurso de Prognósticos, já em 1960, o então presidente do CND e conselheiro do COB, Geraldo Starling, indicou o Comitê para virar a entidade organizadora “por ser o único órgão em condições privilegiadas para assumir a responsabilidade de dirigi-lo”. A afirmação indicava que, naquele momento, a credibilidade do COB junto ao governo brasileiro era ampliada e fortalecida. A delegação verde-amarela foi para os Jogos Olímpicos Roma 1960 com 81 atletas e ganhou duas medalhas de bronze: uma no basquete masculino, outra na natação (100m).

    Jogos Pan-americanos em São Paulo (1960 - 1963)

    Logo após os Jogos Olímpicos Roma 1960, o Concurso de Prognósticos voltou à tona e um plano de aplicação das verbas foi elaborado. Metade dos recursos seria para auxílio permanente, a outra metade para o desenvolvimento dos esportes. Em 1963, São Paulo recebeu os Jogos Pan-americanos, organizados pelo COB, junto com os governos municipal e estadual. O sucesso foi grande e fortaleceu os laços da entidade brasileira com o COI e com as federações internacionais, inaugurando uma nova etapa de estruturação. Como marca desse momento, destaca-se a aquisição da primeira sede própria: duas salas no edifício Avenida Central, no Rio de Janeiro. Em 1963, o major Sylvio de Magalhães Padilha tornou-se presidente do COB, cargo que ocupou até 1990. No mesmo ano, João Havelange foi eleito delegado do COI.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Roma 1960.

    Intercâmbio e novos esforços (1964)

    Depois dos Jogos Pan-americanos São Paulo 1963, as atenções se concentraram na preparação para os Jogos Olímpicos Tóquio 1964. Na mesma época, uma nova prática foi adotada: o intercâmbio de técnicos. Estrangeiros chegavam ao país para treinar equipes ou ministrar cursos e os brasileiros faziam o mesmo no exterior. Convênios com potências esportivas da época, como Alemanha, Estados Unidos e Japão, foram assinados. Em 1964, o embarque para o Japão contou com 69 atletas, que voltaram com uma medalha: o bronze da equipe masculina de basquete. Carlos Arthur Nuzman, atual presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), integrava a equipe de vôlei. Aliás, a entrada da modalidade no programa Olímpico foi uma das novidades daqueles Jogos. Aída dos Santos, aos 19 anos, era a única mulher de toda a delegação. Neste ano, foi a vez de Sylvio de Magalhães Padilha ser eleito delegado do COI.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Tóquio 1964.

    Organização e suor nas alturas (1966 - 1968)

    Nesse período, o esforço de organização e integração do esporte nacional era visível: reuniões regulares do COB eram realizadas com as Confederações para coordenar os calendários de competições e programas de treinamento visando aos Jogos Olímpicos e Pan-americanos. A preparação para os Jogos Pan-americanos Winnipeg 1967 começou um ano antes, com supervisão das entidades citadas, responsáveis por treinamento e acompanhamento médico. Ao final do evento no Canadá, o país ficou em terceiro lugar no quadro geral. Para os Jogos Olímpicos Cidade do México 1968, a equipe brasileira chegou aos 2.240 metros de altitude com 84 atletas para disputar 13 modalidades. Na volta, três medalhas: uma prata no salto triplo, um bronze no boxe, outro na vela. O ex-atleta Sylvio de Magalhães Padilha viajou ao México como presidente do COB e chefe da delegação depois de quatro edições de Jogos Olímpicos consecutivas como chefe de missão. Após a competição, a possibilidade de se criar um concurso esportivo que garantisse renda permanente voltou a ser discutida.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Cidade do México 1968.

