Comitê Olímpico Brasileiro

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Academia Olímpica Brasileira

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Produção e difusão do conhecimento sobre o Olimpismo

A Academia Olímpica Brasileira (AOB) é um órgão do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) filiado à Academia Olímpica Internacional (IOA), que tem sede em Olímpia, na Grécia. Seu foco principal está na produção e difusão de conhecimento sobre o Olimpismo, tendo sempre em vista o contexto brasileiro. Fundada em 28 de agosto de 1998, a AOB tem o objetivo de desenvolver a Educação Olímpica por meio de estudos e pesquisas realizados em instituições acadêmicas do Brasil e do exterior.

Os eventos promovidos pela AOB adotam como ponto de partida os princípios filosóficos gerados a partir dos ideais propostos, no final do século XIX, pelo Barão Pierre de Coubertin. O programa tem a excelência acadêmica como prioridade e, assim como a Academia Olímpica Internacional, destaca valores como solidariedade e ética esportiva.

A AOB tem como fim estudar e pesquisar o Movimento Olímpico, suas manifestações na Antiguidade e na Era Moderna, e suas causas e efeitos nos campos educativo, filosófico, desportivo, social e político. Dessa forma, contribui para a sensibilização e divulgação dos ideais olímpicos.

A Academia Olímpica Internacional

Em 1927, o Barão Pierre de Coubertin foi convidado pelo governo grego para receber uma homenagem, em Olympia, pela iniciativa de recriar os Jogos Olímpicos. Durante o período, conversou com o amigo Ioannis Chrysafis sobre a necessidade de se criar um centro acadêmico de estudos sobre o Movimento Olímpico.

Desde então, o idealizador dos Jogos da Era Moderna tinha em mente que o Movimento Olímpico não devia se desviar de seus objetivos educacionais. “Não consegui concluir o que desejava. Acredito que um centro de estudos Olímpicos pode ajudar a preservar e levar adiante o meu trabalho mais do que qualquer outra coisa”, disse, na época.

As ideias de Coubertin estavam de acordo com as metas do Comitê Olímpico Grego, que também buscava estabelecer um centro acadêmico e, junto com ele, valores do esporte. As mortes repentinas de Chrysafis (1930) e Coubertin (1937), porém, impediram que essas ideias fossem implantadas.

Pouco tempo depois, Ioannis Ketseas, aluno de Chrysafis, e Carl Diem, um alemão apaixonado pelo Movimento Olímpico, passaram a liderar o projeto. Os dois haviam trabalhado em parceria no primeiro Revezamento de Tocha - de Olympia a Berlim, em 1936 - e decidiram se juntar novamente para estabelecer um Centro de Estudos Olímpicos.

Em 1938, Ketseas e Diem planejaram a criação de uma instituição com o nome de Academia Olímpica Internacional (AOI) e encaminharam ao Comitê Olímpico da Grécia (COG). Na 38ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), realizada no Cairo (Egito), seus Membros foram informados sobre a criação da Academia Olímpica na Grécia (AOG). No ano seguinte, na 39ª Sessão, em Londres (Inglaterra), ficou decidido que a instituição iria promover os ideais Olímpicos.

Ao final da II Guerra Mundial, um memorando sobre a operação da Academia foi submetido à 41ª Sessão do COI, em junho de 1947, em Estocolmo (Suécia). No dia 28 de abril de 1949, a 44ª Sessão do COI, em Roma (Itália), aprovou de forma unânime o estabelecimento da AOI, com implantação e operação feitas pelo COG, sob a égide do COI. A Academia Olímpica Internacional foi inaugurada oficialmente no dia 14 de junho de 1961.

Desde então, muitas ações foram criadas, como, por exemplo, as Sessões Internacionais para Jovens Participantes. Progressivamente, a AOI implantou outros programas educacionais voltados para questões do Movimento Olímpico. Atualmente, mais de 40 eventos diferentes são realizados por ano nas instalações da Academia em Olympia.

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