Brasil encerra melhor triênio da história com 67 medalhas em mundiais ou competições equivalentes

Ao todo, 15 modalidades chegaram ao pódio nos últimos três anos. Em 2015, foram 16 medalhas

Sergio Dutti/Exemplus/COB
22/12/2015 11:18

O esporte olímpico brasileiro chega ao último ano do atual ciclo olímpico com 67 medalhas, conquistadas em campeonatos mundiais ou competições equivalentes, superando o mesmo período do ciclo anterior, quando teve 40 conquistas. Para chegar às 67 medalhas neste triênio, os atletas brasileiros, além das 16 medalhas em 2015, conquistaram 24 em 2014 e 27 em 2013. No ciclo olímpico anterior foram 9 medalhas em 2009, 15 em 2010 e 16 em 2011.

O triênio 2013-2015 apontou uma boa perspectiva para o futuro. Em 2015, o estudo do COB, que leva em consideração apenas as provas olímpicas, apontou 16 medalhas conquistadas, o mesmo número de 2011, terceiro ano do ciclo olímpico anterior. O COB considera esse resultado positivo, levando em conta que importantes candidatos a medalhas se contundiram e que algumas modalidades estabeleceram estratégias diferenciadas no ano pré-olímpico, por já estarem classificadas para os Jogos.

A entidade, portanto, mantém o alerta ligado, acompanhando, com atenção, o desempenho de nossos principais atletas e equipes. Considera naturais determinadas quedas de desempenho e mantém o otimismo em relação às metas traçadas.

O Brasil conquistou mais de 16 medalhas em campeonatos mundiais ou equivalentes em 2015. O COB, no entanto, só contabilizou as 16 medalhas alcançadas em modalidades e provas olímpicas, dentro do regulamento por modalidade estabelecido para os Jogos Rio 2016. Um exemplo é o vôlei de praia, modalidade em que Brasil conquistou cinco medalhas durante o Mundial. O COB só contabilizou quatro medalhas, já que cada país só pode inscrever quatro duplas nos Jogos Rio 2016. Outro exemplo é o taekwondo, onde o Brasil conquistou duas medalhas no Mundial, mas não em categorias olímpicas. 

Outro ponto positivo é o aumento do número de modalidades que chegaram aos pódios mundiais. Nos últimos três anos, o Brasil aumentou o leque de modalidades medalhistas, alcançando as primeiras colocações em 15 modalidades, o que vem ao encontro dos objetivos traçados no Planejamento Estratégico do COB, estabelecido em 2009, e cuja meta é chegar, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, entre os dez primeiros no quadro total de medalhas. 

"Estamos proporcionando aos nossos atletas, em parceria com as Confederações Brasileiras Olímpicas, a melhor preparação de todos os tempos e o resultado deste triênio demonstra que o esporte brasileiro segue evoluindo", observa Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.

Além das conquistas em modalidades em que o Brasil já conta com um histórico de bons resultados, novos esportes chegaram ao pódio em campeonatos mundiais. Estão nesse caso o handebol, maratonas aquáticas, lutas e a canoagem velocidade. Além dessas, outras como o tiro com arco, polo aquático e tênis também alcançaram resultados expressivos em competições equivalentes aos mundiais. 

Outros pontos relevantes foram a manutenção da ginástica artística e do pentatlo moderno, que conquistaram medalhas inéditas em Londres, assim como o boxe, que não trazia uma medalha olímpica desde 1968, no rol dos vencedores em mundiais. Também obtiveram resultados de destaque em competições internacionais a canoagem slalom, o ciclismo, a esgrima, o levantamento de peso, o hipismo, o tênis de mesa e o tiro esportivo.

Nuzman fez um balanço realista do triênio: "Aumentamos a quantidade de modalidades que conquistaram medalhas para o Brasil. Sei que podem questionar alguns resultados que não estavam na expectativa de todos. Há pontos de atenção que serão abordados pela superintendência técnica do COB com as confederações. É importante ressaltar que mais de 70% de atletas disputaram os Jogos Pan-americanos pela primeira vez. Isso mostra uma renovação importante para o esporte brasileiro. Tivemos, na delegação, 50% de jovens de 15 a 25 anos. E 75 atletas que participaram dos Jogos Escolares da Juventude". 

O planejamento até os Jogos Olímpicos 2016 já está desenhado. O COB e as Confederações definiram todas as ações que serão colocadas em prática nos próximos meses. Um dos principais focos de atenção será em relação à prevenção de lesões. "Em 2015, tivemos alguns casos de contusões, mas que já conseguimos recuperar através de um bom trabalho de nossas equipes multidisciplinares. Agora, pretendemos intensificar o trabalho de prevenção e de recuperação para minimizar o número de baixas nos Jogos Olímpicos", explica Marcus Vinicius Freire, diretor executivo de esportes do COB. 

Os dias que faltam para os Jogos serão de intenso trabalho. O COB vai manter o alto nível de apoio aos atletas do Time Brasil, buscando sempre a excelência nas condições de treinamento. Além disso, um dos mais importantes investimentos do COB, em 2016, será na operação e logística da Missão Brasileira para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

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