  • Anos 70

    Conquistas e superação (1970 - 1972)

    Os anos 1970 foram uma fase de grandes conquistas. Mais organização, mais apoio financeiro, mais espaço para a prática esportiva. No COB, os trabalhos visando aos Jogos Pan-americanos começavam com dois anos de antecedência, logo depois do encerramento dos Jogos Olímpicos. Na delegação para os Jogos Pan-americanos Cáli 1971, na Colômbia, 158 atletas disputaram 15 modalidades (a maior equipe enviada ao exterior até então). Nesse período, o planejamento esportivo do COB passava a ser quadrienal e não mais anual ou bienal. O Troféu Comitê Olímpico do Brasil foi elaborado como forma de estimular a prática de esportes em todas as regiões e descobrir novos talentos. A estabilidade e o aprofundamento das atividades criaram condições de comprar mais duas salas, que passaram a ser utilizadas em agosto de 1972, quando começaram os Jogos Olímpicos de Munique. Essa edição ficou marcada pela ação terrorista do grupo palestino “Setembro Negro”, que matou 11 integrantes da delegação de Israel. Em um exemplo de amor à paz e superação das diferenças, a competição teve sequência em harmonia. O Brasil levou 89 atletas para a Alemanha e voltou com duas medalhas de bronze: uma no salto triplo, outra no judô.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Munique 1972.

    Experiência e preparação (1973 - 1976)

    Em meados da década de 1970, diversos campeonatos, alguns deles mundiais, passaram a ser realizados no Brasil, o que deu experiência às Confederações em organização de eventos internacionais. Outra preocupação era com a formação de árbitros para evitar gastos com “importação”. Começava a funcionar, também, o programa Solidariedade Olímpica, uma iniciativa do COI que oferecia – e oferece até hoje – cursos e seminários para atletas e técnicos de nações integrantes do Movimento Olímpico. O objetivo é promover um aperfeiçoamento generalizado capaz de diminuir as diferenças de rendimento esportivo entre os países. Nas instruções preparatórias para os Jogos Olímpicos Montreal 1976, os resultados dos Jogos Pan-americanos Cidade do México 1975 serviram de base. Os atletas pré-selecionados foram listados, mas houve oportunidade para que outros alcançassem os índices baseados nos últimos Jogos. Enquanto isso, o COB providenciava passaportes, exames clínicos e odontológicos, análises laboratoriais e de ergometria. Para a competição no Canadá, o Brasil levou uma delegação com 93 atletas.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Montreal 1976.

  • Anos 80

    Evolução e aperfeiçoamento (1977 - 1980)

    No final da década de 1970, o COB procurava modificar a legislação que determinava que a receita líquida de testes (tipos diferentes) da Loteria Esportiva – no ano da realização dos Jogos Olímpicos e Pan-americanos – seria repassada ao Comitê para a organização e treinamento da delegação. A verba geralmente chegava em uma data muito próxima da competição, o que atrapalhava o planejamento. Por isso, solicitava-se que o montante fosse repassado no ano anterior. Foi exatamente o que ocorreu durante a preparação para os Jogos Olímpicos Moscou 1980, quando praticamente todos os esportes participaram de eventos internacionais de alto nível, em busca de aperfeiçoamento. O objetivo era alcançar os índices propostos pelo COB ou pelas Federações Internacionais. Na União Soviética, apesar do boicote dos Estados Unidos e dos países que seguiram o exemplo, os Jogos tiveram continuidade. Comandada por André Gustavo Richer, atual vice-presidente do COB, a delegação brasileira chegou a Moscou com 109 atletas, que conquistaram duas medalhas de ouro (na vela) e duas de bronze (uma no salto triplo, outra na natação).

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Moscou 1980.

    Intercâmbios, recursos e celebrações (1981 - 1984)

    Nos anos 1980, intensificou-se a realização de cursos e seminários com técnicos estrangeiros no Brasil, trazidos pela Solidariedade Olímpica ou com recursos do COB e do Conselho Nacional de Desportos (CND). Inicialmente, aconteciam mais no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas logo se espalharam por todo o Brasil. A reforma dos Estatutos do COB, em adaptação às mudanças na legislação do COI, obrigava a presença de representantes de todas as Confederações no Conselho do Comitê, o que aumentava seu tamanho e representatividade. O Boletim Mensal do COB, que começou a ser publicado no final de 1981 e teve importante papel de comunicação, continha notícias de todas as Confederações, listagens de eventos e solicitações de apoio. Na época, a presidência da República recebeu uma solicitação para modificar a legislação que regulava a distribuição da renda da Loteria Esportiva. Em 1982, foi assinado um decreto-lei sobre o tema, concedendo o valor líquido de um teste (um tipo de Loteria) mesmo nos anos em que não houvesse Jogos. Ainda em 1982, uma tradição foi criada: a celebração no Brasil do Dia Olímpico (23 de junho), que teve almoço comemorativo e entrega de prêmios do Troféu Comitê Olímpico do Brasil. O trabalho se tornava cada vez mais intenso, o apoio da imprensa era mais destacado e diversas iniciativas relacionadas à busca de recursos estavam em pauta. Nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1984, a missão brasileira contou com 151 atletas e conquistou oito medalhas.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1984.

