Ygor Coelho lidera badminton do Brasil em Cochabamba 2018

Brasil conquistou sete medalhas ao todo

Washington Alves/Exemplus/COB
31/05/2018 16:33

O badminton do Brasil mudou de patamar nos Jogos Sul-americanos Cochabamba 2018. Além do inédito título por equipes, os atletas brasileiros conquistaram sete medalhas após todas as disputas na modalidade, encerradas nesta quinta-feira, dia 31. A equipe formada também por Artur Pomoceno, Luana Vicente e Fabiana Silva teve como destaque o carioca Ygor Coelho, que volta ao Brasil com três medalhas de ouro conquistadas em três torneios: individual, dupla masculina e equipe.
 
O Brasil conquistou o torneio por equipes na última segunda-feira, dia 28. Nesta quinta, o país conquistou mais seis medalhas: ouro com Ygor e a prata com Artur na simples masculina; o ouro com Fabiana na simples feminina; ouro nas duplas masculinas com Ygor e Artur; prata nas duplas femininas com Luana e Fabiana e também nas duplas mistas com Artur e Luana.
 
Ygor, criado no Morro da Chacrinha, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, aprendeu a jogar badminton no projeto que seu pai, Sebastião, criou para ajudar as crianças da sua comunidade. Após se destacar e chagar aos Jogos Olímpicos Rio 2016, Ygor passou a morar na França antes de voltar ao Brasil no início deste ano. Em outubro, o brasileiro passará a fazer sua preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 na Dinamarca.
 
Aos 21 anos, Ygor vive seu melhor momento, coroado pelas medalhas em Cochabamba. O carioca é o número um do ranking das Américas e o 33º do ranking mundial. “Estou tendo todo o apoio que preciso da Confederação Brasileira de Badminton e do Comitê Olímpico do Brasil. Antes de vir a Cochabamba passei por vários exames e testes no Laboratório Olímpico do COB. Em outubro passo a morar na Dinamarca, um grande centro de badminton. Tenho tudo para melhorar ainda mais meu jogo”, afirmou o atleta. “Essas foram minhas primeiras medalhas conquistadas
em Jogos, junto ao Time Brasil. Espero que as primeiras de muitas”, afirmou Ygor.
 
Na Bolívia, a equipe brasileira brilhou mesmo com apenas quatro integrantes, o limite mínimo da modalidade. Outras equipes levaram até oito atletas. Isso fez com que os brasileiros jogassem vários confrontos na altitude de Cochabamba. “Estou muito feliz com a nossa participação. Nossa equipe estava limitada em número de atletas e todas as outras vieram completas”, disse Fabiana da Silva, carioca de 29 anos. Fabiana é a mais experiente da equipe e foi prata em Medellín 2010. A última edição dos Jogos, em Santiago 14, não teve disputa do badminton.                    
                                                
Para o treinador brasileiro, o português Marco Vasconcelos, a equipe brasileira alcançou seu objetivo em Cochabamba, que era confirmar a hegemonia nacional no continente, expressa nos últimos anos, e iniciar a preparação rumo aos Jogos Pan-americanos Lima 2019, no Peru. “Somos considerados atualmente a potência número um do badminton sul-americano, mas precisamos trabalhar muito para garantir o domínio continental”, disse o treinador.