ODEPA amplia poder de voto para países que sediam os Jogos Pan-americanos


07/05/2010 16:57

Os países que já sediaram ou sediarão os Jogos Pan-americanos ganharam poder de voto na Assembleia da Organização Desportiva Pan-americana - ODEPA. A decisão ocorreu durante a Assembleia Geral da entidade que acontece na cidade de Mérida, no México. Dos 42 países que integram a ODEPA, apenas Barbados, Trinidad e Tobago e São Vincente e Granadina foram contra a mudança. Pelas novas regras, os países que já realizaram os Jogos Pan-americanos terão direito a um voto por cada edição realizada, além do voto a que cada país tem direito. Assim, o Brasil passa a ter direito a três votos, sendo um do país e outros dois por ter organizado o Pan de 1963, em São Paulo, e o de 2007, no Rio de Janeiro. De acordo com o presidente da ODEPA, o mexicano Mario Vasquez Raña, esse critério valerá apenas para as eleições das sedes dos Jogos e para a composição do Comitê Executivo da entidade. "Organizar uma edição dos Jogos Pan-americanos é uma tarefa árdua e dispendiosa para o país sede. Precisávamos dar um estímulo a mais para que os países apresentem candidaturas", justificou Raña. Anteriormente, os países que já haviam sediado os Jogos tinham direito a apenas um voto a mais na assembleia.

Pelas novas regras, cada país poderá ter, no máximo, cinco votos na assembleia. Essa proposta de limitar o número de votos por país foi a saída de última hora encontrada por Vasquez Raña para enfrentar a resistência dos países do Caribe, cuja maioria era contra a mudança. O bloco do Caribe tem grande influência nas eleições para sede dos Jogos Pan-americanos. Além disso, a Assembleia da ODEPA autorizou, desta vez por unanimidade, outras mudanças no estatuto da entidade propostas por Raña. Em 2011, durante os Jogos Pan-americanos de Guadalajara, os competidores elegerão sete atletas para a Comissão de Atletas da ODEPA, sendo cinco de esportes olímpicos e dois de esportes não olímpicos. O presidente da comissão será escolhido internamente pelos cinco atletas olímpicos eleitos e passará a integrar o Comitê Executivo da entidade. O Comitê Executivo deverá ter, no mínimo, duas mulheres, e dos 12 membros efetivos (três vice-presidentes e nove membros), seis deverão ser oriundos de países com menos de 4 milhões de habitantes. "De acordo com dados do Banco Mundial, dos 42 países da ODEPA, 22 países têm uma população menor do que 4 milhões de pessoas. Esta é uma forma de garantir voz aos países menores no Comitê Executivo", explicou Vasquez Raña.

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