    Mais trabalho e importância (1985 - 1988)

    No final dos anos 1980, as 19 Confederações afiliadas e as 12 vinculadas (esportes não-Olímpicos) representavam mais de 400 federações, em todos os estados, que viam o COB como referência na organização do esporte nacional. A enorme quantidade de documentos, relatórios e ofícios recebidos e enviados por entidades do país e do exterior demonstrava a ampla inserção e importância central do Comitê dentro do cenário esportivo brasileiro. Em 1987, a questão do profissionalismo mostrava-se crítica em todo o mundo e a Carta Olímpica estava em processo de revisão. A questão crucial era a nova visão sobre o amadorismo, principalmente por causa do futebol: alguns países - onde não havia profissionalismo - competiam com suas seleções principais. Para equilibrar a disputa, o COI estudava a possibilidade de limitação de idade. Para os Jogos Olímpicos Seul 1988, a delegação brasileira viajou com 170 atletas e voltou com seis medalhas: judô (ouro), atletismo (prata e bronze), futebol (prata) e iatismo (dois bronzes).

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Seul 1988.

  • Anos 90

    Transformação e conquistas (1990 - 1994)

    Em 1990, André Gustavo Richer assumiu a presidência do COB, com Carlos Arthur Nuzman como vice. Nos Jogos Olímpicos Barcelona 1992, a delegação contou com 197 atletas e voltou com três medalhas: dois ouros (um no vôlei - o primeiro em esportes coletivos -, outro no judô) e uma prata (na natação). Nessa época, com a entrada de novos grupos investidores no mercado, os patrocínios passaram a ser uma possibilidade ainda maior. O objetivo, portanto, era buscar uma maneira de multiplicar e tornar permanente a participação de empresários que haviam percebido a importância de associar suas marcas à imagem de esportes e atletas. O papel da mídia, responsável pelo retorno de visibilidade aos patrocinadores, era considerado primordial. Por isso, em 1994, Nuzman participou do congresso comemorativo do centenário do COI, em Paris, onde discursou sobre “A importância do desporto para os meios de comunicação”.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Barcelona 1992.

    Novos rumos (1995 - 1997)

    Em 1995, Carlos Arthur Nuzman foi nomeado presidente do COB, com André Gustavo Richer na vice-presidência. Desde então, houve uma reformulação no planejamento da participação brasileira em competições internacionais. No mesmo ano, o Comitê organizou o primeiro Festival Olímpico, que visava dar apoio às etapas de treinamento para os Jogos Olímpicos Atlanta 1996. Nas duas versões do evento – uma no Rio, outra em São Paulo –, quase dois mil atletas de 24 países competiram em 14 modalidades e disputaram 472 medalhas em 19 dias. Em Atlanta 1996, o Brasil conquistou 15 medalhas (três de ouro, três de prata e nove de bronze). Entre elas, estavam as primeiras femininas, que vieram das duas modalidades do vôlei (praia e quadra) e do basquete. A delegação contou com 225 atletas para competir em nove modalidades.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Atlanta 1996.

  • Anos 2000

    Novos incrementos (1998 - 2000)

    Em 1998, o COB realizou a IV Feira Olímpica Mundial, que motivou a criação de uma área específica para divulgar a cultura esportiva do país: a Memória Olímpica. Em 1999, o COB promoveu o Prêmio Brasil Olímpico pela primeira vez, uma iniciativa para garantir ao esporte e aos ídolos o reconhecimento junto à sociedade, além de repercussão na mídia. Nos Jogos Pan-americanos  Winninpeg 1999, a delegação nacional conquistou o 4º lugar geral e o recorde de 101 medalhas (25 de ouro, 32 de prata e 44 de bronze). Ainda em 1999, a III Conferência Mundial do Esporte e Meio Ambiente chegou ao Rio de Janeiro. Sediado pela primeira vez em um país da América do Sul, o evento foi promovido pelo COI e teve o propósito de discutir as diretrizes para a implantação da Agenda 21 do Movimento Olímpico. No ano seguinte, outro acontecimento inédito no continente: a ACNO 2000 – XII Assembleia Geral dos Comitês Nacionais Olímpicos -, o maior evento Olímpico depois dos Jogos. Em Sidney 2000, o Brasil competiu com 205 atletas e conquistou seis pratas e seis bronzes. As mulheres voltaram a ganhar medalhas nas duas modalidades do vôlei (praia e quadra) e no basquete.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Sidney 2000.

