NADO SINCRONIZADO

A australiana Annette Kellerman foi a responsável pelos primeiros passos do nado sincronizado. A supercampeã de natação foi para a Europa no início do século XX em busca de novos desafios. Da Inglaterra, onde fez as primeiras demonstrações de balé aquático, ela foi para os Estados Unidos e entrou para uma equipe de espetáculos aquáticos. As apresentações fizeram muito sucesso e correram o mundo com suas acrobacias, saltos e evoluções.

O início da formalização do balé aquático começa com a atuação da professora norte-americana Katherine Curtis. Talvez inspirada pelas proezas de Annette, ela abriu um centro de formação, onde diversos movimentos padronizados surgiram. Katherine criou, em 1920, algumas das coreografias, com fundo musical, nas quais era possível perceber a formação de figuras na água, feitas pelas nadadoras, com seus corpos em movimento.

Já com ares de modalidade esportiva, em 1939, o professor norte-americano Frank Havlicek propôs algumas regras para a execução das coreografias.

O cinema contribuiu muito para a popularização do esporte com as atuações de Esther Williams. O estrelato da tricampeã de natação em diversos musicais de grande sucesso fez com que ela fosse considerada um símbolo do esporte. Entre os anos 1940 e 1950, houve uma febre em torno do nado sincronizado nos EUA e na Europa.

Nos Jogos Olímpicos Londres 1948 ocorreu a primeira demonstração do esporte. Em Helsinque 1952, a Federação Internacional de Natação (FINA) oficializou as regras do esporte e, em 1953, a modalidade foi incluída na agenda do Mundial de Esportes Aquáticos.

Curiosidades

  • O nado sincronizado ganhou status olímpico nos Jogos de Los Angeles 1984.
  • Junto com ginástica rítmica, é uma das modalidades do programa olímpico em que apenas as mulheres participam.


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