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Ricardo Prado

MODALIDADE

Natação

DATA E LOCAL DE NASCIMENTO

03/01/1965 | Andradina, SP

JOGOS OLÍMPICOS

1980 | 1984

CONQUISTAS

2

Medalhas de Ouro

Jogos Pan-americanos Caracas 1983 Jogos Pan-americanos Caracas 1983

4

Medalhas de Prata

Jogos Olímpicos Los Angeles 1984 Jogos Pan-americanos Caracas 1983 Jogos Pan-americanos Caracas 1983 Jogos Pan-americanos Indianápolis 1987

2

Medalhas de Bronze

Jogos Pan-americanos Indianápolis 1987 Jogos Pan-americanos Indianápolis 1987

Biografia

Nadador precoce que virou bom de briga e fez história

Ricardo Prado nunca pensou em fazer qualquer outra coisa na vida, nasceu para nadar. Exatamente por isso, encarou com naturalidade todos os desafios que encontrou para se tornar um dos maiores nomes da natação mundial na década de 1980. “Sempre me senti muito à vontade na piscina e sempre soube que eu tinha talento”, afirma o vice-campeão olímpico, campeão e recordista mundial dos 400m medley. “Desde cedo, sentia que eu tinha uma obrigação de perseguir aquilo ali”. 

Pradinho, como ficou conhecido, começou a nadar aos cinco anos. Aos seis, disputou a primeira competição e, aos sete, sagrou-se campeão brasileiro infantil nos 50m borboleta.  

Tradição de família 

Filho do advogado Ruy do Amaral Prado e da médica Heloysa de Mello Lartigau Prado, Ricardo é o caçula de cinco. Seus irmãos Denise, Fernando, Sérgio e Rosamaria também praticam natação. “Meu pai jogou tênis até o final da vida, mas nada competitivo. E minha mãe, na época de faculdade, fazia atletismo e basquete. Parece que ela participou de Jogos Abertos  do Interior ou dos Jogos Regionais. Mas não eram atletas sérios, eram atletas de ocasião. Por alguma razão, eles realmente se encantaram com a natação, e a gente fez daquilo um modo de vida”, divide. 

“Como a gente estava sempre na água, para ele foi natural aprender a nadar. Ele já via todo mundo nadando e era uma coisa boa para fazer no interior, numa cidade muito quente, como Andradina”, explica Rosamaria Meyer, irmã do campeão.  “A gente era de cidade pequena, não tinha muito para fazer. As funcionárias que trabalhavam lá em casa nos levavam para o clube, e todo mundo começou a nadar.˜ 

 

A família de Ricardo seguia uma vocação de Andradina pra revelar bons nadadores. “O Pradinho aprendeu a nadar numa piscina do Tênis Clube de Andradina, onde o meu pai era o presidente. Eu tenho um monte de coincidências com ele”, conta Manoel dos Santos, segundo medalhista olímpico da natação brasileira – bronze nos 100m livre, em Helsinque 1960, naturtal da mesma cidade do interior paulista.  

Os pais de Ricardo Prado, ao chegarem do sul do país, moraram num hotel de propriedade do pai de Manoel. Concidentemente, os dois entraram juntos para o Hall da Fama do COB.  

Mãe durona 

À medida em que cresciam e se destacavam no esporte, os irmãos de Pradinho saíam de casa para treinar e estudar em outras cidades e até em outros países.  

“Por causa da natação, os mais velhos ganharam bolsa de estudos em Mogi das Cruzes e saíram de casa para estudar e nadar por lá. O Sérgio foi o único que largou a natação, ele jogava basquete. Ficamos em casa só o Ricardo e eu”, relembra Rosamaria.  

“No começo, em Andradina, onde eu morei até os 12 anos, nós não tínhamos, necessariamente um treinador, não tinha um técnico de natação. Tinha uma pessoa que ajudava, e minha mãe e ia para a beira da piscina”, lembra Ricardo. “Ela pegava os treinos que os meus irmãos faziam em Mogi das Cruzes, adaptava e ministrava para mim e para a minha irmã. Minha mãe era bastante séria. Já que a gente estava lá, era para fazer direito, não era para brincar nem perder tempo. Isso, certamente, me moldou para conseguir ser o atleta que eu acabei sendo”, constata.