    Divisor de águas (2001 - 2004)

    Nesse período, o Comitê Olímpico do Brasil conciliou funções tradicionais, como preparação da delegação para competições internacionais, com promoção de eventos e elaboração de projetos esportivos. Desde 2001, o esporte Olímpico brasileiro conta com os recursos da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do país ao COB (85%) e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (15%). Uma conquista que foi fruto de um trabalho árduo do COB. Em 2002, um desafio inesperado: organizar os VII Jogos Sul-americanos, que estavam programados para acontecer na Argentina e, depois, na Colômbia. Os dois países tiveram problemas e o Comitê Olímpico do Brasil se ofereceu para realizar a competição, que foi preparada em apenas três meses e recebida com êxito em quatro cidades, onde 1.917 atletas representaram 14 países. No mesmo ano, uma enorme conquista: a eleição para receber no Rio de Janeiro os Jogos Pan-americanos, evento que reúne países de todas as Américas a cada quatro anos. Em 2003, o Brasil levou para Santo Domingo, na República Dominicana, sua maior delegação a uma edição de Jogos Pan-americanos. Foram 467 atletas que ganharam 123 medalhas (29 de ouro, 40 de prata e 54 de bronze). No ano seguinte, a passagem da Tocha Olímpica dos Jogos Olímpicos Atenas 2004 pelo Rio de Janeiro atraiu cerca de 1,4 milhão de pessoas em um percurso de 49 km. Na Grécia, o Brasil conquistou o melhor resultado da história: cinco medalhas de ouro, duas de prata e três de bronze, e ficou em 16º lugar. Pela primeira vez, o país ficou entre os 20 primeiros do quadro geral de medalhas.

    Leia mais sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos Atenas 2004.

    Desenvolvimento estudantil (2005 - 2006)

    Em 2005, o COB criou as Olimpíadas Escolares, que passou a se chamar Jogos Escolares da Juventude, em parceria com o Ministério do Esporte. A competição tem o objetivo de promover a inclusão social a partir do esporte, complementar a educação pedagógica nas escolas da rede pública e privada de todo o país, além de detectar novos talentos para o esporte brasileiro.

    No mesmo ano, COB, Ministério do Esporte e Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) inauguraram uma nova era para o esporte universitário no país com as Olimpíadas Universitárias. Em 2013, após dois ciclos de quatro anos, a CBDU assumiu integralmente a responsabilidade pela organização do evento, que passou se chamar JUBs, e o COB encerrou sua participação.

    A melhor edição de Jogos Pan-americanos da história (2007 - 2008)

    Os Jogos Pan-americanos Rio 2007 receberam 5.633 atletas de 42 países que disputaram 47 modalidades. Na competição, o Brasil estabeleceu o recorde de 161 medalhas, com 54 ouros, 40 pratas e 67 bronzes, e ficou em 3º lugar no quadro geral.

    A partir de sua premissa principal, a de oferecer aos atletas condições de competição em Nível Olímpico, o evento estabeleceu novos horizontes e firmou pontos de referência. O Rio 2007 é um divisor de águas, pelo conjunto de inovações e serviços, divulgação, estrutura e projeção que assegurou aos atletas. Os Jogos Rio 2007 colocaram o esporte das Américas em um novo patamar e consagraram um novo formato para a tradicional competição continental.

    O Rio também recebeu elogios por organizar os Jogos Parapan-americanos pela primeira vez na mesma cidade, nas mesmas instalações e na sequência do evento. No total do Parapan, foram 1.115 atletas, 25 delegações, dez esportes disputados e o Brasil ficou em primeiro em número de medalhas. Em setembro do mesmo ano, o COB apresentou a postulação da cidade do Rio de Janeiro a ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Em junho, passou à fase final do processo, como cidade candidata.

    No ano seguinte, o esporte brasileiro começou os Jogos Olímpicos Pequim 2008 com dois recordes: o número de participantes (277) e o de modalidades (32). Durante a competição, o Time Brasil manteve a evolução qualitativa alcançada nos anos anteriores e conquistou três medalhas de ouro “inéditas” (individual feminino, coletivo feminino e natação), além de quatro de prata e oito de bronze, com participação recorde em 38 finais.

    Os Jogos Olímpicos são do Brasil (2009 - 2010)

    O Rio de Janeiro foi escolhido sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 na 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Copenhague, na Dinamarca, no dia 2 de outubro de 2009. O Rio venceu a rodada final de votação por 66 votos contra 32 da outra finalista, Madri. As outras concorrentes eram Chicago, que saiu na primeira rodada, e Tóquio. A decisão do COI significou a abertura de uma nova e promissora fronteira para inspirar 65 milhões de jovens com menos de 18 anos no Brasil e 180 milhões em toda a América do Sul.

    Em 2010, a criação do Time Rio, projeto em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro que investiu em suporte para atletas, com estrutura altamente profissional. Paralelamente, foi inaugurado o Centro de Treinamento de Taekwondo, primeira etapa de um projeto maior, o Centro de Treinamento Time Brasil.

    Neste ano, o COB enviou atletas para três importantes eventos do calendário mundial: os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, em Cingapura, e os Jogos Sul-americanos, disputados em Medellín, na Colômbia. Em Cingapura, o Brasil competiu com 81 atletas, conquistou sete medalhas (três de ouro, três de prata e uma de bronze) e participou de 33 finais olímpicas, sendo 15 masculinas e 18 femininas, em 14 modalidades.

  • Anos 2010

    Rumo aos Jogos Rio 2016 (2011)

    O ano marcou a atualização do plano estratégico do COB para colocar e manter o Brasil entre as potências olímpicas, com metas ambiciosas para 2016. Paralelamente, em iniciativa inédita em Comitês Olímpicos Nacionais, modelos de sucesso adotados em empresas privadas foram adaptados para dar sustentabilidade ao projeto e nortear a organização, estabelecendo parâmetros, atribuições e métricas.

    Ações voltadas para o desenvolvimento da base de trabalho para 2016 também merecem destaque, como a contratação de consultores especializados em alto rendimento; a consolidação do Time Rio; a implantação do Instituto Olímpico Brasileiro, que trabalha com capacitação profissional; a criação da Gerência de Projetos Especiais e a ampliação do Centro de Treinamento Time Brasil, um marco para o desenvolvimento do esporte de alto rendimento no País.

    Em outubro, o Brasil levou 515 atletas para disputar os Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011, classificou 24 atletas para os Jogos Olímpicos Londres 2012 e conquistou 141 medalhas, consolidando o Brasil em segundo lugar no quadro geral de medalhas – melhor resultado de uma delegação brasileira em Jogos Pan-americanos.

    Ano olímpico (2012)

    Os resultados conquistados pelo Time Brasil em Londres 2012 refletiram o intenso trabalho realizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) no último ciclo olímpico, cujo foco principal foi oferecer as melhores condições possíveis de preparação e treinamento aos atletas brasileiros. Em Londres, o Brasil conquistou 17 medalhas (três de ouro, cinco de prata e nove de bronze) e terminou na 14ª colocação pelo número de medalhas no total, ao lado da Hungria e Espanha. Foi o maior número de pódios do país numa mesma edição dos Jogos, superando a marca de 15, em Atlanta 1996 e em Pequim 2008; uma amostra da evolução do esporte olímpico brasileiro.

    A estrutura montada pelo COB em Londres demonstrou o nível de qualidade de serviços oferecido aos atletas e equipes, equiparando o Brasil às grandes potências do esporte mundial. O Centro de Treinamento Crystal Palace, exclusivo para o Time Brasil, a aplicação das ciências do esporte e toda a infraestrutura de altíssimo nível oferecida aos atletas foi uma prévia do que realizaremos para os Jogos Rio 2016.

    Mais importante do que uma simples análise do desempenho esportivo, porém, é saber que em Londres foram dados passos fundamentais em direção às metas estabelecidas pelo Plano Estratégico do COB. Dentro do objetivo de tornar o Brasil uma das dez maiores potências olímpicas em 2016 e mantê-lo nesse patamar pelos Jogos seguintes, algumas ações foram realizadas já nos Jogos de 2012, dentro e fora dos locais de competição. Entre elas, diversos serviços oferecidos aos competidores brasileiros para melhor auxiliar na sua preparação, como a base exclusiva de treinamento no Crystal Palace, análises de vídeos dos atletas e de seus adversários, aplicação das ciências do esporte e serviços de aclimatação.

    Em Londres 2012, o Comitê Olímpico Brasileiro trabalhou em duas frentes: uma, a preparação propriamente dita dos 259 atletas, de 32 modalidades, que formaram o Time Brasil; a outra, em ações que, além de oferecer suporte aos competidores, tinham como foco principal os Jogos de 2016. 

    Um degrau rumo a 2016 (2013)

    O primeiro ano de um ciclo olímpico tende a ser de muito trabalho nos bastidores e de resultados muitas vezes embrionários, típicos de um projeto que tem como objetivo final o máximo desempenho nos Jogos Olímpicos, anos mais tarde.  Mas os frutos colhidos em 2013 demonstram uma prova da força do Time Brasil logo neste início de ciclo e reforçam ainda mais a confiança em uma boa atuação de nossos atletas nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

    O ano de 2013 foi o melhor ano pós-olímpico do Brasil. Para efeitos de comparação, em 2009, após os Jogos de Pequim, disputados no ano anterior, foram nove medalhas conquistadas. Ao todo, o Brasil conquistou 27 medalhas em campeonatos mundiais ou competições similares, número recorde em um só ano, o que deixaria o país em oitavo lugar em um hipotético quadro de total de medalhas.

    As 27 medalhas em mundiais conquistadas pelo Time Brasil em 2013 foram nas seguintes modalidades olímpicas: Boxe (2), Canoagem (1), Ginástica artística (1), Handebol (1), Hipismo (1), Judô (6), Maratona aquática (2), Natação (4), Pentatlo Moderno (1), Taekwondo (1), Vela (3), Vôlei (2) e Vôlei de praia (2). Destaque especial para as medalhas de ouro do handebol feminino, feito inédito na modalidade; de Rafaela Silva, a primeira do judô feminino em campeonatos mundiais; de Arthur Zanetti, da ginástica artística, que se tornou campeão olímpico e mundial; de Jorge Zarif, na vela, campeão mundial Junior e Open no mesmo ano; de Robert Scheidt, também na vela; de Poliana Okimoto, na maratona aquática; e da seleção feminina de vôlei, vencedora do Grand Prix. Vale ressaltar, ainda, que as 27 medalhas foram conquistadas por atletas de 13 modalidades diferentes, outro recorde alcançado.

    100 anos; novas marcas; passado, presente e futuro juntos (2014)

    Para unir ainda mais os atletas em torno do mesmo ideal de vitórias e estreitar os laços com a torcida, o Time Brasil teve sua marca relançada em 2014, para estampar além dos tradicionais uniformes uma gama de produtos licenciados. Outra marca relançada em 2014 foi a do COB, agora com mais destaque à bandeira verde-e-amarela e aos aros olímpicos. A nova nomenclatura da entidade – Comitê Olímpico do Brasil – foi escolhida depois que pesquisas apontaram que o público se identificava mais com a palavra Brasil, um procedimento similar ao adotado por outros Comitês Olímpicos Nacionais.

    O relançamento das marcas coincidiu com a comemoração dos 100 anos de fundação do Comitê Olímpico do Brasil, completados em 2014. O centenário do COB, o primeiro Comitê Olímpico Nacional da América do Sul, é uma data histórica para o esporte nacional: 8 de junho de 1914. São cem anos que marcam a superação e a evolução do esporte olímpico no país, uma história repleta de conquistas memoráveis, protagonizadas por nossos atletas, e acompanhada com expectativa e emoção por milhões de torcedores, estabelecendo uma intensa relação entre o povo brasileiro e o esporte.

    Foi em 2014, também, que o Time Brasil mostrou que não é apenas uma equipe do passado ou do presente, nem voltada apenas para 2016. É para sempre, um projeto ininterrupto. Exemplo disto ocorreu nos Jogos Olímpicos da Juventude, para atletas entre 14 e 18 anos, e que tiveram sua segunda edição disputada em Nanquim, na China. Na competição o Time Brasil foi muito bem representado por seus 97 atletas, a segunda maior delegação do evento, atrás apenas da anfitriã, com 123. No total, os brasileiros conquistaram 15 medalhas (6 de ouro, 8 de prata e 1 de bronze), mais do que o dobro da edição anterior, em Cingapura, quando foram conquistadas sete. 

    Toronto; um ótimo teste (2015)

    O ano de 2015, o último do ciclo olímpico antes dos Jogos Rio 2016, apresentou resultados bastante satisfatórios, demonstrando que o Comitê Olímpico do Brasil seguiu no caminho certo em relação à competição multiesportiva mais importante da história do esporte brasileiro. Nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015, o Time Brasil conquistou 141 medalhas (42 de ouro, 39 de prata e 60 de bronze), ficando em terceiro lugar no quadro total da competição, atrás apenas dos Estados Unidos (265) e do anfitrião Canadá (217). O saldo foi extremamente positivo, haja vista uma delegação composta por 70% de estreantes em Jogos Pan-americanos. Com o apoio incondicional das Confederações Brasileiras Olímpicas, Toronto 2015 foi um ótimo teste e serviu plenamente como etapa preparatória para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

    O quadro de medalhas comprovou o crescimento sustentável do esporte olímpico brasileiro. Após 40 anos, a partir dos Jogos Rio 2007, o Brasil vem figurando entre os três primeiros no número total de medalhas da competição. Em Toronto, o país chegou à frente de Cuba, quarta colocada, no total de medalhas (141 a 97) e também no número de ouros (41 a 36), após 48 anos. O Brasil igualou o total de medalhas conquistadas na edição anterior dos Jogos, em Guadalajara 2011. Dos 590 atletas brasileiros inscritos, recorde em Jogos Pan-americanos fora do Brasil, 442 disputaram medalhas e 304 chegaram ao pódio (52%).

    Jogos Olímpicos Rio 2016; o momento mais aguardado (2016)

    O ano de 2016 ficará marcado para sempre na história do esporte brasileiro e do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, nossos atletas foram brilhantes e, com performances marcantes, proporcionaram ao povo brasileiro momentos que, para sempre, ficarão em suas memórias. As 19 medalhas conquistadas representam não apenas nossa melhor participação olímpica, como também a que conquistamos o maior número de medalhas de ouro; sete. Somando-se às seis pratas e aos seis bronzes, alcançamos um honroso 12º lugar no quadro medalhas, ficando a apenas três medalhas de atingir a meta dos dez primeiros países pelo número total de medalhas no Rio 2016.

    Uma das nossas maiores vitórias nos Jogos Olímpicos, prevista neste Planejamento Estratégico, foi aumentar o leque de modalidades com conquistas de medalhas. Essas modalidades tiveram apoio e investimento inéditos durante o ciclo olímpico, em um trabalho sustentável que já elevou o patamar a um nível sem volta mesmo após os Jogos Olímpicos Rio 2016. Nos Jogos Rio 2016, o Time Brasil estabeleceu um recorde histórico de medalhas em 12 modalidades: atletismo, boxe, canoagem velocidade, futebol, ginástica artística, judô, maratonas aquáticas, taekwondo, tiro esportivo, vela, vôlei e vôlei de praia. Canoagem e maratona aquática nunca haviam trazido medalhas para o país.

    Foram inúmeros os destaques esportivos do Time Brasil no Rio 2016. As três medalhas de Isaquias Queiroz, algo inédito na história olímpica brasileira, o primeiro ouro do boxe e do futebol masculino, a medalha do tiro esportivo depois de quase 100 anos, entre outros. Um dos principais pontos positivos da campanha olímpica foi o aumento de quase 100% de participações em finais em relação a Londres 2012. Foram 71 finais no Rio de Janeiro e 36 nos Jogos passados. Além disso, o Time Brasil ficou em 4º ou 5º lugares em 19 disputas de 11 modalidades. O aumento expressivo de modalidades medalhistas, número de finais e semifinais no Rio 2016 mostram a evolução do esporte brasileiro, assim como o número de medalhas conquistadas no evento.

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